Bureau de crédito Boa Vista pede registro para IPO

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A operação envolve ofertas primária e secundária de ações

A Boa Vista SCPC, especializada em informações de crédito, pediu ontem (4) registro para sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), engrossando uma longa lista de companhias de diversos setores que estão se lançando na bolsa apesar de incertezas que atingiram os mercados nos últimos dias.

A operação, que envolve ofertas primária e secundária de ações, será coordenada por JPMorgan, Citi e Morgan Stanley, segundo o prospecto preliminar protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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A Boa Vista, que se apresenta como a segunda maior empresa no setor de gestão e análise de dados de crédito no Brasil, afirmou no documento que pretende usar 94% recursos da oferta primária para aquisições. O fundo de private equity TMG Capital e o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro serão vendedores na oferta secundária. A empresa também tem entre os principais sócios a norte-americana Equifax.

O movimento da Boa Vista acontece após a entrada em vigor da reforma do cadastro positivo no Brasil, no qual todas as pessoas farão parte de um sistema unificado de histórico de crédito, exceto se exigirem exclusão.

O ajuste foi visto por especialistas como fundamental para permitir que o sistema de cadastro positivo deslanche no país e se torne comum como acontece em mercados como os Estados Unidos.

A expectativa de expansão desse mercado no Brasil é apoiada em parte na projeção de forte crescimento do crédito nos próximos anos, no encalço da queda da taxa básica de juros para a mínima histórica de 4,25% ao ano.

Além da Boa Vista, esse mercado é explorado no país pela líder do setor, Serasa Experian, e pela Quod, que tem como sócios os cinco maiores bancos brasileiros.

A Boa Vista teve em 2019 uma receita líquida de R$ 662 milhões, alta de 10% sobre o ano anterior. Já o Ebitda ajustado avançou 22% e o lucro líquido, de R$ 74,4 milhões, cresceu 58%, também na comparação anual.

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Só neste ano, mais de 20 empresas já pediram registro para seus IPOs, movimento que se manteve desde a semana passada, quando uma turbulência atingiu com força as bolsas de valores no mundo todo devido ao temor dos efeitos do coronavírus na economia.

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