A Gerdau (GGBR4) registrou lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no terceiro trimestre de 2026, alta de 43,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado, indicador de desempenho operacional, somou R$ 3,8 bilhões, crescimento de 37,8%.
A margem Ebitda ajustada foi de 20,2%, avanço de 5 pontos percentuais na comparação anual e o maior nível desde o segundo trimestre de 2023.
A receita líquida atingiu R$ 18,7 bilhões, alta de 3,9% em um ano. As vendas de aço, por outro lado, caíram 5,6%, para 2,9 milhões de toneladas. Segundo a companhia, os preços mais altos na América do Norte compensaram os menores volumes vendidos e os efeitos cambiais.
A operação norte-americana foi o principal destaque do trimestre. O Ebitda ajustado do segmento chegou a R$ 2,9 bilhões, alta de 60% ante o terceiro trimestre de 2025, e a margem foi de 27,7%, a maior em quatro anos. A região respondeu por 76,4% do Ebitda ajustado consolidado.
No Brasil, o Ebitda ajustado foi de R$ 741 milhões, queda de 2,8% na comparação anual. A Gerdau apontou um ambiente competitivo, com elevada oferta de aço em alguns segmentos. Na América do Sul, o indicador recuou 31,8%, para R$ 160 milhões, impactado por custos maiores e paradas programadas de manutenção.
A companhia encerrou o trimestre com fluxo de caixa livre positivo de R$ 1,4 bilhão. A dívida líquida era de R$ 7,7 bilhões, e a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado ficou em 0,58 vez, abaixo dos 0,81 vez registrados um ano antes.
Com base no desempenho do trimestre, a empresa aprovou o pagamento de R$ 667 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,34 por ação. O pagamento está previsto para 15 de dezembro, aos acionistas posicionados em 10 de novembro.
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