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Rarissímo, Colar de US$ 150 Milhões Levou Sete Anos para Ser Feito

Joia da australiana Margot McKinney reúne seis diamantes excepcionais, incluindo raríssimos exemplares violeta e vermelho, resultando em uma peça impossível de ser refeita

5 min

A renomada joalheira australiana Margot McKinney apresenta a peça que marca o momento definitivo de sua ilustre carreira. Batizada de Jardin Collier, o colar é descrito por ela como uma “ocorrência de gemas que acontece uma vez na vida”.

A definição não é exagero. O colar reúne cinco diamantes fancy coloridos e um diamante incolor — cada um com tamanho, formato e tonalidade singulares — alinhados em uma precisa composição vertical. Segundo McKinney, os diamantes coloridos figuram entre os mais raros já extraídos e, juntos, compõem uma das joias mais valiosas da história, equilibrando opulência e refinamento. A joalheira avalia a peça em US$ 150 milhões.

“Algumas coisas são a soma de suas partes, enquanto outras dizem respeito ao conjunto”, disse McKinney recentemente à Forbes. “Aqui, trata-se do conjunto. É uma joia que nunca poderá ser recriada. Com exceção do diamante branco, cada uma dessas pedras é insubstituível.”

Ela acrescenta que tal nível de raridade inexiste em outros objetos de valor comparável. “É quase inestimável, pois não pode ser duplicado. Apartamentos em Manhattan são vendidos por valores entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões, mas é sempre possível construir outro edifício. Este colar não pode ser refeito, porque esses diamantes nunca existirão novamente.”

Três dos diamantes fancy coloridos provêm da histórica mina de Argyle, na Austrália Ocidental, fonte de mais de 90% dos diamantes rosa fancy do mundo, além de raríssimos exemplares vermelhos e de tonalidade violeta. A mina encerrou suas atividades em 2020, após 37 anos de operação, o que tornou suas gemas ainda mais cobiçadas.

Confeccionado em ouro branco 18 quilates, o colar começa com um diamante violeta de 1 quilate em formato de pipa, originário de Argyle e conhecido como “The Imperial Violet”. Ao longo de três décadas, os leilões anuais da Rio Tinto apresentaram apenas 42 diamantes catalogados como azulados ou violetas, sendo que somente seis ultrapassavam um quilate. “Isso coloca esse diamante em uma categoria de raridade excepcional”, afirmou McKinney.

Logo abaixo, destaca-se um diamante azul fancy vivid retangular de 10,08 quilates. Embora existam variáveis na precificação de uma pedra desse calibre, exemplares comparáveis alcançaram recentemente entre US$ 21 milhões e mais de US$ 25 milhões em leilões.

Na sequência, surge o “Marigold Majesty”, um diamante oval fancy vivid amarelo-alaranjado de 5,15 quilates, seguido pelo “Cherry Pink”, um diamante rosa vivid de Argyle com 2,03 quilates, definido por McKinney como “um dos diamantes rosa vivid mais significativos já descobertos”.

A composição segue com o “Red Heart”, um diamante vermelho de Argyle de 0,75 quilate em formato de coração, notável por seu tamanho, cor e pureza, dado o número extremamente limitado de diamantes vermelhos existentes. Ancorando a peça está o “White Heart”, um diamante incolor, impecável (flawless), também em formato de coração, com 5,01 quilates.

Cada diamante central é emoldurado por gemas coloridas, enquanto diamantes incolores em lapidação marquise pontuam toda a extensão do colar. “Cada gema tem sua própria história e é fascinante por si só”, disse McKinney. “Ter todas elas em uma única peça… ‘uma vez na vida’ é uma expressão muito usada, mas aqui trata-se, de fato, de uma oportunidade única.”

A reunião das gemas, a concepção do design e a confecção do colar levaram cerca de sete anos. A decisão de unir os seis diamantes em uma única joia foi profundamente pessoal e reflete a abordagem criativa de McKinney. Joalheira de quarta geração, ela é reconhecida por criações ousadas e coloridas, construídas em torno de gemas excepcionais e pérolas da Austrália e do mundo.

O Jardin Collier afasta-se de seu estilo orgânico habitual ao adotar uma disposição linear e depurada. “Os diamantes são os protagonistas. Eles exigiam uma peça que lhes permitisse brilhar”, explicou. “É chique, sofisticado e um palco à altura dessas pedras extraordinárias.”

Ainda assim, a ideia de reunir diamantes excepcionais em uma única obra está alinhada à sua filosofia. “Diamantes coloridos já são raros, mas estes pertencem à categoria do excepcionalmente raro”, afirmou. “Alguém em meu lugar poderia ter decidido criar três joias diferentes com os diamantes de Argyle. Eu quis criar algo absolutamente singular, impossível de replicar e que seja, possivelmente, o colar de diamantes mais importante e raro já realizado.”

Apresentar o colar a colecionadores exige cuidado extremo. O círculo de pessoas que compreendem e podem adquirir uma joia desse porte é restrito, e a discrição é fundamental. McKinney o exibe apenas por meio de atendimentos privados e mantém cautela com a exposição pública. “É um equilíbrio entre marketing e discrição”, ponderou. “É importante para mim que permaneça discreto — faz parte da minha natureza.”

Ela acrescenta: “Sou muito ligada a este colar, e quem vier a ser seu novo proprietário importa para mim. Sou muito cuidadosa ao mostrá-lo.”

Dada a impraticabilidade de viajar com uma joia dessa magnitude, McKinney encomendou uma réplica idêntica para apresentá-la aos clientes. A cópia foi exibida pela primeira vez em maio de 2024. A réplica será incluída na venda, permitindo que o comprador utilize a versão reproduzida enquanto mantém o original em segurança.

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