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Dólar Engata 3ª Queda Seguida e Fecha a R$ 5,13

A moeda americana renovou a mínima desde 17 de junho, enquanto o Ibovespa caiu 0,93% e eliminou os avanços conquistados na semana passada

5 min

O dólar manteve a trajetória de queda nesta segunda-feira, ficando abaixo dos R$ 5,15, e registrando o menor valor de fechamento desde meados de junho. No fechamento, o dólar à vista registrou queda de 0,71%, cotado a R$ 5,13, menor nível desde 17 de junho. Na mínima do dia, a moeda americana chegou a tocar R$ 5,12.

Em um dia de agenda doméstica esvaziada, o fortalecimento do real foi impulsionado por um ajuste nos prêmios de risco, após as perdas recentes, pelo alívio nos juros futuros locais e pela valorização de commodities agrícolas, com destaque para a soja.

Pela manhã, o dólar operava em alta globalmente. Contudo, ao longo da tarde, perdeu força no exterior, permitindo que o real ampliasse os ganhos. O índice DXY (que mede o dólar contra uma cesta de moedas fortes) encerrou o dia estável, na casa dos 100,870 pontos.

O foco do mercado financeiro está voltado para a próxima quarta-feira (8), data de divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve.

No encontro de junho, a postura rígida (hawkish) do novo presidente do BC americano, Kevin Warsh, indicando a possibilidade de novos aumentos de juros ainda este ano, provocou uma corrida global para o dólar.

Ibovespa

O Ibovespa, principal índice de referência do mercado acionário brasileiro fechou em queda, devolvendo os ganhos da última semana, em sessão descolada de Wall Street e com agenda econômica esvaziada. O índice caiu 0,93%, a 172.447,58 pontos, marcando 171.621,70 pontos na mínima e 174.057,47 pontos na máxima do dia.

O volume financeiro somou R$ 17,25 bilhões, ante média diária no ano de R$ 33,7 bilhões. Nos três primeiros pregões de julho, a média ficou em R$ 19,5 bilhões.

Na semana passada, o Ibovespa acumulou um ganho de 0,45%, fechando a sexta-feira acima dos 174 mil pontos pela primeira vez em cerca de um mês. Analistas do Itaú BBA reiteraram nesta segunda-feira que o Ibovespa segue sem direção definida e ainda opera próximo a um suporte importante, dos 167.600 pontos.

“Para entrar em tendência de alta no curto prazo, o Ibovespa precisará superar a região dos 174.900 pontos. Nesse caso, os objetivos passam a ser 179.500 e 188.700 pontos”, acrescentaram no relatório Diário do Grafista.

Em Nova York,o S&P 500 encerrou com acréscimo de 0,72% nesta segunda-feira, com as ações da Broadcom e de empresas de semicondutores entre os destaques positivos.

Destaques

  • TOTVS ON recuou 4,97%, em pregão de ajustes, após quatro altas seguidas, período em que acumulou valorização de mais de 5%.
  • BRAVA ENERGIA ON avançou 3,29%, em dia de recuperação, após perda de quase 7% na semana passada.
  • VALE ON fechou em queda de 1,33%, descolada do sinal positivo dos futuros do minério de ferro na China.
  • PETROBRAS PN cedeu 1,25%, em dia de oscilações modestas dos preços do petróleo no mercado internacional.
  • ITAÚ UNIBANCO PN caiu 0,42%, em sessão negativa para os bancos do Ibovespa, com o índice do setor financeiro terminando em baixa de 0,63%.

Petróleo

Os preços do petróleo fecharam em níveis próximos aos registrados antes da guerra no Irã, à medida que a Arábia Saudita reduziu drasticamente seus preços oficiais de venda, a Opep+ aprovou mais um aumento na meta de produção a partir de agosto e as exportações pelo Estreito de Ormuz se recuperaram ainda mais.

Os futuros do petróleo Brent, que atingiram uma máxima de quatro anos acima de US$ 126 no final de abril, fecharam a US$ 71,99 o barril, com queda de 0,2%. Os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fecharam a US$ 68,55 o barril, com queda de 0,2%. Não houve fechamento para o WTI na sexta-feira, pois os mercados dos Estados Unidos estavam fechados por feriado.

Ambos os contratos apresentaram poucas variações na semana passada, após uma trajetória predominantemente de queda ao longo do último mês, voltando aos níveis observados pela última vez no final de fevereiro, antes do início da guerra de quatro meses que causou a maior interrupção no setor energético da história, segundo a Agência Internacional de Energia.

“O movimento de queda ainda é influenciado pelos petroleiros que ficaram retidos anteriormente e conseguiram sair do Golfo, resultando em um aumento do volume de petróleo no mar”, disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo.

Os investidores acompanharam de perto as negociações entre os EUA e o Irã sobre o destino do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que monitoravam a recuperação das exportações de petróleo do Golfo.

O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira que os Estados Unidos chegariam a um acordo com o Irã ou “terminariam o trabalho”, renovando sua ameaça de ação militar, enquanto Teerã demonstra desafio após o funeral do ex-líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

As negociações indiretas entre os EUA e o Irã terminaram na semana passada sem qualquer sinal público de avanço rumo a uma paz duradoura, apesar de um cessar-fogo de 60 dias destinado a abrir espaço para a diplomacia após os ataques dos EUA e de Israel que desencadearam o conflito.

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