Ibovespa fecha em baixa no dia, mas avança 9,5% na semana e quebra série de perdas

ReutersConnect/Amanda Perobelli
Após três pregões em alta, o Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (27)

O Ibovespa fechou em queda hoje (27), com a aversão a risco no exterior corroborando um ajuste após três pregões de alta, conforme os mercados permanecem voláteis no mundo em razão da pandemia do novo coronavírus, mas teve o primeiro ganho semanal desde meados de fevereiro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 5,51%, a 73.428,78 pontos, após oscilar da mínima de 73.057,12 pontos à máxima de 77.707,88 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$ 23,36 bilhões.

LEIA MAIS: Tencent e Huawei desenvolverão plataforma em nuvem para jogos

Na semana, contudo, o Ibovespa acumulou alta de 9,48%, apoiado em recuperações técnicas e esforço global para conter os efeitos da Covid-19. O ganho quebrou uma série de cinco semanas negativas, com perdas totais de mais de cerca de 40% no período. Apesar da melhora, a queda em 2020 é de cerca de 36%.

De acordo com o analista Rafael Ribeiro, da Clear Corretora, o Ibovespa tem como grande desafio para a próxima semana romper a faixa de 83 mil pontos “para de fato engatilhar uma recuperação consistente”.

Incertezas persistentes sobre os reflexos da disseminação do vírus, conforme o ritmo de contágio não mostra sinais de arrefecimento, contudo, mantêm investidores melindrados, mesmo após esforços globais para atenuar os efeitos nas economias, incluindo um pacote de US$ 2 trilhões apenas nos EUA.

“As medidas que estão sendo anunciadas oferecem um alívio principalmente no curto prazo, mas o efeito da pandemia no médio e longo prazos ninguém sabe ainda”, afirmou João Ferreira, diretor e sócio na corretora Nova Futura.

A pandemia da Covid-19 já infectou mais de meio milhão de pessoas em todo o mundo e matou quase 25 mil.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que países do mundo inteiro devem responder com “adoção bastante massiva” de recursos para conter danos sem precedentes da pandemia e estabelecer bases para uma forte recuperação.

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estimou que cada mês que as principais economias passam em confinamento diminuirá em 2% o crescimento anual.

“O que está sendo discutido entre governos e especialistas em saúde é o prazo que deve durar a quarentena”, destacaram os analistas Fernando Bresciani e Pedro Galdi, da corretora Mirae Asset, acrescentando que a “decisão para este tema vai sinalizar se o mundo caminha para uma retomada em ‘V’, ‘U’ ou ‘L'”.

LEIA TAMBÉM: Indústria corre para tentar suprir demanda explosiva de respiradores por Covid-19

No Brasil, em meio a uma série de ações fiscais e monetárias do governo para amenizar os efeitos do vírus no país, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez um apelo nesta sexta-feira para que a crise com o coronavírus não desorganize a economia brasileira.

O número de mortes em decorrência do novo coronavírus no Brasil avançou para 92 nesta sexta-feira, um aumento de 15 óbitos, ou cerca de 19%, em relação a ontem (26), informou o Ministério da Saúde. Os casos confirmados de Covid-19 no país atingiram 3.417, alta de 502 no dia.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).