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Os bilionários mais generosos do mundo, fora dos EUA

Lista conta com executivos como o indiano Azim Premji e o mexicano Carlos Slim

5 min

Em outubro do ano passado, Forbes divulgou os maiores filantropos dos Estados Unidos e classificou os esforços de cada um por meio de uma pontuação. Bill Gates e Warren Buffett, cofundadores da organização Giving Pledge, lideraram a lista com US$ 35,8 bilhões e US$ 35,1 bilhões, respectivamente, em doações vitalícias. George Soros ficou em terceiro lugar, com US$ 32 bilhões.

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“Nenhum país se compara aos Estados Unidos quando se trata de história e tradição de doações ao longo dos anos”, afirma Phil Buchanan, presidente do Center for Effective Philanthropy (“Centro para Filantropia Eficaz”, em tradução livre) e autor do livro “Giving Done Right: Effective Philanthropy and Making Every Dollar Count” (sem edição em português). “Os altos níveis de filantropia do país também têm a ver com o papel limitado que o governo desempenha, diferentemente do governo canadense ou europeu, por exemplo. Por outro lado, o acúmulo de riqueza colabora para que haja mais megadoadores do que em outros países.”

No entanto, o clima é de mudança, e grandes doações começaram a ser realizadas por bilionários de fora dos EUA. Desde 2012, 28 membros não norte-americanos da lista dos mais ricos do mundo da Forbes assinaram o compromisso de doação do Giving Pledge e prometeram doar pelo menos metade de sua fortuna (em vida ou após a morte). Alguns, incluindo aqueles que não assinaram o compromisso, já tomaram medidas em relação à meta de doações de 10 dígitos: seis bilionários de fora dos EUA prometeram mais de US$ 1 bilhão para entidades filantrópicas.

Kochouseph Chittilappilly doou não apenas dinheiro, mas também um rim. O bilionário indiano construiu uma fortuna em eletrodomésticos. Em 2011, dois meses depois de completar 60 anos, ele doou um de seus rins para um completo estranho e, um ano depois, lançou uma fundação de filantropia, com foco em saúde e educação. Até agora, ele doou US$ 95 milhões, com US$ 79 milhões direcionados para a sua fundação.

Um pequeno número de bilionários fora dos EUA, como o magnata indiano da tecnologia Azim Premji, dedicou bilhões de dólares para fundações e causas de filantropia em seus países de origem e em outras nações do mundo. Em meados de março, Premji anunciou o redirecionamento de US$ 7,5 bilhões de sua empresa de tecnologia da informação, a Wipro, para sua fundação. Com isso, ele totalizou US$ 21 bilhões em doações.

Além de solidificar Premji como o quarto filantropo mais generoso do mundo, a doação também faz dele o maior fora dos Estados Unidos. Ao longo de sua vida, ele destinou 81% de sua fortuna para a filantropia, mais do que qualquer outro bilionário atual em termos percentuais. O segundo colocado é o bilionário de fundos hedge George Soros, que doou mais de 76% de sua riqueza para a organização Open Society Foundations. Já o ex-bilionário e filantropo Chuck Feeney doou quase toda a sua fortuna de US$ 7,5 bilhões e inspirou Warren Buffett, Bill e Melinda Gates a estabelecerem o Giving Pledge.

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Dois bilionários não norte-americanos que assinaram o Giving Pledge, mas que ainda não doaram um bilhão de dólares, têm intensificado seus esforços filantrópicos. Na Austrália, o fundador da empresa de minério de ferro Fortescue Metals, Andrew Forrest, e sua esposa, Nicola, doaram cerca de US$ 600 milhões para a Minderoo Foundation, que lançou sua iniciativa de pesquisa marinha em 2018.

O bilionário sul-africano Patrick Motsepe doou mais de US$ 500 milhões para projetos na África relacionados à saúde, agricultura, agronegócios, infraestrutura e música. No ano passado, o fundador da mineradora African Rainbow Minerals também prometeu US$ 250 milhões para a reforma agrária sul-africana e US$ 100 milhões para iniciativas de educação.

Um bilionário, que parece ser incrivelmente generoso, não está na lista abaixo devido a uma razão técnica. Dietmar Hopp, cofundador da empresa alemã de software SAP, dedicou mais de 60% de sua participação na companhia, avaliada em US$ 6,9 bilhões, para uma fundação de filantropia que distribuiu mais de US$ 800 milhões desde 1995. Mas a análise da Forbes considera que as ações doadas por Hopp ainda não contam como doações e são parte de seu patrimônio líquido, pois ele mantém o controle econômico sobre os títulos, que não são irrevogavelmente colocados na fundação.

Veja, na galeria de fotos abaixo, os bilionários mais generosos de fora dos EUA e o valor de suas fortunas até 25 de março de 2019:

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