SeaDream lançará cruzeiro de luxo da Antártica ao Ártico em 2022

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A ivovação da SeaDream levará passageiros (quase) de polo a polo

Resumo:

 

  • A partir de 2022, será possível fazer um cruzeiro de luxo da Antártica até o Ártico pela primeira vez;
  • O valor da viagem, com paradas na América do Sul e na Europa, chega a R$ 677 mil;
  • O navio parte na noite de 8 de fevereiro, da cidade Ushuaya, e termina no dia 7 de maio, em Longyearbyen, o município mais ao norte do planeta.
  • O megaiate de bandeira norueguesa apresentará 110 cabines em nove conveses e 3.500 metros quadrados de espaço ao ar livre, além de espaço para transportar um helicóptero e hidroavião.

A partir de 2022, será possível fazer um cruzeiro da Antártica até o Ártico pela primeira vez, desde que você possa pagar um valor premium. As tarifas, por pessoa, do cruzeiro de 88 dias da SeaDream, com paradas na América do Sul e na Europa, variam de € 51.329 (cerca de R$ 238 mil) a € 146.024 (R$ 677.500).

De Ushuaia a Longyearbyen

Os passageiros precisarão primeiro viajar de avião de Buenos Aires a Ushuaia, cidade argentina localizada no arquipélago da Terra do Fogo. Uma vez no município -considerado o mais austral do mundo-, o navio parte na noite de 8 de fevereiro e navegará em direção ao sul, de modo a atravessar o estreito de Drake para chegar às Ilhas Shetland do Sul.

VEJA MAIS: As melhores linhas de cruzeiro do mundo em 2020

Depois de percorrer territórios da Antártica por vários dias, a embarcação retorna ao norte rumo ao cabo Horn, no Chile, antes de seguir para o litoral leste da América do Sul.

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O fotógrafo italiano Massimo Rumi conseguiu fotografar três pinguins-gentoo em seu habitat natural na Antártica

Após cinco semanas de viagem, os passageiros terão uma pausa dos passeios turísticos, com uma travessia de quatro dias pelo Atlântico. Vários portos espalhados por toda a Europa, incluindo Londres, Amsterdã e Copenhague, dão um intervalo na jornada para o círculo ártico.

O navio percorrerá um dos fiordes da Noruega e as espetaculares ilhas Lofoten antes de explorar as galerias de Svalbard no ártico norueguês. Depois de mais de uma semana nesta região, o cruzeiro termina no dia 7 de maio em Longyearbyen, a cidade mais ao norte do mundo, com voos programados.

Após a viagem épica de quase três meses, o navio permanecerá no município setentrional para realizar uma série de cruzeiros mais curtos ao redor de Svalbard.

Embarcação nova, experiência inovadora

A SeaDream Yatch Club comercializa o novo navio SeaDream Innovation como um iate de luxo, com refeições cinco estrelas a bordo. É a experiência de cruzeiro mais luxuosa já oferecida em algumas das águas mais remotas do mundo.

Com lançamento previsto para 2021, o navio de bandeira norueguesa apresentará 110 cabines em nove conveses e 3.500 metros quadrados de espaço ao ar livre. O megaiate terá até 200 tripulantes para executar operações e cuidar de 220 passageiros, no máximo. Devido ao uso pretendido em áreas remotas, a embarcação foi projetada para transportar um helicóptero e até um hidroavião.

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A chance de ver um urso polar em meio ao gelo de Svalbard será um grande atrativo para o cruzeiro

Um boom no turismo do Ártico

Embora o cruzeiro no Ártico não seja novidade, a demografia dos que estão embarcando está mudando. Viagens turísticas no estilo de expedição são populares há muito tempo nas águas desta região, próximas ao Canadá, Alasca e norte da Europa. O que mudou agora é que o rápido derretimento do gelo do mar criou espaço para navios dessa classe maiores e luxuosos.

A viagem da SeaDream é a mais recente de uma linha de novas ofertas direcionadas ao turista de luxo. No verão de 2020, o National Geographic Endurance, da Lindblad Expeditions, e o Silver Explorer, reformado pela Silversea, estarão entre os navios que navegam entre o norte da Noruega e o Alasca, pela Rota do Mar do Norte.

No entanto, nem todo mundo está feliz com o aumento do turismo em Svalbard e arredores. Os especialistas não apenas se preocupam com o impacto ambiental e social, como também alertam contra possíveis situações de emergência. Anders Thorheim, membro da Cruz Vermelha Norueguesa, informou ao portal “Barents Observer” que a operação realizada por 240 voluntários para ajudar no incidente do Viking Sky no início deste ano (cruzeiro que ficou à deriva no mar da Noruega) seria impossível em áreas mais remotas.

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