Joias que já adornaram Elizabeth Taylor, Rihanna, a princesa Margaret e a duquesa de Windsor estão a caminho do National Gallery of Victoria (NGV), em Melbourne, na Austrália, vindas do Museu V&A de Londres.
Mais de 300 tiaras, broches, relógios e colares da Cartier estarão expostos a partir de junho de 2026, como parte da coleção Melbourne Winter Masterpieces.
“Cartier é reconhecida mundialmente pela excelência em design e inovação em joalheria e relojoaria – uma reputação construída pelos três irmãos empreendedores Pierre, Louis e Jacques Cartier”, afirma Tony Elwood, diretor do NGV.


A Coleção Cartier inclui 20 tiaras, muitas com o característico motivo “Guirlanda” da marca. Clementine Churchill usou a tiara Scroll da na coroação da rainha Elizabeth II em 1953. Sessenta e cinco anos depois, Rihanna a utilizou na capa da revista W.
Várias peças usadas dentro e fora dos palcos pela cantora de ópera australiana Dame Nellie Melba também estarão na exposição do NGV, assim como joias que pertenceram a Wallis Simpson, duquesa de Windsor, e um broche de rosa em diamantes de 1938, usado pela princesa Margaret na coroação da irmã.

Também estarão em exibição relógios com opalas australianas e as joias da coleção Tutti Frutti, assim chamadas pelo conjunto de rubis, esmeraldas e safiras azuis de tons intensos.
A exposição da Coleção Cartier está no Museu V&A de Londres desde abril de 2025 e agora será emprestada ao NGV de Melbourne.

“É uma oportunidade de compartilhar com os visitantes algumas das criações mais conhecidas da Cartier, além de revelar peças inéditas que ampliam a compreensão sobre uma joalheria que continua a influenciar a forma como adornamos nossos corpos atualmente”, afirma Helen Molesworth, curadora sênior de joias do V&A.
A curadora destaca a “capacidade pioneira e transformadora da marca francesa de permanecer no centro da cultura e da criatividade por mais de um século”.
Pierre Rainero, diretor de Imagem, Estilo e Patrimônio da Cartier, afirma que a exposição australiana contará com peças que estarão pela primeira vez no país.

“A experiência oferece uma jornada pelo universo da grife e seu estilo característico, uma linguagem viva em constante evolução. A expectativa é de que desperte não apenas encanto e admiração, mas também curiosidade intelectual, promovendo uma compreensão mais profunda da joalheria como expressão artística”, afirma Rainero.
Um destaque inédito na versão da exposição no NGV será o foco em Jeanne Toussaint, diretora criativa da Cartier entre 1933 e 1970.
“Os visitantes verão como o motivo da pantera, valorizado por Toussaint e um dos símbolos mais emblemáticos da Maison, continua a evoluir nas joias contemporâneas, utilizando muitas das mesmas técnicas de joalheria praticadas há décadas.”