Peugeot dobra participação de mercado e aposta em SUV elétrico

Agora parte dp grupo Stellantis, a Peugeot escalou da 14ª posição do ranking nacional para a 8ª em dois anos

Rodrigo Mora
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Foto: Divulgação
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O “brand builder” e-2008 da Peugeot, SUV compacto e elétrico que chega no segundo semestre

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Depois de sair de 0,7% de participação no mercado brasileiro em 2020 e chegar a 1,5% no ano passado, a Peugeot luta para dobrar novamente suas vendas, encerrando 2022 com 3% de market share – até março, a montadora já somava 2,6%. “Precisamos entender como o mercado se comportará no segundo semestre, pois há fatores externos cruciais, como geopolítica global, eleições e Copa do Mundo”, avalia Felipe Daemon, head da Peugeot para a América do Sul.

A escalada da 14ª posição do ranking nacional em 2020 para a 8ª em dois anos tem nome: Stellantis, o conglomerado formado após a união dos grupos Fiat Chrysler (FCA) e Peugeot Citroën (PSA), oficializado em janeiro de 2021.

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Para Felipe – que dentro do grupo já passou por Jeep e Fiat antes de assumir a marca francesa, há pouco mais de um ano –, um dos primeiros diagnósticos apontava que a Peugeot era distante do brasileiro e o 208, seu carro-chefe, um desconhecido. “Entramos então com plano de mídia mais agressivo, aumentamos o fluxo nas lojas e, assim, o volume de test drives. Paralelamente, iniciamos um trabalho de reposicionamento do 208, otimizando e simplificando seu line up de versões. Isso sem perder o foco em rentabilidade”, avalia o executivo.

SUV elétrico

Se até aqui o 208 – que acaba de ganhar a opção de motor 1.0 Firefly, de origem Fiat – foi essencial para a reinvenção da Peugeot no Brasil, o protagonismo agora vai para o 2008: o SUV compacto ganhará atualizações visuais e de conteúdo no segundo semestre, além de uma versão elétrica. “A oferta do e-2008 é estratégica, pois será o primeiro elétrico relevante do segmento. E isso é importante para a marca, já que ele será um ‘brand builder’. Quanto ao 2008 atual, seu papel será o de nos manter estabelecidos em um segmento tão importante”, explica o executivo.

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Para que a venda de um elétrico se sustente, é preciso um plano de distribuição de carregadores públicos, como já fazem marcas premium como Audi, Porsche, BMW e Volvo. “Nosso plano vai além da instalação desses aparelhos. Vamos criar um ecossistema que envolve diversas frentes de soluções de recarga e parceiros estratégicos para soluções de mobilidade”, continua o chefe da Peugeot.

Na França, o e-2008 parte de € 38.050, é equipado com motor de 136 cv e pode rodar até 345 quilômetros com uma carga completa. Por aqui, seu preço ficará acima dos R$ 265.990 cobrados atualmente pelo e-208 GT, com quem divide o conjunto motriz.

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