Ibovespa fecha em queda com dúvidas sobre negociações China-EUA

ReutersAmandaPerobelli
A notícia de que China e EUA mantiveram “negociações construtivas” sobre comércio favoreceu os ganhos do começo do dia

O Ibovespa fechou em queda hoje (18), sem conseguir se sustentar acima dos 107 mil pontos, diante do enfraquecimento das ações de bancos e da Petrobras, em sessão marcada pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista e noticiário misto acerca das negociações comerciais China-EUA.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,27%, a 106.269,25 pontos. O volume financeiro somou R$ 26,9 bilhões, inflado pelo exercício de opções na primeira etapa do pregão, que totalizou quase R$ 9 bilhões.

Na máxima da sessão, o Ibovespa chegou a 107.519,18 pontos, em alta de 0,9%, respaldado por ajustes ao movimento dos recibos de ações de companhias brasileiras negociados em Nova York (ADRs) na última sexta-feira (15), quando a bolsa paulista não funcionou por feriado nacional.

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No exterior, notícia de que China e EUA mantiveram “negociações construtivas” sobre comércio em um telefonema de alto nível no sábado (16) favoreceu os ganhos do começo do dia, mas o fôlego arrefeceu com relatos de pessimismo em Pequim devido à relutância do presidente norte-americano em retirar tarifas sobre produtos chineses.

Em Wall Street, o S&P 500 encerrou com variação positiva de apenas 0,05% com agentes financeiros à espera de maior clareza sobre as negociações comerciais, desempenho suficiente para renovar máxima história.

“Investidores preferiram realizar parte dos lucros recentes e o mercado ficou em compasso de espera”, ressaltou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, destacando que os investidores continuam bem cautelosos em relação às negociações entre EUA e China.

As dúvidas sobre a situação comercial dos dois gigantes econômicos ajudaram o dólar a fechar em máxima recorde nesta segunda-feira, acima de R$ 4,20 na venda.

Chinchila também destacou que, no Brasil, a agenda está vazia e não são esperadas grandes novidades, já que não há expectativa de avanços em reformas no Congresso até o fim do ano.

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