“A infraestrutura da bolsa está mais robusta”, afirma Gilson Finkelsztain

Forbes/Reprodução
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CEO da B3, Gilson Finkelsztain também elogiou o posicionamento e medidas do governo para fomentar o investimento de risco

A pandemia de Covid-19 afetou, além de muitas outras, a situação financeira das pessoas. Seja com o desemprego ou a dificuldade de manter os números da empresa durante a quarentena, saber como lidar com seu patrimônio se tornou ainda mais importante em 2020.

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Para falar sobre o assunto, o CEO e publisher da Forbes, Antonio Camarotti, convidou Gilson Finkelsztain, CEO da B3, bolsa de valores brasileira para uma live no canal da revista no Instagram.

Com experiência de mais de 20 anos em instituições financeiras internacionais, Finkelsztain revelou que seu sonho de criança era construir casas e prédios. Mas, ao sair da graduação de engenharia civil de produção, ele tomou o caminho financeiro e nunca mais voltou. Ao receber o convite para assumir a presidência da Cetip, o executivo viu a oportunidade de sair da mesa de operações e ver o outro lado: “Aceitar o convite foi a melhor decisão da minha vida”, avaliou.

Em seus três anos de B3, Finkelsztain diz ter passado por momentos marcantes, como os “circuit breakers” (fechamento temporário da bolsa de valores) do Ibovespa neste ano e as ligações de diretores do Banco Central em dias importantes para o cenário financeiro brasileiro.

Além disso, o CEO da B3 fez questão de relembrar o quanto a bolsa brasileira avançou em número de investidores nos últimos anos. “Neste ano, chegamos ao marco de 2,8 milhões contas de brasileiros que possuem ações. Até 2017, esse número estava estagnado em 500 mil”, explicou. Para ele, o que incentivou esse movimento de interesse dos brasileiros pelo mercado de ações foi a baixa dos juros.

Pensando no futuro, Finkelsztain garantiu que o mercado financeiro brasileiro ainda tem muito espaço para desenvolvimento. Ele revelou que uma das metas da B3 é o desenvolvimento de novos produtos para o mercado de capitais, com o objetivo de fazê-lo crescer mais: “Temos, aproximadamente, 400 empresas listadas na bolsa, isso é muito pouco para um país do tamanho do Brasil”.

Outra meta, também, é a de trazer empresas pequenas e médias para a bolsa, algo que não é muito comum por enquanto. Além disso, a B3 quer desenvolver novos mercados, como o de crédito. Essa seria uma forma de empresas levantarem recursos de dívida que podem ser também negociados no mercado.

Todos esses objetivos, segundo Finkelsztain, buscam trazer mais capital para o mercado financeiro de risco. Com maior diversificação de como investir o dinheiro, a bolsa planeja se tornar mais popular entre os brasileiros, oferecendo ganhos maiores e mais diversificados do que os investimentos mais clássicos, como a poupança.

O entrevistado elogiou as medidas fiscais tomadas pelo governo brasileiro e falou da importância da taxa de juros baixa para o crescimento do mercado financeiro nacional. Mesmo com as medidas emergenciais tomadas por conta da quarentena causada pela Covid-19, ele espera que as decisões em Brasília continuem ajudando o brasileiro a entender que investir no mercado de capitais é um opção cada vez mais atraente.

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Finkelsztain também contou como está sendo trabalhar na bolsa em um momento de tanta volatilidade como o que o mundo está vivendo. Uma das atividades importantes da B3 na bolsa é a gestão de riscos, e o “circuit breaker” foi apontado como um dos mecanismos para acalmar as negociações financeiras em um cenário de queda acentuada.

Apesar de tudo o que o país passou e ainda está enfrentando, Finkelsztain elogiou a estrutura brasileira: “A infraestrutura do Brasil se mostrou muito robusta, os reguladores e os agentes de mercado também trabalharam muito bem. Foi um teste para todo mundo, mas conseguimos entregar tudo o que nos propomos. Do ponto de vista de infraestrutura, foi muito positivo”, avaliou.

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