12 maiores desastres profissionais em 2018

De salas de reunião para salas de audiência. Com tropeços súbitos e quedas desenhadas, o ano de 2018 viu mais do que algumas carreiras de alto perfil entrarem completamente em colapso.

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Veja, na galeria de fotos a seguir, os maiores desastres profissionais em 2018:

  • 1. Roseanne Barr
    Roseanne Barr nunca foi uma estranha à polêmica, mas, até este ano, nenhum escândalo, nem aplicar as características des Adolf Hitler em uma sessão de fotos, havia produzido o suficiente para colocar um fim à sua carreira. No entanto, nas primeiras horas de 29 de maio, apenas dois meses após a ABC ter reavivado seu sitcom homônimo, a atriz, que é conhecida por ser defensora da direita alternativa e teórica da conspiração, publicou um tuíte desastroso, no qual atacava Valerie Jarrett, ex-assessora de Barack Obama: “Irmandade Muçulmana & Planeta dos Macacos tiveram um bebê = VJ”.

    Algumas horas mais tarde, ela se desculpou e prometeu deixar a rede social (o que nem sequer durou um dia), mas o estrago já estava feito: a ABC estreou o spin-off “The Conners” e matou a personagem de Roseanne com uma overdose de opióides, antes mesmo de a história começar.

  • 2. Michael Cohen
    Tem sido uma década tumultuada para Michael Cohen. Depois de se juntar à Trump Organization, em 2007, o advogado provou ser o maior defensor do atual presidente norte-americano. Mas o “pit bull”, como já foi chamado, está escondido na casinha do cachorro desde janeiro, quando o “Wall Street Journal” relatou que, à frente da eleição presidencial de 2016, Cohen pagou US$ 130 mil para manter a atriz pornô Stormy Daniels quieta sobre um suposto encontro sexual com Trump 10 anos atrás. Quatro meses depois, o advogado se tornou foco da investigação Mueller, quando agentes do FBI entraram em seu escritório, em seu quarto de hotel e em sua casa, apreendendo milhões de documentos, incluindo e-mails, registros fiscais, fitas de conversas com o presidente dos EUA e provas da compra do silêncio de Stormy.

    Uma semana depois, o departamento de Justiça dos EUA revelou que Cohen estava sob investigação criminal por fraude e violação da lei de financiamento de campanha. Em junho, Trump confirmou que havia cortado laços com ele e, em agosto, o advogado se rendeu ao FBI e se declarou culpado em oito acusações criminais, como fraude fiscal ao fazer declarações falsas para uma instituição financeira, contribuição corporativa ilegal e doações excessivas para campanhas.

    Mas o fundo do poço ainda não havia chegado. Em 29 de novembro, o advogado se declarou culpado de mentir para o Congresso sobre o seu envolvimento com os russos e a proposta de uma Trump Tower em Moscou, que foi discutida no verão de 2016. Ele foi condenado a três anos de prisão, em 12 de dezembro.

  • 3. Bryan Colangelo
    Roseanne Barr não foi a única celebridade cujos tuítes provocaram um tombo na carreira. Em 29 de maio, o site The Ringer publicou uma investigação sobre Bryan Colangelo, ex-presidente das operações de basquete do Philadelphia 76ers, alegando que ele usava cinco contas falsas no Twitter para depreciar os jogadores da Liga e alguns de seus colegas passados e atuais.

    Um dia mais tarde, a organização do 76ers anunciou que havia instaurado uma investigação oficial sobre o assunto e, em 7 de junho, Colangelo, que inicialmente rejeitou as acusações, renunciou. Como se vê, porém, sua negação não era uma mentira completa: sua esposa, Barbara Bottini, admitiu a criação e gestão das contas do Twitter. Ainda assim, o ex-presidente era a sua fonte de informação.

  • 4. Carlos Ghosn
    Após 40 anos na indústria automobilística, com passagem por três grandes montadoras, a carreira de Carlos Ghosn estacionou em 19 de novembro, quando foi preso em Tóquio após uma investigação interna na Nissan, que o acusou de má conduta ao reduzir seu salário para evitar os impostos e uso indevido dos ativos da empresa por anos.

    Durante a semana do dia 19, ele foi expulso da presidência da Nissan e da Mitsubishi. Em 10 de dezembro, promotores de Tóquio acusaram Ghosn de deixar de declarar US$ 44,5 milhões ao longo de cinco anos fiscais, até março de 2015. O ex-presidente, então, foi novamente preso por falsear seu pagamento dos demais três anos fiscais, até março de 2018. A data do julgamento ainda não foi determinada, mas, se for considerado culpado, Ghosn, que alega inocência, poderá passar até 10 anos atrás das grades.

