Indústria da maconha precisa de regras para funcionários

Novo estudo diz que mais da metade faz uso da planta antes ou durante o expediente

Mike Adams
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A situação decorre da falta de atenção para a implementação e aplicação das regulamentações de segurança no local de trabalho, segundo o levantamento

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A multibilionária indústria da maconha está tendo problemas: as pessoas estão chegando drogadas ao trabalho. Um recente estudo publicado pelo “American Journal of Industrial Medicine”, divulgou que uma grande porcentagem dos funcionários que trabalham no negócio de produção e venda da maconha estão usando a droga antes ou durante o expediente, arriscando a sua própria segurança e a de colegas.

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A situação decorre da falta de atenção para a implementação e aplicação das regulamentações de segurança no local de trabalho, segundo o levantamento. A mensagem geral é que se a indústria da cannabis quiser ser levada a sério como sua principal concorrente, a do álcool, ela tem de criar regras para esses funcionários.

Não faz tanto tempo que as cervejarias dos Estados Unidos permitiam que os trabalhadores consumissem a bebida nos intervalos e no horário de almoço, mas os problemas dessa prática colocaram um fim no consumo de álcool durante o expediente.

As últimas descobertas sugerem que a indústria da maconha ainda precisa estabelecer suas regulamentações.

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As empresas, além de não treinar os funcionários sobre como lidar adequadamente com potenciais riscos, ainda permitem, às vezes, que eles manuseiem produtos químicos e equipamentos perigosos sob o efeito da droga.

Pesquisadores da Universidade do Estado do Colorado descobriram que 63% dos trabalhadores da indústria no estado foram para o trabalho sob influência da droga. E outros 45% afirmaram ter fumado maconha durante o expediente. “Existe uma eminente necessidade de estabelecer um treinamento formal de saúde e de segurança para implementar práticas melhores”, escreveu um dos autores da pesquisa.

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Talvez o aspecto mais preocupante do estudo seja o fato de que esses trabalhadores estão dirigindo sob efeito de drogas. A ideia de que cerca da metade deles está agindo assim demonstra a necessidade do “uso responsável”, prometido quando os defensores da legalização começaram a argumentar que a maconha deveria ser autorizada de maneira semelhante ao álcool.

Dirigir sob a influência da maconha é uma prática que ainda causa punição em estados onde a droga está legalizada. Embora dirigir bêbado tenha se mostrado muito mais perigoso, qualquer pessoa flagrada drogada na direção pode ser presa e acusada – podendo levar à condenação e a à suspensão da carteira de motorista. Apesar de algumas pessoas sentirem que a cannabis as faz dirigir melhor, operar um veículo dessa forma é considerado uma ameaça para a segurança pública e deveria ser algo levado a sério.

Em comparação, a indústria do álcool foi forçada a reprimir o consumo no local de trabalho e o negligente ato de beber e dirigir ao longo dos anos para não sentir a ira do Tio Sam. Era comum que os fabricantes de cerveja e de outras bebidas alcoólicas permitissem que seus funcionários consumissem álcool durante o expediente. Mas, quando acidentes de trabalho começaram a ficar frequentes e o número de desastres fatais nas ruas aumentou, a indústria não teve escolha a não ser mudar suas políticas.

Os autores do estudo concluíram que “os trabalhadores de maconha do Colorado consumiam a erva regularmente, expressavam poucas preocupações sobre os riscos no local de trabalho, relataram algumas lesões e exposições ocupacionais, além de práticas de treinamento inconsistentes”.

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