Quando as pessoas se referem à maioria das marcas de moda, dizem: “Visto Armani”, “Visto Prada” ou, ainda, “Visto Versace”. Quando, no entanto, falam da Zara, dizem: “Compro na Zara”. A curiosa diferença linguística, destacada por Enrique Badìa em seu livro “Zara e as Suas Irmãs”, não é apenas de natureza semântica, mas esconde a filosofia de uma grife e de um novo modo de colocar a moda à disposição do consumidor: “A Zara não é tanto um modo de vestir, mas um modo de comprar e, logicamente, de vender”.
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Amancio Ortega, que cofundou a empresa espanhola junto de sua ex-esposa, Rosalia Mera, começou a trabalhar em uma loja de roupas aos 14 anos. Agora, o grupo Inditex, que revolucionou a indústria do varejo de moda, controla marcas como Zara, Massimo Dutti, Stradivarius, Oysho e Pull&Bear e tem mais de 7.500 lojas no mundo todo.
Ortega se tornou o 6º homem mais rico do mundo, com patrimônio de US$ 70 bilhões, segundo a lista de bilionários da FORBES. Mas, se alguém lhe pergunta como ele conseguiu interpretar a instabilidade de alguns hábitos no consumo de roupas da Espanha pós-franquista e chegar ao sucesso, limita-se a responder: “Nem eu saberia explicar. Talvez qualquer pessoa fosse capaz”.
Veja, na galeria de fotos abaixo, 7 lições de negócios de Amancio Ortega e da história da Zara: