Curtis “50 Cent” Jackson e sua marca Sire Spirits ocuparam recentemente a casa Lalique, em Manhattan, para celebrar o lançamento do “505 Edition Branson Cognac”. Limitado a 505 garrafas, o conhaque é produzido a partir de 200 eaux-de-vie da região de Grande Champagne — algumas envelhecidas por mais de cem anos — e engarrafado em um decantador artesanal de cristal Lalique.
A caixa de madeira e mármore foi projetada para destacar o item de coleção, com iluminação de LED embutida que realça a garrafa e dois copos de conhaque. Os interessados devem primeiro fazer uma doação de US$ 5 mil (R$ 26,8 mil) à G-Unity Foundation, de 50 Cent, e depois recebem um convite para adquirir a “505 Edition” por mais US$ 20 mil (R$ 107,2 mil).
50 Cent falou à Forbes sobre a collab e seu estulo de vida. A seguir, os melhores trechos da entrevista:
Forbes: Como surgiu a colaboração com a Lalique?
50 Cent: Criei a Sire Spirits em 2018 e, em 2019, entrei em contato com a Lalique. Já faz seis anos que estamos trabalhando nesse projeto, e a 505 Edition tem sido uma parceria incrível. Quando comecei a conversar com os designers, não tinha noção de quanta energia artística havia no que eles criam.
Como foi o processo de criação do design da garrafa da 505 Edition?
Eles entenderam que eu gosto de me inspirar em coisas existentes — analisamos o que eles já haviam criado e usamos os frascos de perfume como ponto de partida. Aquele formato é ótimo — dá para trabalhar a partir dali e evoluir. Tudo é feito à mão. A 505 se parece com um dos frascos menores de fragrância que eles tinham, exceto pela cabeça de leão — esse foi o primeiro elemento que quis incluir.

Fale sobre o conhaque dentro da garrafa.
É um produto legítimo. Alguns dos conhaques usados têm mais de cem anos. Todos vêm dos vinhedos da Grande Champagne. Quando cheguei à França, mostraram rapidamente o que consideravam mais especial — o melhor que tinham. Quis apresentar isso ao público de uma forma diferente. São apenas 505 garrafas, então, além do conhaque em si, o trabalho artesanal é o que o torna algo singular.
Lembra da primeira vez que tomou conhaque?
Comecei a beber mais tarde. Só bebi, sem saber exatamente o que era. Foi no bairro onde cresci. Minha experiência é completamente diferente do que fazem na França, onde eles giram o copo e apreciam o aroma. Nos Estados Unidos, o conhaque costuma ser consumido em coquetéis e de outras formas, o que o torna mais leve por causa dos ingredientes adicionais. Na França, eles preferem o conhaque puro. (risos) Eu sou dos Estados Unidos — gosto das versões mais leves.

Já compartilhou uma bebida especial com algum ídolo?
Sim, uma vez com Dre. Foi no estúdio de gravação, quando terminamos o segundo álbum.
Você ainda não perguntou sobre o meu dinheiro. Sou muito rico. Precisamos falar sobre isso.
Por acaso você é rico?
Muito rico. Está ainda melhor agora que estou mais velho. Antes eu gastava demais, agora o dinheiro fica.

O que é mais divertido em ter muito dinheiro?
O mais divertido neste momento é poder explorar minhas ideias. Todo o dinheiro guardado serviu para isso (risos). Foi realmente para que eu pudesse fazer o que quero agora. É natural que muitos artistas acabem se envolvendo com cinema e televisão depois de um tempo. Quando estão no top 10, há sempre outras nove músicas tocando a cada hora. Eles buscam se destacar fazendo algo maior. Televisão é uma área em que poucos da música têm sucesso. Quando entrei, meu primeiro projeto de TV foi como meu primeiro álbum — o maior lançamento de um disco de hip-hop, e depois o maior lançamento de uma série no canal em que estava. Ela acabou se tornando o “Yellowstone” da emissora. Vários spin-offs surgiram a partir dela, e atualmente tenho 40 programas em 12 redes diferentes. “Fightland” está sendo filmada no Reino Unido. “50 Ways to Catch a Killer” está disponível na Fox Nation. “Power Origins” começa a ser gravada em novembro, e há dois filmes: um produzido por mim, “Moses The Black”, e outro em que atuei, “Street Fighter.”