Inteligência emocional é fundamental para diversos contextos de nossas vidas. Estudos da CareerBuilder – líder mundial na área do capital humano – mostraram que 71% dos empregadores nos Estados Unidos consideram o QE (Inteligência Emocional) mais importante do que o QI. Empregadores escolhem, frequentemente três vezes mais, pessoas com inteligência emocional a pessoas com habilidades técnicas. Por isso, o controle das emoções, autoconsciência e a capacidade de se motivar são temas muito importantes que devem ser considerados. Neste artigo você encontrará uma descrição do que é emoção e 8 técnicas para lidar com emoções difíceis.
Nervosismo não te dá acesso a todos recursos
O nervosismo pode fazer com que você não se lembre de algo durante um exame e você sai dele decepcionado. Ou em uma entrevista de trabalho você treme tanto que cria uma impressão negativa ao seu potencial chefe. Ou tem de ter uma conversa séria com seu parceiro e por alguma razão adia, procrastinando, mas na verdade está fugindo do medo que está sentindo. Ou está numa situação muito comum, quando seu computador deixa de responder, e você, em vez de respirar fundo e usar o botão do lado para desligar e voltar a ligá-lo, bate no teclado, o que não ajuda nem o computador, nem você, nem seu ambiente. Por isso, vale a pena saber como lidar com emoções difíceis, como o nervosismo, que é uma emoção.
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Emoções e necessidades fisiológicas
Se estiver com fome, isso não é uma emoção, mas uma sensação fisiológica que faz parte do seu material genético. Você precisa sentir fome para poder satisfazer certas necessidades e para seu corpo sobreviver. Sem fome não teria motivação para comer. Mas, se estiver com fome e por alguma razão não pode comer, seja por falta de tempo ou por você não ter organizado previamente acesso a comida, poderá ficar zangado e frustrado. Frustração é emoção que foi resultado de uma necessidade fisiológica, portanto você precisa saber distinguir emoções das necessidades fisiológicas.
Emoção consiste na interpretação de pensamentos que desencadeiam em reações no corpo
Emoção é uma reação do corpo ligada a um pensamento. Emoção é fato. Se alguém disser que está sentindo algo, por exemplo, orgulho, tristeza ou desejo, com certeza estará descrevendo algo que é sua experiência. Porém, os pensamentos que causam a existência de uma emoção já não são fatos e podem ser interpretados. Cada emoção depende do impulso que a cria. Se não houver uma interpretação de nossa mente que diga: “Aranhas são perigosas, deve-se ter medo”, “Turbulência causa medo, deve-se ter pensamentos negativos e entrar no medo”, “Ver alguém atrativo causa desejo, deve-se concentrar na maneira de olhar dum certo modo”, “Estar malvestido na presença de outra causa vergonha” etc.., então, em primeiro lugar, não somos capazes de sentir a emoção e, em segundo lugar, mantê-la.
Emoções não duram para sempre
Se souber como acelerar esse processo, terá mais controle sobre ele. Não há boas ou más emoções, porque elas são sempre definidas pelo contexto. Dizer que não sentir medo é bom é um erro cognitivo. Alguém está num jardim zoológico, olha para uma jaula com um leão e se sente seguro. A certa altura, a porta da jaula abre e o leão sai. Obviamente, é aconselhável você sentir medo porque assim fugirá depressa e graças a isso talvez possa se salvar. Se não tiver medo do leão, provavelmente estará mais disposto a fazer algo estúpido ou a não fazer nada ou aproximar-se dele e acariciá-lo – assim talvez perca a mão.
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Não há emoções só boas ou só más – o importante são as proporções delas e o contexto em qual são usadas
Portanto, dizer que medo é mau é errado. Medo é bom em um contexto apropriado, no qual mobiliza, e em uma proporção adequada. Se você for se apresentar em um palco, para apresentar suas capacidades a um certo grupo, então sentir medo do nível, por exemplo, 2 (em uma escala de 1 a 10, onde 1 significa sentir algo e 10 – sentir muito) poderia mobilizá-lo; porém, se o medo ultrapassar 4 ou 5, já para não falar de 6 ou 7, começará a perder o controle sobre seu comportamento. As perguntas relacionadas com o medo são sempre as seguintes: “O que estou sentindo? ”, “Onde é suposto eu aproveitar isto? ”, “Em qual proporção seria mais adequado? ”.
Pergunte a si mesmo: onde, quando, quantas emoções quero sentir?
Quando você fizer isso, tente definir e especificar uma maneira apropriada para a emoção que estiver sentindo. Estou sentindo tristeza, remorso, estou sentido desejo, estou sentindo orgulho, estou sentindo vergonha, estou sentindo entusiasmo. Independentemente do fato de aquilo ser algo positivo ou negativo, naquele momento você já está autoconsciente. Autoconsciência de emoções é fundamental porque, se alguém não souber definir suas emoções, não saberá lidar com ela naquele momento. Deve-se evitar absolutamente declarações do tipo: “Estou irritado”. Em vez disso é melhor dizer: “Estou sentindo irritação”.
Não se identifique com emoções, observe-as
Se você disser: “Estou irritado”, vai programar a entrada das emoções ao nível da personalidade, ao nível da identidade. Na verdade, você está dizendo que eu = emoção. Isso não é verdade, porque você é seu criador: você a cria, você a produz, e, sendo assim, você a está sentindo. É melhor você dizer: “Estou sentindo medo” em vez de: “Estou com medo”.
Só você é responsável por aquilo que está sentindo, mais ninguém
O segundo elemento é claramente voltar a ter a responsabilidade. Não diga, por exemplo, que o Carlos irritou você. Em vez disso é melhor dizer: “Minha interpretação daquilo que o Carlos tem dito resultou em eu estar sentindo irritação”. Fazendo algo assim, você tomará controle daquilo que sente e não será sujeito das ações de outras pessoas.
Agora vamos as técnicas através das quais você conseguirá lidar com emoções difíceis:
Mateusz Grzesiak é psicólogo, treinador de desenvolvimento pessoal e coach. Trabalha internacionalmente em 6 idiomas e é autor de oito livros sobre psicologia do sucesso, mudança, negócios, relacionamentos, inteligência emocional e tomada de consciência (mindfulness).