Se você já assistiu a ‘CBS This Morning’, Oprah, CNN, ‘The View’, ‘Late Night with Conan O’Brien’ ou ‘Larry King Live’, provavelmente ouviu, ou até mesmo viu, o “detetive de viagens” Peter Greenberg, talvez o mais famoso jornalista de turismo dos Estados Unidos. Ex-editor de viagens da ‘CBS News’ (manhã, dia e noite), ele hoje comanda o ‘Travel Detective’, programa de meia-hora no canal PBS, e transmite com regularidade informações do mundo todo, entre dicas, insights e recomendações de destinos escondidos que você não verá em guias tradicionais ou revistas. Greenberg é repórter e produtor investigativo, vencedor do Emmy, autor de best-sellers do ‘New York Times’ (o livro mais recente da série ‘Travel Detective’, ‘The Best Places for Everything’, revela lugares que oferecem experiências capazes de mudar vidas), editor-chefe de contribuições do guia ‘Michelin Travel’ e ainda produz e organiza uma série contínua de especiais de televisão da PBS, ‘The Royal Tour’, que apresenta viagens individuais por vários países, ao lado de seus chefes de estado.
Conheço Peter há anos, viajo com ele ocasionalmente e outro dia perguntei se toparia compartilhar dicas com meus leitores da FORBES.
Estas são cinco ótimas dicas, mas elas apenas arranham a superfície: Greenberg publica uma nova dica de viagem a cada dia em seu site, PeterGreenberg.com, que também tem links para seu livro, seus programas de rádio e atrações de TV. Na semana passada, as dicas variavam de economizar dinheiro em passagens aéreas, comprando bilhetes de ida e volta para encontrar Wi-Fi gratuito em todo o mundo, até os melhores aplicativos para reservar fantásticos passeios locais. Confira algumas dicas na galeria abaixo:
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1. Reservas online: um erro
A maioria das pessoas reserva suas viagens online. É um erro, diz Peter, principalmente quando se trata de quartos de hotéis. “Apenas 52% de todo o inventário disponível está na internet. Pegue o telefone e bata um papo com alguém, de uma agência ou de um hotel escolhido, sobre as disponibilidades. O que você vê na sua tela não é o mesmo que o hotel ou os guias turísticos veem na tela deles."
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2. Timing é tudo
As pessoas geralmente reservam suas viagens com muita antecedência -- ou, às vezes, tarde demais. “Os sistemas das companhias aéreas e hotéis têm algoritmos para projetar as taxas de carga e ocupação com acurácia em um período de curto prazo, e a partir disso é fornecido um valor. O momento ideal para fazer reservas é entre 45 e 54 dias da viagem. É aí que é aconselhado começar a pesquisa.”
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3. Atenção ao que diz o governo
Mantenha-se atento ao ler os avisos de viagem da Anvisa e do governo -- por exemplo, quando recomendam uma determinada vacina para ir a um certo destino. Mas não tenha medo de viajar por causa deles. “Os alertas assustam as pessoas. A verdade é que a maioria desses alertas, embora bem intencionada, não dá o conselho certo”, afirma Peter. O governo norte-americano trabalha com quatro níveis diferentes de alertas -- e, segundo Peter, boa parte das advertências poderia ser traduzida como neurose ou histeria.
4. Bagagem, só de mão
Existem apenas dois tipos de bagagem: a de mão e a perdida. "Faça como eu. Sempre que viajo, envio minhas malas dias antes pelos correios. Pago cerca de US$ 25 a mais do que as companhias aéreas cobram para perder nossas malas, e a minha bagagem é entregue onde vou me hospedar, o que me economiza duas horas e meia de sua vida. Preciso dizer mais?", diz Peter, que talvez se animasse menos com o valor cobrado pelos Correios do Brasil, onde o preço é calculado por peso e é salgado.
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5. Não aceite um não
Por último, mas não menos importante: não aceite um não como resposta. “Esta deveria ser na verdade a dica número um: jamais aceitar um ‘não’ de alguém que não esteja no poder para lhe dar um ‘sim’. Lembre-se de que a primeira pessoa com quem você fala ao telefone provavelmente só tem poder de lhe dar um não. Suba a até chegar ao ‘sim’, e você ficará muito mais feliz. Isso aconteceu comigo recentemente em uma viagem com a Lufthansa, onde os assentos na fila de saída que eu havia reservado para um voo transatlântico desapareceram misteriosamente entre o momento em que fiz o check-in online e o momento em que cheguei ao aeroporto, horas depois. O agente no balcão disse que não havia nada que ele pudesse fazer. O agente no portão me disse o mesmo. Eu então procurei o supervisor e meus assentos de repente reapareceram. Isso me deixou um gosto amargo na boca, mas fiquei feliz por ter escalado a equipe de atendimento ao cliente até alcançar o ‘sim’ e ter transformado uns poucos minutos desagradáveis em sete horas de conforto.”
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