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Trump Diz Que “Ama a Inflação” após Índice Alcançar Máxima de Três Anos

A inflação ficou em 4,2% em maio ante com o mesmo mês do ano anterior

3 min

O presidente Donald Trump afirmou que “ama a inflação” depois que ela atingiu o maior nível em três anos nesta quarta-feira (10). A fala aconteceu em meio à guerra com o Irã e à disparada dos preços dos combustíveis.

Questionado sobre se estava preocupado com a alta dos preços ao consumidor, Trump respondeu: “não, eu adoro. Eu amo a inflação”, insistindo que ela cairá “como uma pedra” assim que a guerra com o Irã terminar.

Os comentários lembram declarações feitas por Trump no mês passado, quando disse que não estava pensando “nem um pouco” nas finanças dos americanos ao tomar decisões relacionadas ao conflito com o Irã.

A inflação ficou em 4,2% em maio na comparação com o mesmo mês do ano anterior, registrando o avanço mais acentuado dos preços desde abril de 2023. Entre abril e maio, o índice subiu 0,5%.

Também nesta quarta (10) Trump afirmou que os Estados Unidos têm retirado “milhões de barris de petróleo” durante a guerra com o Irã, alegando que essa é a razão para o petróleo estar cotado a US$ 85 por barril (R$ 441,15). No entanto, os contratos futuros do petróleo WTI (West Texas Intermediate) eram negociados a US$ 91 por barril (R$ 472,29) nesta quarta-feira.

Não está claro o que Trump quis dizer com a expressão “retirar” petróleo. Ele também afirmou que os Estados Unidos “eliminaram, na outra noite, 22 navios”.

22%. Esse é o percentual de americanos que disseram estar satisfeitos com a forma como Trump está lidando com o custo de vida, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta semana. O índice é inferior aos 29% que aprovaram a condução do tema pelo ex-presidente Joe Biden quando ele deixou o cargo.

Pressão sobre o Irã

Trump fez os comentários sobre a inflação ao retomar os ataques contra o Irã, afirmando a jornalistas que os Estados Unidos atacariam o país “com força” nesta quarta-feira (10).

Mais cedo, ele declarou que o Irã “terá de pagar o preço” por ter “demorado demais para negociar um acordo”, alegando que os iranianos eram “muita conversa e pouca ação”.

O presidente também voltou a afirmar que Estados Unidos e Irã estavam “muito próximos de um acordo”, algo que vem repetindo há semanas. Apesar disso, os confrontos entre os dois lados continuaram.

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com

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