Oi pode considerar vender braço de telefonia móvel

Paulo Whitaker/ Reuters
Se receber ofertas atraentes, empresa pode considerar a venda de suas operações de telefonia móvel

O grupo de telecomunicações Oi pode considerar vender sua operação móvel se receber ofertas atraentes, disse o vice-presidente de operações Rodrigo Abreu ontem (2), após relatos de interesse de suas maiores rivais.

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Ainda assim, Abreu, poucas semanas após ter sido escolhido para o novo cargo na Oi, disse em entrevista à Reuters que essa transação não é essencial para o plano estratégico da empresa: “Não faz parte do nosso plano de curto prazo e não dependemos da venda da operação móvel para realizar nosso plano de investimentos, mas é uma opção no futuro.” Ele acrescentou que a Oi não iniciou um processo formal de venda da unidade de telefonia móvel.

A Reuters informou no mês passado que a Oi estava em negociações preliminares com a espanhola Telefónica e a italiana Telecom Italia para vender sua rede móvel e evitar uma possível crise de caixa.

A maior operadora de telefonia fixa do Brasil entrou com pedido de recuperação judicial em junho de 2016 para reestruturar aproximadamente R$ 65 bilhões de dívida.

Abreu disse que a venda de ativos não essenciais deve ser o bastante para financiar o investimento no serviço de banda larga residencial com fibra óptica (FTTH), um dos principais focos da operadora.

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Em julho, a Oi divulgou planos para levantar até R$ 7,5 bilhões com a venda de ativos não essenciais – incluindo torres, centrais de processamento de dados, imóveis e sua fatia de 25% na angolana Unitel. Abreu disse que a companhia espera alienar sua fatia na Unitel este ano e teve progresso na venda de três ativos imobiliários.

“Não haverá serviço de banda larga 5G, nem alta velocidade no Brasil sem a Oi, como operadora ou provedor de infraestrutura para outras operadoras”, disse o executivo.

Ele reconheceu que a base de clientes móveis da Oi, a quarta maior do Brasil, encolheu, mas que o negócio é sustentável. “Continuaremos a investir seletivamente para mantê-lo valioso”, acrescentou.

Abreu reafirmou que é provável que a Oi gere fluxo de caixa positivo até 2021, conforme prevê o plano estratégico de julho.

A operadora está em negociações para potencialmente emitir R$ 2,5 bilhões em dívidas lastreadas em recebíveis ou receitas de vendas futuras de ativos para atender às necessidades de caixa de curto prazo, disse ele, recusando-se a especificar as garantias ou a dar um prazo para a transação.

As ações preferenciais da Oi caíram 2,1% na quarta-feira, acumulando ganhos acima de 10% até agora em 2019.

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