Como a pandemia impulsionou a marca vegana Miyoko’s Creamery

Reprodução/Forbes
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A fundadora Miyoko Schinner vive em um santuário animal com cerca de 70 mamíferos como vacas e burros no condado de Marin, no norte da Califórnia

Miyoko Schinner faz queijo e manteiga veganos há 30 anos, mas suas criações só se tornaram um grande sucesso recentemente. Schinner começou a dar aulas de culinária e apresentar um programa gastronômico quase quatro décadas atrás. Depois de promover seu quarto livro de receitas, que apresentava queijo feito de castanha de caju, ela fundou a Miyoko’s Creamery, em 2014.

“Na época, não havia comida vegana de boa qualidade disponível”, disse a CEO, imigrante japonesa que atualmente vive em um santuário animal com cerca de 70 mamíferos como vacas e burros no condado de Marin, no norte da Califórnia. “Eu era genuinamente gourmand e estava determinada a fazer alimentos que fossem saborosos, saudáveis ​​e veganos.”

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Em pouco tempo, Schinner alcançou o que tanto almejava. Sua marca agora vende alternativas a manteiga, cream cheese e mussarela, além de outros produtos sem laticínios feitos de nozes, aveia e leguminosas em cerca de 20 mil lojas norte-americanas, incluindo Walmart e Target. A receita financeira dos últimos 12 meses dobrou para mais de US$ 30 milhões, à medida que mais compradores se voltaram para os alimentos vegetais nos últimos tempos.

“A Covid-19 apareceu e nos forçou a pivotar”, diz a senhora de 63 anos, descrevendo o esforço recente de sua empresa para vender online e enviar diretamente para a casa dos clientes após anos dependente de mercearias e colaborações com redes de restaurantes. “A demanda por nossos produtos está em alta.”

No início de 2019, a Miyoko’s Creamery havia rodado US$ 11 milhões de receita. Agora, segundo o Pitchbook, Schinner emprega cerca de 170 trabalhadores e cresceu US$ 23 milhões, impulsionando fortemente o negócio para a vanguarda desta indústria ainda embrionária.

“Eu tinha uma empresa de carne alternativa na década de 1990. Era difícil encontrar investidores”, afirma. “Agora, eles estão fazendo fila na porta para jogar dinheiro para empresas que fabricam produtos à base de plantas. As pessoas estão começando a ver o que é o futuro.”

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