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Artistas britânicos lucram mais com vinis do que com clipes

Representantes da indústria musical britânica acusam YouTube de se beneficiar com vídeos postados no site

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Reprodução
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A Indústria Fonográfica Britânica, organização dos principais artistas do Reino Unido, declarou na última semana que as vendas de vinil geram mais lucro do que a reprodução de vídeos no YouTube.

As vendas dos antecessores do CD cresceram, em 2015, pelo oitavo ano consecutivo, atingindo a marca de 2 milhões de cópias no país. É o número mais alto dos últimos 21 anos.

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A pesquisa da instituição mostra ainda que a compra de músicas por streaming cresceu 82% no ano passado, um aumento de 69% nos lucros gerados por este formato. Uma ótima notícia para a classe artística que acusa o não recebimento pelos seus trabalhos desde que músicas foram disponibilizadas online.

O streaming de vídeos, ainda que tenha crescido surpreendentes 88% no último ano, só teve um aumento de 4% na arrecadação. Foram US$ 35,6 milhões, contra US$ 36,7 milhões das vendas de vinis.

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No total, a indústria teve uma queda de 0,9% em 2015. A organização declarou na nota que o fato de um mercado antigo como o dos vinis lucrar mais que o de vídeos é porque o YouTube faz uso de políticas que impedem os artistas de lucrarem sobre suas próprias produções.

“Um dos riscos dessa situação é um menor investimento no mercado da música, principalmente vindo de artistas menores”, disseram.

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Em resposta , o YouTube disse que comparar streaming de música com vídeos é “o mesmo que comparar maçãs com laranjas”.

“Durante anos, a indústria perdeu milhões de dólares para a pirataria. Graças às nossas políticas, os artistas podem manter seus vídeos online e se beneficiar da exposição que conseguem.”

Artistas como Adele, Ed Sheeran, Sam Smith e One Direction foram, segundo a pesquisa, os responsáveis pelo aumento dos streamings de vídeo no Reino Unido.

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