Alibaba tenta captar US$ 13,4 bi com oferta de ações em Hong Kong

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As ações devem começar a ser negociadas em 26 de novembro em Hong Kong

A gigante chinesa do comércio eletrônico Alibaba lançou hoje (13) a venda de ações para sua listagem de Hong Kong, em meio a distúrbios na região, enquanto tenta captar até US$ 13,4 bilhões para financiar seus planos de expansão.

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As ações devem começar a ser negociadas em 26 de novembro em Hong Kong, segundo um documento visto pela Reuters.

Os livros para investidores institucionais que desejam comprar as ações foram abertos durante o pregão de Nova York nesta quarta-feira.

Um prospecto preliminar do que parece ser a maior listagem internacional do mundo mostra que o Alibaba planeja usar o dinheiro para investir na plataforma de serviços locais e de entrega Ele.me, bem como no grupo de viagens Fliggy.

A empresa também gastará mais no desenvolvimento do Youku, que a Alibaba diz ser uma das principais plataformas de vídeo online da China.

Os planos ocorrem no contexto da desaceleração do setor de comércio eletrônico na China, com a promoção anual do dia do solteiros do Alibaba registrando seu menor crescimento de vendas desde a sua estreia em 2009.

A venda de ações, que deve ser a maior de Hong Kong em mais de nove anos, é um impulso para a cidade.

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Hong Kong entrou em sua primeira recessão em uma década, com mais de cinco meses de protestos nas ruas, nos quais mais de 2.300 pessoas foram presas até mês passado, e as preocupações com a guerra comercial entre EUA e China cobraram seu preço.

O progresso dos protestos está sendo monitorado pelo Alibaba e é visto como um risco para o acordo, segundo pessoas com conhecimento direto do assunto.

A empresa disse que sua receita foi de 410,8 bilhões de iuanes (US$ 58,7 bilhões) no ano até 30 de junho, e o total de ativos totalizou 1,01 trilhão de iuanes.

Espera-se que as ações de Hong Kong sejam oferecidas com um desconto de até 5% do equivalente nos EUA.

O Alibaba detém o recorde mundial de oferta inicial (IPO) com sua listagem de US$ 25 bilhões em Nova York em 2014, mas em breve poderá perder a coroa para a saudita Aramco.

A petrolífera pode captar de US$ 20 bilhões a US$ 40 bilhões em uma oferta inicial que deve ser precificada nas próximas semanas.

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