Ibovespa tomba mais de 10% e fecha na mínima desde meados de 2017

ReutersConnect/Amanda Perobelli
ReutersConnect/Amanda Perobelli

A bolsa acionou o circuit breaker mais uma vez na sessão de hoje (18). Já é a sexta vez em duas semanas

A bolsa paulista fechou em forte queda hoje (18), quando teve acionado o sexto circuit breaker em menos de duas semanas, em meio a sinais crescentes sobre os efeitos negativos das medidas para evitar a disseminação do novo coronavírus nas empresas e na atividade econômica global.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 10,35%, a 66.894,95 pontos, menor patamar desde 3 de agosto de 2017. O volume financeiro somou R$ 36,27 bilhões, em sessão também marcada por vencimento de opções sobre o Ibovespa.

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Apenas os papéis de BB Seguridade e Carrefour Brasil fecharam em alta, avançando 0,67% e 1,97%, respectivamente.

Com o desempenho desta quarta-feira, o Ibovespa acumula queda de 25,4% nas últimas 52 semanas de negócios. Desde janeiro, a queda é de 42%.

A B3 acionou o mecanismo de interrupção das negociações pouco antes 13h20, depois que o Ibovespa acelerou a queda para mais de 10%. Por pouco, o circuit breaker não precisou ser acionado novamente, uma vez que, na mínima da sessão, o Ibovespa chegou a cair 14,84%, a 63.546,74 pontos.

“O avanço do Covid-19 vai se acentuando e medidas políticas e econômicas são impostas em todo o globo. Entre anúncios de estímulos econômicos e aumento da percepção de recessão mundial, os mercados têm movimentos rápidos e acentuados de altas e baixas”, ressaltou a equipe da Elite Investimentos.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 5,18%. “Os estímulos prometidos pelos governos e bancos centrais ficam muito aquém do que resolveria o problema dos mercados. O que realmente falta no mundo é um indício que os casos de coronavírus comecem a desacelerar”, destacou o gestor Ricardo Campos, da Reach Capital.

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No Brasil, o governo anunciou medidas para combater a propagação e os efeitos do vírus e o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que novas iniciativas podem ser tomadas “a cada 48 horas”, a depender do desenvolvimento do cenário.

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