Dólar tem 2ª maior cotação da história e fecha acima de R$ 5,18 com exterior

ReutersConnect/Ricardo Moraes
ReutersConnect/Ricardo Moraes

A perspectiva de uma recessão global fez com que agentes financeiros buscassem maior segurança nessa segunda-feira

O dólar começou a semana em alta ante o real, fechando na segunda maior cotação da história, puxado por um dia de fortalecimento generalizado da moeda norte-americana conforme agentes financeiros ainda buscam a segurança da divisa diante da perspectiva de recessão global.

O banco central dos Estados Unidos já anunciou medidas para injetar trilhões de dólares no sistema financeiro, enquanto o Congresso dos EUA aprovou um pacote histórico de US$ 2,2 trilhões. Mas nada disso tem parado a demanda por dólares, reflexo de um mercado temeroso sobre o rumo da economia.

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“Essas medidas continuam, contudo, frágeis e altamente dependentes do progresso da pandemia do Covid-19”, disse o Scotiabank em nota.

O número de casos de Covid-19 em todo o mundo já passou de 547 mil, com 35.006 mortes.

O dólar à vista subiu 1,47%, a R$ 5,1815 na venda nesta segunda-feira. É a segunda mais elevada cotação para um fechamento, atrás apenas da de 18 de março (R$ 5,1993).

Na B3, o contrato de dólar futuro mais negociado tinha alta de 1,63%, a R$ 5,1845 reais, às 17h17.

No exterior, um índice do dólar frente a uma cesta de moedas subia 0,8%. O dólar se valorizava entre 1,5% e 2,5% ante um grupo de divisas emergentes.

O dólar fechou perto das máximas do dia, recuperando toda a queda vista entre 11h45 e 12h15, mesmo depois de o Banco Central ter vendido 625 milhões de dólares no mercado à vista.

No geral, analistas ainda veem o dólar ajustando para baixo até o fim do ano. A pesquisa Focus do BC divulgada mais cedo mostrou que a mediana das estimativas para a taxa de câmbio ao fim de 2020 se manteve em R$ 4,50. As projeções para o desempenho da economia e para a taxa Selic, porém, diminuíram.

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A força do dólar nesta sessão em todo o mundo decorreu ainda da visão de que a moeda dos EUA segue mais atrativa do que seus pares, já que outros BCs além do Fed também estão cortando os juros –reduzindo o retorno “extra” pago ao investidor que decide tomar outra moeda em detrimento do dólar.

No Brasil, a expectativa apontada pela curva de juros futuros da B3 é de novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic até junho.

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