A reação negativa da bolsa aos desdobramentos da Operação Lava-Jato – que teve novo capítulo ontem com a prisão do prestigiado banqueiro André Esteves – tem repercutido no patrimônio de alguns dos maiores bilionários brasileiros, remodelando a lista dos mais ricos do país. Com a perda de cerca de R$ 1,3 bilhão de patrimônio apenas no pregão de ontem, Esteves deslizou da 13ª posição, que ocupava em agosto, para a 15ª colocação entre os maiores bilionários brasileiros.
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Também preso pela Operação Lava-Jato, Marcelo Odebrecht segue estacionado em 9º lugar como representante do patrimônio da família no conglomerado Odebrecht, que é um grupo de capital fechado e, assim, com valor de mercado menos volátil.
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Outros bilionários brasileiros perderam fortuna como efeito da queda nos preços de suas companhias em bolsa.
A pole-position da lista segue tendo o trio da gigante AB Inbev, Jorge Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, que tiveram suas fortunas aumentadas nos últimos meses na carona de novas cartadas ousadas do conglomerado, como a compra da britânica SABMiller, número 2 do mercado de cervejas do mundo. Somado, o patrimônio dos três empresários mais ricos do Brasil encorpou cerca de RS$ 26 bilhões em apenas três meses.
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Quem igualmente tem tido sua fortuna turbinada graças a seus negócios fora do Brasil é Eduardo Saverin, que ganhou cerca de R$ 6 bilhões desde agosto. Com isso, o cofundador do Facebook saltou da oitava para a quinta posição entre os maiores bilionários brasileiros.
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