Oracle e Walmart terão participação de 20% na TikTok

SOPA Images/Getty Images
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A Oracle vai adquirir 12,5% da plataforma de compartilhamento de vídeo

Ontem (19), a Oracle e o Walmart concordaram em adquirir uma participação de 20% nos negócios globais da TikTok como parte de uma rodada de financiamento pré-IPO. O anúncio foi feito pela plataforma de compartilhamento de vídeo de propriedade da ByteDance momentos após o presidente Donald Trump dizer à imprensa que ele deu sua “bênção” à transação.

A Oracle vai adquirir 12,5% da plataforma de compartilhamento de vídeo, enquanto o Walmart terá uma participação de 7,5%.

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Como parte do acordo, a Oracle atuará como o “provedor de tecnologia de nuvem segura” da TikTok e o Walmart será um parceiro comercial em “acordos comerciais para fornecer nosso e-commerce, atendimento, pagamentos e outros serviços de canais para a TikTok Global,” disse Walmart em comunicado.

A  parceria envolve a criação de uma nova empresa, a TikTok Global, que fará sua estreia no mercado de ações dos Estados Unidos em menos de um ano. Segundo comunicado da Oracle e Walmart, “sob propriedade dos EUA a TikTok Global aumentará e continuará a crescer”.

O negócio ainda requer aprovação formal dos órgão reguladores dos EUA, mas Trump disse à imprensa no sábado que gosta do acordo “no conceito” formulado e dá sua aprovação, embora seja diferente do pedido inicial de Trump para que o TikTok fosse vendido inteiramente para uma companhia norte-americana.

Trump disse que a nova entidade provavelmente seria sediada no Texas e incluiria uma “contribuição de US$ 5 bilhões” para um “grande fundo” voltado para a “educação dos jovens americanos”. Ainda não está claro destino do dinheiro, visto que tanto a Oracle quanto o Walmart mencionaram como “US$ 5 bilhões em impostos para o Tesouro dos EUA”.

O secretário de Comércio, Wilbur Ross, disse na noite de sábado que vai atrasar por uma semana as restrições inicialmente definidas para entrar em vigor hoje (20) com o objetivo de banir o aplicativo da App Store e da Google Play Store.

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Em seu comunicado à imprensa, a Oracle disse que “combinará sua tecnologia de nuvem segura com análises, monitoramento e auditoria de código contínuos para fornecer uma garantia sem precedentes de que os dados dos usuários do TikTok nos EUA estejam privados e seguros”. No início desta semana, a Bloomberg relatou que a Oracle terá acesso total ao código-fonte e às atualizações do TikTok para garantir que o par chinês da plataforma não adicione backdoors de segurança que permitam acessar dados de usuários norte-americanos do aplicativo.

A escolha da Oracle como provedora de nuvem segura do aplicativo foi influenciada pelo sucesso da Zoom ao mover parte de sua capacidade de videoconferência para o Oracle Public Cloud. “A TikTok escolheu a nova infraestrutura de nuvem de geração 2 da Oracle porque é muito mais rápida, confiável e segura do que a tecnologia de primeira geração oferecida atualmente por todos os outros provedores de nuvem importantes”, disse o bilionário e diretor de tecnologia da Oracle, Larry Ellison.

A proposta da Oracle, anunciada pela primeira vez na semana passada, enfrentou resistência de legisladores republicanos, incluindo o senador Josh Hawley, que escreveu uma carta aberta ao Departamento do Tesouro pedindo que rejeitasse o acordo por motivos de segurança nacional. O senador Marco Rubio e um grupo de outros legisladores republicanos também escreveram para Trump pedindo-lhe que rejeitasse qualquer acordo que dê permissão para que “entidades baseadas na China ou controladas retenham, controlem ou modifiquem o código ou algoritmos que operam qualquer versão do TikTok nos Estados Unidos”.

A Casa Branca pressionou a TikTok com preocupações de que o governo chinês pudesse forçar a entrega de dados sobre usuários americanos, embora a companhia tenha afirmado anteriormente que não atenderia a tal pedido.

Além do governo dos EUA, o acordo proposto também exigirá a aprovação de Pequim, disse a chinesa ByteDance, controladora da TikTok, na última quinta-feira. No mês passado, o governo chinês adicionou tecnologias de IA –incluindo ferramentas de “recomendação de conteúdo personalizado” como a usada pela TikTok– à sua lista de controles de exportação, o que resulta na necessidade efetiva da aprovação de Pequim para qualquer negócio.

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