A trajetória de Rita Lobo não tem o caráter de reinvenção, mas sim de constância, aperfeiçoamento e, sobretudo, propósito. A gastronomia entrou na sua vida aos 18 anos, quando, durante uma temporada em Nova York, enquanto era modelo, matriculou-se em um curso de culinária – experiência que descreve como a mais transformadora de sua vida, principalmente por lhe trazer uma imensa sensação de autonomia.
Em 2000, fundou o portal Panelinha com o intuito de desmistificar o dia a dia da cozinha ensinando receitas práticas para pessoas comuns.
Diferentemente dos chefs que buscam o requinte da alta gastronomia com estrelas e prêmios, o objetivo de Rita era repassar o que aprendeu, ensinando o básico bem-feito.
O sucesso foi exponencial, e a plataforma expandiu, hoje incluindo um estúdio próprio, uma editora de livros em parceria com o Senac e uma produtora de TV.
Com popularidade crescente, Rita assinou 13 livros, apresentou o programa Cozinha Prática no GNT por mais de 10 anos e hoje apresenta seu podcast, que nasceu de uma demanda do seu próprio público por conteúdos mais longos e aprofundados.
Sua audiência, diz Rita, é naturalmente de uma nova geração: “O meu assunto é um assunto jovem, pois quem não sabe cozinhar geralmente é mais jovem. E quem precisa cozinhar é quem tem filhos pequenos”.
Ao longo de sua trajetória, seu grande propósito virou um ativismo: a luta contra os ultraprocessados e em prol da “comida de verdade”.
Para sustentar esse propósito de forma responsável, ela garante que tudo o que ensina tem embasamento científico, recusando-se a seguir tendências infundadas que bombam nas redes.
*Reportagem publicada na edição 142 da revista Forbes, em junho de 2026.