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300 Joias da Cartier Desembarcam na Austrália

Peças icônicas da grife francesa, declara pelo rei Eduardo VII como “a joalheria dos reis e o rei das joalherias” em 1904, estarão em exibição como parte do Melbourne Winter Masterpieces de 2026

4 min

Joias que já adornaram Elizabeth Taylor, Rihanna, a princesa Margaret e a duquesa de Windsor estão a caminho do National Gallery of Victoria (NGV), em Melbourne, na Austrália, vindas do Museu V&A de Londres.

Mais de 300 tiaras, broches, relógios e colares da Cartier estarão expostos a partir de junho de 2026, como parte da coleção Melbourne Winter Masterpieces.

“Cartier é reconhecida mundialmente pela excelência em design e inovação em joalheria e relojoaria – uma reputação construída pelos três irmãos empreendedores Pierre, Louis e Jacques Cartier”, afirma Tony Elwood, diretor do NGV.

NGVA coleção Cartier inclui um colar presenteado a Elizabeth Taylor por seu terceiro marido e produtor de cinema Mike Todd, durante suas férias na Riviera Francesa em 1957

CartierColar Cartier, Londres, 1934, encomenda especial em platina e diamantes, pertencente à família Sassoon.

A Coleção Cartier inclui 20 tiaras, muitas com o característico motivo “Guirlanda” da marca. Clementine Churchill usou a tiara Scroll da na coroação da rainha Elizabeth II em 1953. Sessenta e cinco anos depois, Rihanna a utilizou na capa da revista W.

Várias peças usadas dentro e fora dos palcos pela cantora de ópera australiana Dame Nellie Melba também estarão na exposição do NGV, assim como joias que pertenceram a Wallis Simpson, duquesa de Windsor, e um broche de rosa em diamantes de 1938, usado pela princesa Margaret na coroação da irmã.

CartierO colar Cobra, criado em Paris em 1968 para María Félix, é feito de diamantes, esmeraldas, esmalte, platina e ouro

Também estarão em exibição relógios com opalas australianas e as joias da coleção Tutti Frutti, assim chamadas pelo conjunto de rubis, esmeraldas e safiras azuis de tons intensos.

A exposição da Coleção Cartier está no Museu V&A de Londres desde abril de 2025 e agora será emprestada ao NGV de Melbourne.

NGVA cantora de ópera australiana Dame Nellie Melba usando uma tiara Cartier

“É uma oportunidade de compartilhar com os visitantes algumas das criações mais conhecidas da Cartier, além de revelar peças inéditas que ampliam a compreensão sobre uma joalheria que continua a influenciar a forma como adornamos nossos corpos atualmente”, afirma Helen Molesworth, curadora sênior de joias do V&A.

A curadora destaca a “capacidade pioneira e transformadora da marca francesa de permanecer no centro da cultura e da criatividade por mais de um século”.

Pierre Rainero, diretor de Imagem, Estilo e Patrimônio da Cartier, afirma que a exposição australiana contará com peças que estarão pela primeira vez no país.

CartierBroche Rose Clip, Cartier Londres, 1938, platina e diamantes, pertencente a princesa Margaret

“A experiência oferece uma jornada pelo universo da grife e seu estilo característico, uma linguagem viva em constante evolução. A expectativa é de que desperte não apenas encanto e admiração, mas também curiosidade intelectual, promovendo uma compreensão mais profunda da joalheria como expressão artística”, afirma Rainero.

Um destaque inédito na versão da exposição no NGV será o foco em Jeanne Toussaint, diretora criativa da Cartier entre 1933 e 1970.

“Os visitantes verão como o motivo da pantera, valorizado por Toussaint e um dos símbolos mais emblemáticos da Maison, continua a evoluir nas joias contemporâneas, utilizando muitas das mesmas técnicas de joalheria praticadas há décadas.”

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