O cantor e vocalista do Black Sabbath, Ozzy Osbourne, morreu nesta terça-feira (22) aos 76 anos. Com diagnóstico de Parkinson desde 2019, o artista inglês — acompanhado pelos membros originais do Black Sabbath Geezer Butler, Tony Iommi e Bill Ward — fez sua despedida dos palcos no início de julho, no Villa Park, em Birmingham, na Inglaterra. Claramente emocionado, Ozzy disse na ocasião: “vocês não têm ideia de como me sinto. Obrigado do fundo do meu coração”.
A notícia de sua partida foi divulgada pela família em um post na conta de Ozzy. “É com mais tristeza, do que palavras podem expressar, que temos que informar que nosso amado Ozzy Osbourne faleceu nesta manhã. Ele estava com sua família e cercado de amor”, escreveu. O cantor deixa a esposa Sharon — com quem era casado desde 1982 –, os filhos Louis, Jessica e Elliot, do primeiro casamento, além de Aimee, Kelly e Jack, e os netos.
John Michael Osbourne nasceu em Birmingham, na Inglaterra, em 1948. Aos 15 anos, resolveu abandonar os estudos, foi operário, encanador e até trabalhou em um matadouro. Ainda na juventude, foi preso por roubo e cumpriu dois meses de detenção, mas amor pela música e a vontade de trilhar seu caminho nela foi mais forte, motivado por “She Loves You”, dos Beatles.
Carreira
A história de Ozzy se mescla com a banda de heavy metal, o rock e vice-versa. O Black Sabbath ganhou o mundo nos anos de 1970 e 1980, com os álbuns “Paranoid” e “Master of Reality”, repletos de solos de guitarra, letras baseadas em ocultismo e no vocal estridente de Ozzy.
No entanto, em 1978, o cantor inglês saiu da banda, afastado pelos companheiros pelo seu vício em drogas. O problema também motivou o fim do seu primeiro casamento, com Thelma Mayfair, com quem teve três filhos. Surpreendentemente a carreira solo de Ozzy decolou, com hits como “Crazy Train” e “No More Tears”. A virada contou com o suporte de Sharon e do pai, Don, que também era empresário musical. Conhecido como “Príncipe das Trevas”, o cantor ganhou notoriedade por sua performance nos palco — e polêmicas. A mais marcante foi ter arrancado a cabeça de um morcego com uma mordida. Segundo ele, o animal tinha sido jogado por um fã e ele não sabia que era um ser vivo.
No ano de 1992, o artista comunicou a sua aposentadoria — o que não aconteceu. Quatro anos depois, ao lado de sua esposa, Ozzy criou o festival anual de música, Ozzfest, com artistas de heavy metal. Em 1997, o príncipe das trevas retornou ao seu reino Black Sabbath. Na ocasião, a banda conquistou o Grammy de melhor performance de metal por “Iron Man”. No ano de 2013, a música “God Is Dead?” do álbum 13 fez o Black Sabbath ser novamente premiado.
O vocal único levou Ozzy também ao hall da fama do Rock and Roll, nos Estados Unidos, uma vez com o Black Sabbath e outra como artista solo. Além disso, seu nome está na Calçada da Fama, em Hollywood, e na Broad Street, em Birmingham. Com 12 indicações ao Grammy, o cantor faturou cinco prêmios e recebeu a premiação Ivor Novello, da Academia Britânica de Compositores, Autores e Compositores.
Nos anos 2000, a vida pessoal do artista ganhou holofotes. Sua família foi a protagonista do reality show da MTV “The Osbournes“. A série mostrou as dificuldade de Ozzy em largar as drogas e como isso estava afetando a sua relação com os filhos Kelly e Jack, que também estavam seguindo o mesmo caminho. O diagnóstico de câncer de Sharon e o acidente de quadriciclo que quase matou Ozzy também causaram bastante comoção. O programa ficou no ar até 2005.