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Produção Industrial no Brasil Sobe 0,1% em Março, Aponta IBGE

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção aumentou 4,3%

3 min

A produção industrial brasileira teve alta de 0,1% em março na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (7). Essa é a terceira taxa positiva consecutiva, acumulando neste período expansão de 3,1%.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção aumentou 4,3%, após recuar 0,7% em fevereiro e avançar 0,2% em janeiro de 2026, quando interrompeu três meses consecutivos de queda na produção — dezembro (-0,1%), novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,4%).

O acumulado do ano ficou em 1,3% ante com com o primeiro trimestre do ano passado. Nos últimos 12 meses, houve avanço de 0,4%. A média móvel trimestral em março foi de 1,0%.

As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de queda de 0,2% na variação mensal e de alta de 3,5% na base anual.

Segundo Leonardo Costa, economista do ASA, os dados entregam um saldo positivo, com a indústria revertendo as perdas do final de 2025 e a média móvel trimestral acelerando ao longo do período.

Atividades

Entre os segmentos industriais, os principais impactos positivos vieram de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que avançaram 2,2%, e de produtos químicos, com alta de 4,0%. No primeiro caso, o setor registrou o quarto mês seguido de crescimento, acumulando expansão de 11,5% no período. Já a indústria química recuperou a perda de 1,5% observada em fevereiro.

Também contribuíram para o resultado positivo da indústria os setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%), metalurgia (1,2%) e máquinas e equipamentos (1,0%).

Em contrapartida, entre as 16 atividades que apresentaram queda na produção, os maiores impactos negativos vieram de bebidas, com retração de 2,9%, e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que recuaram 3,9%.

O setor de bebidas interrompeu uma sequência de três meses de alta, período em que havia acumulado avanço de 8,5%, enquanto o segmento de materiais elétricos aprofundou a queda registrada em fevereiro de 2026 (-2,3%).

Outros recuos relevantes foram observados em móveis (-6,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e material plástico (-1,1%).

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