Lewis Hamilton é o piloto de F1 mais bem pago da história

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Os ganhos na carreira do atleta aceleraram para cerca de US$ 489 milhões

Resumo da matéria:

  • Ganhos da carreira do piloto saltaram para cerca de US$ 489 milhões;
  • O atleta está na posição do Bahrain Grand Prix e estará muito próximo dos números gerais de Michael Schumacher se vencer o campeonato;
  • Em 1999, Schumacher era o piloto mais bem pago, com US$ 38 milhões;
  • Irmão de Michael Schumacher, Ralf Schumacher, está aposentado das pistas desde 2007, mas ainda ocupa a 7ª posição entre os maiores ganhos entre pilotos;
  • Contrato de Hamilton com a Mercedes expira em 2020, assim como o acordo da marca para competir na Fórmula 1;
  • Piloto não descarta a possibilidade de aposentadoria no próximo ano, devido a mudanças na disputa do campeonato.

Lewis Hamilton se tornou o piloto mais bem pago da história da Fórmula 1. Segundo pesquisa, os ganhos na carreira do atleta aceleraram para cerca de US$ 489 milhões.

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O piloto de 34 anos da Mercedes é o atual campeão e conquistou cinco títulos desde que ingressou na Fórmula 1 em 2007. Hamilton está no 2º lugar do Bahrain Grand Prix na classificação geral e, se vencer o campeonato novamente, estará a poucos passos de Schumacher, que detém o recorde de maior sucesso da F1.

Entre 1994 e 2004, Schumacher ganhou cinco títulos de F1 pela Ferrari e dois pela Benetton. Ele se aposentou em 2012, mas permaneceu como um ídolo aos olhos do público depois de ter sido gravemente ferido em um acidente de esqui há seis anos.

O salário de Schumacher chegou a US$ 38 milhões e, em 1999, ele alcançou a pole position no ranking de ganhos combinados de carreira entres os pilotos de F1. Este ano, o recorde foi quebrado depois que Hamilton assinou um novo contrato com a Mercedes. A marca paga ao novo recordista cerca de US$ 50 milhões por ano, o que elevou o salário total e os pagamentos de bônus para quase US$ 500 milhões, sem incluir patrocínios pessoais.

Longe da pista, Hamilton é famoso por suas roupas coloridas e amigos famosos, que vão desde os e Justin Bieber até a atriz Kate Hudson. Em 2015, o chefe da equipe Mercedes F1, Toto Wolff, disse que “Lewis é, provavelmente, o único super astro da Fórmula 1”, e isso o transformou no rosto de campanhas de marcas como Tommy Hilfiger e Bose.

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Ao contrário de muitos outros atletas, os pilotos de F1 obtêm grande parte de sua renda a partir dos salários e não de patrocínios pessoais. Surpreendentemente, vários pilotos que se aposentaram há mais de uma década ainda estão no ranking dos dez melhores da carreira. Há uma boa razão para isso.

O primeiro deles é o irmão de Michael Schumacher, Ralf, que se aposentou da F1 em 2007, mas ainda tem o sétimo recorde de ganhos. Ralf começou sua carreira de uma década na F1 em 1997, quando se juntou à equipe independente Jordan. Dois anos depois, o piloto foi para a Williams, onde ganhou seis corridas. No entanto, seu maior pagamento veio em 2005, quando a gigante do automobilismo japonês, Toyota o convenceu a fazer parte de sua disputada equipe de F1. A escuderia pagou a Ralf cerca de US$ 20 milhões por ano, mas o piloto não conseguiu vencer uma corrida para a equipe e deixou o time após apenas dois anos de contrato.

No mesmo caminho, o canadense Jacques Villeneuve venceu o título da F1 pela Williams em 1997, mas o maior impulso de sua carreira veio em 1999, quando dirigiu para a nova equipe da British American Racing, comandada por seu empresário Craig Pollock. Villeneuve teria recebido US$ 16 milhões por ano, o que elevou seus ganhos para cerca de US$ 115 milhões. O piloto também não venceu nenhuma corrida pela equipe e se aposentou da F1 em 2006.

A classificação salarial total mostra o benefício de vencer o campeonato mundial, já que sete dos dez primeiros conquistaram a maior honra da F1. As exceções são Ralf Schumacher, assim como os brasileiros Felipe Massa e Rubens Barrichello, ambos companheiros de equipe de seu irmão Michael Schumacher na Ferrari.

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No entanto, ganhar o título não garante ao piloto um lugar entre os dez primeiros. Uma das faltas mais surpreendentes é a de Nico Rosberg, que foi companheiro de equipe de Hamilton na Mercedes, até que ele anunciou sua aposentadoria em 2016. O piloto freou sua carreira na F1 cinco dias após vencer seu primeiro campeonato, logo não teve chance de capitalizar seu sucesso com um aumento salarial. Resta saber quanto tempo vai demorar até que Hamilton siga os mesmos passos do ex-piloto.

O contrato de Hamilton expira no final do ano que vem, e é também quando o acordo da Mercedes para competir na F1 chega ao fim. Wolff disse que a empresa poderia ser expulsa da série, já que a nova proprietária da Fórmula 1, a Liberty Media, planeja reduzir o prêmio em dinheiro e estipular limite de gastos. O chefe da equipe também diz que o calendário atual pode ser estendido de 21 corridas para perto de 25.

Em novembro, Hamilton disse que isso poderia balançar a bandeira quadriculada para baixo em sua carreira, já que quanto mais corridas no calendário, menos tempo livre os pilotos têm. “É muito provável que eu não esteja aqui quando chegar a 25 disputas.” Pode ser difícil convencê-lo a ficar, pois não há dúvidas de que ele não precisa do dinheiro.

Veja, na galeria de fotos a seguir, os 10 pilotos com maiores ganhos na carreira com base em salários e bônus:

  • 9º. Rubens Barrichello

    Estimativa de ganhos: US $ 110 milhões

  • 9º. Felipe Massa

    Estimativa de ganhos: US $ 110 milhões

  • 8º. Jacques Villeneuve

    Estimativa de ganhos: US $ 115 milhões

  • 7º. Ralf Schumacher

    Estimativa de ganhos: US $ 121 milhões

  • 6º. Jenson Button

    Estimativa de ganhos: US $ 147 milhões

  • 5º. Kimi Raikkonen

    Estimativa de ganhos: US $ 331 milhões

  • 4º. Sebastian Vettel

    Estimativa de ganhos: US $ 358 milhões

  • 3º. Fernando Alonso

    Estimativa de ganhos: US $ 458 milhões

  • 2º. Michael Schumacher

    Estimativa de ganhos: US $ 464 milhões

  • 1º. Lewis hamilton

    Estimativa de ganhos: US $ 489 milhões

9º. Rubens Barrichello

Estimativa de ganhos: US $ 110 milhões

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