Goldman prevê queda de 36% nas vendas de iPhone e diz que é hora de vender ações da Apple

ReutersMike-Segar
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As ações da Apple caíam 2% nesta sexta-feira às 14h16 (horário de Brasília) ante alta de 1,75% do S&P 500.

O Goldman Sachs afirmou hoje (17) que espera uma queda de 36% nas vendas de iPhones durante o atual trimestre por causa da pandemia de coronavírus e cortou a recomendação para as ações da Apple para “vender”.

As ações da Apple caíam 2% nesta sexta-feira às 14h16 (horário de Brasília) ante alta de 1,75% do S&P 500.

Analistas do Goldman também reduziram preço-alvo da ação da Apple em 7%, segundo relatório que traz a previsão de vendas de iPhones no atual trimestre que se encerra em junho e que corresponde ao terceiro trimestre fiscal para a companhia.

O Goldman citou que o preço médio de venda de aparelhos eletrônicos de consumo provavelmente vai cair durante a esperada recessão que será disparada pela pandemia.

“Não assumimos que esta recessão fará a Apple perder usuários em relação à base instalada. Apenas assumimos que os atuais usuários vão manter seus aparelhos por mais tempo antes de trocá-los por versões mais novas e que escolherão modelos mais baratos da Apple quando forem comprar novos”, disseram os analistas do Goldman Sachs no relatório.

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Peter Tuz, presidente do Chase Investment Counsel, que detém ações da Apple na carteira, afirmou esperar queda significativa nas vendas de iPhones, mas 36% parece ser “extremo”.

“Eu considero parte disso como uma demanda retardada. Acho que parte (dos consumidores) vai voltar em trimestres melhores”, disse Tuz.

Uma recomendação do Goldman para “venda” é relativamente rara. Das ações no universo de cobertura global do banco de investimento, 15% possuem recomendações de venda e 46% possuem indicações de compra e 39% se referem a manutenção.

Dos 40 analistas que acompanham a Apple, 30 têm recomendação de compra das ações da empresa, 7 indicam manutenção e 3 dizem que o melhor é vender, segundo dados da Refinitiv.

A Apple lançou nesta semana uma versão do iPhone com preço de US$ 399, reduzindo o preço inicial da linha para ampliar o público potencial a ser atingido pelo aparelho.

O Goldman disse não esperar que a Apple lance novos iPhones até o início de novembro, uma vez que as limitações de viagens impostas por medidas de quarentena restringem a movimentação de engenheiros da empresa que acompanham o processo de produção.

Desde que o índice S&P 500 atingiu recorde em 19 de fevereiro, as ações da Apple acumulam queda de cerca de 13% ante declínio de 16% do indicador.

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