Sinovac dobrará capacidade anual de produção da CoronaVac para 1 bilhão de doses

Instituto Butantan divulgou ontem (12) que a vacina tem eficácia global de 50,38% na prevenção da Covid-19.

Redação
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Tingshu Wang/Reuters
Tingshu Wang/Reuters

Mais de 7 milhões de doses da CoronaVac já foram fornecidas na China

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Uma unidade da Sinovac Biotech pode dobrar sua capacidade de produção anual da vacina contra Covid-19 CoronaVac para 1 bilhão de doses até fevereiro, disse o chairman do grupo hoje (13).

Mais de 7 milhões de doses da CoronaVac, uma das três vacinas contra Covid-19 que a China incluiu em seu programa emergencial de vacinação, já foram fornecidas para regiões que incluem a cidade de Pequim e a província de Guangdong, disse o chairman da Sinovac Biotech Yin Weidong em entrevista coletiva.

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Embora a primeira fase da atual linha de produção da Sinovac Life Science possa produzir 500 milhões de doses da CoronaVac em um ano, uma outra com capacidade anual de 500 milhões de doses pode se tornar operacional em fevereiro, disse Yin.

O Instituto Butantan, que lidera os testes clínicos em Fase 3 com a CoronaVac no Brasil, divulgou ontem (12) que a CoronaVac tem eficácia global de 50,38% na prevenção da Covid-19. Confirmou ainda que a potencial vacina tem 78% de eficácia contra casos leves e 100% de eficácia contra quadros moderados e graves da doença, segundo dados do estudo.

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A notícia levou Malásia e Singapura, que têm acordos de compra com a Sinovac, a afirmar hoje que buscariam mais dados da empresa chinesa sobre as taxas de eficácia antes de aprovarem e comprarem suprimentos.

“Esses resultados clínicos de Fase 3 são suficientes para provar que a segurança e eficácia da CoronaVac são boas ao redor do mundo”, disse Yin.

Yin disse que os estudos com a vacina realizados em diferentes países têm desenhos diferentes, mas que as doses utilizados nos testes vêm do mesmo lote.

Divulgações parciais dos testes da Sinovac, bem como de estudos de outras vacinas chinesas, têm levantado preocupações de que não estão sujeitas ao mesmo escrutínio público que as alternativas norte-americanas e europeias.

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Os dados do Brasil foram divulgados no momento em que a Indonésia lançou sua campanha de vacinação, com o presidente Joko Widodo sendo o primeiro a ser vacinado com a CoronaVac.

A Malásia informou hoje que só seguirá em frente com a compra se a vacina cumprir os padrões de segurança e eficácia dos reguladores locais.

Ontem, a Pharmaniaga Bhd, da Malásia, assinou um acordo com a Sinovac para comprar 14 milhões de doses da CoronaVac e, posteriormente, fabricá-la no mercado interno.

Singapura, o único país de alta renda com o qual a Sinovac fechou acordo, disse que vai analisar os dados oficiais quando a Sinovac os divulgar, em vez de depender da eficácia relatada até agora, para então decidir se irá aprovar a vacina.

A Tailândia, que encomendou 2 milhões de doses da CoronaVac, afirmou que ainda está a caminho de receber e aplicar a vacina a partir do próximo mês, mas acrescentou que pedirá informações diretamente à Sinovac. (Com Reuters)

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