Liber Capital adquire fatia majoritária da Adianta

Fintechs de antecipação de recebíveis planejam unificação em até dois anos.

Juliana Andrade
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Negócios comandados por Marco Camhaji (à esquerda) e Victor Morandini (à direita) devem ser unificados em até dois anos.

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A crise causada pelo novo coronavírus alavancou as necessidades das empresas receberem antecipadamente o valor de serviços e produtos negociados a prazo, o que conferiu aumento na demanda das fintechs de antecipação de recebíveis. Foi neste cenário e com a oportunidade de ampliar as carteiras ativas e diversificar a originação do crédito que a financeira com foco em grandes empresas Liber Capital adquiriu 60% da Adianta –voltada a companhias menores.

Com crescimento de mais de 1.000% nos últimos 12 meses, a Liber Capital atende grandes cadeias de fornecedores com intermediação entre empresas e financiadores. O modelo proporciona cobertura de menos de 20% dos recebimentos futuros das companhias. “Com a Adianta, a gente pode avaliar e antecipar os outros 80%, aumentando o volume transacionado e também a satisfação dos clientes ao serem atendidos de forma mais ampla.” diz Victor Morandini CEO e cofundador da Liber Capital. Só em 2020, a financeira operou mais de R$ 3,3 bilhões, com saldo atual em de R$ 2,7 bilhões.

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Morandini comenta que a conversa para alguma forma de cooperação mútua com a Adianta é antiga. “Nosso contato começou há dois anos. Fazemos parcerias com grandes empresas e ofertamos a antecipação desses recebíveis. Era muito comum as empresas com as quais trabalhamos nos consultarem para antecipação de outros clientes menores e isso resultava em perda de negócios.”

Marco Camhaji, CEO da Adianta, vê a compra de parte da empresa como uma alavancagem dos dois negócios. “Poderemos contemplar os grandes e os pequenos. A gente entra com os menores e, ao mesmo tempo, todos ganham a oportunidade de atender 100% do público e expandir o potencial”, avalia.

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Antes da transação, ambas as fintechs estudavam a possibilidade de atuar estrategicamente uma no nicho da outra. “Levaria de dois a três anos para um chegar ao grau de maturidade do outro. A demanda começou a aumentar muito com grandes players acelerando e anunciando a entrada no Brasil. A saída que beneficia todos e de maneira imediata é o modelo societário”, diz Morandini.

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O CEO da Liber Capital reforça que, no momento, o objetivo principal é unir forças para fazer vendas cruzadas e fortalecer as marcas. Algumas áreas como RH, comercial e financeiro estão em fase de consolidação. “Estamos estudando como vamos fazer a evolução da marca para unificar e crescer em escala. A fusão deve acontecer daqui um ou dois anos”, pontua Morandini.

Operacionalmente, para a sociedade acontecer foi dada saída para os investidores da Adianta e foram mantidos os executivos alinhados com o negócio. A empresa já concedeu mais de R$ 200 milhões em crédito e desenhou o primeiro FIDC (Fundo de investimento em direitos creditórios) digital do mercado.

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