  • 5. Elizabeth Holmes
    Quem pensou que o encerramento da Theranos e de seu laboratório, com a demissão de 43% dos colaboradores, em outubro 2016, marcou o fim da queda empreendedora de Elizabeth Holmes, ficou surpreso quando, em março de 2018, a SEC (Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos) cobrou a fundadora da empresa, de 34 anos de idade, bem como Sunny Balwani, então presidente da Theranos, por defraudar investidores, o que mostrou que o declínio profissional de Elizabeth estava apenas no começo.

    Três meses depois, em 15 de junho, a empreendedora deixou o cargo de CEO, acusada de fraude eletrônica junto a Sunny. A alegação é de que ambas estavam “engajadas em um esquema milionário para fraudar investidores e em outro para fraudar médicos e pacientes”.

    Elizabeth alegou inocência, mas, em setembro, a empresa, que já chegou a valer US$ 9 bilhões, fechou as portas no que parece ser o capítulo final da carreira da ex-CEO.

  • 6. Megyn Kelly
    Quando Megyn Kelly deixou a Fox News e foi para a NBC, em 2017, o antigo rosto do “The Kelly File” explicou a motivação por trás de sua mudança, no “The Ellen Show”: “Não queria estar em um ninho de cobras. Só queria cobrir as notícias.” Mal sabia que, apenas 13 meses após sua estreia, ela seria a notícia. Durante uma fala, em 23 de outubro, com trajes de Halloween, Megyn defendeu o blackface: “O que é ser racista? Você arruma problemas se for uma pessoa branca que faz blackface ou uma pessoa negra que faz whiteface para o Halloween. Quando eu era criança, tudo bem, desde que você se fantasiasse de um personagem”. A repercussão entre os funcionários e telespectadores da NBC foi imediata. As desculpas dadas por Kelly no episódio do dia seguinte não foram suficiente. Na última sexta-feira (14), o programa “Megyn Kelly Today” havia sido cancelado. A antiga emissora de Megyn, agora, quer renegociar o contrato de US$ 69 milhões, pois deseja suspender os pagamentos.

  • 7. Paul Manafort
    Quando Paul Manafort se juntou à campanha presidencial de Donald Trump, em março de 2016, não foi sua primeira vez na política. Ele havia trabalhado para Gerald Ford, Ronald Reagan e George H. W. Bush durante suas corridas pela Casa Branca. No entanto, vai entrar para a história com seu último candidato. Apenas dois meses depois de suceder Corey Lewandowski como presidente de campanha, em junho do mesmo ano, um artigo de 12 de agosto no “The New York Times” revelou que ele havia recebido US$ 12,7 milhões de um partido político do ex-presidente da Ucrânia, e pró-Rússia, Viktor F. Yanukovych, para quem Manafort trabalhou como conselheiro sênior.

    Manafort, negou ter recebido os pagamentos alegados, mas três dias depois, foi substituído por Steve Bannon e, logo em seguida, renunciou à campanha. Em junho deste ano, o promotor Robert Mueller o acusou de obstrução da Justiça e manipulação de testemunhas e, em agosto, foi considerado culpado por oito crimes financeiros. O ex-conselheiro negociou um acordo com Mueller (cooperação em troca de uma sentença mais leve), mas tudo desmoronou em novembro, à luz das alegações de que ele mentiu repetidamente para os promotores. Agora, a equipe de Mueller considera fazer novas acusações criminais contra Manafort, o que será mais um prego no caixão de sua carreira.

  • 8. Les Moonves
    Por décadas, Les Moonves foi um dos executivos mais poderosos na televisão, ao desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento de séries de sucesso, como “ER” e “Friends”, antes de se mudar para a CBS, onde, ao longo dos últimos 13 anos, foi creditado pela reformulação de uma emissora sem brilho.

    Ele também ficou conhecido como um proponente do movimento #MeToo, ajudou a formar a Commission on Eliminating Sexual Harassment and Advancing Equality (Comissão de Eliminação do Assédio Sexual e Avanço da Igualdade, em tradução sugerida) no local de trabalho, em dezembro de 2017.

    Mas tudo o que fez parecia ser apenas uma fachada. Em agosto deste ano, a “The New Yorker” publicou um texto com detalhes de seis relatos de mulheres que alegaram ter sofrido assédio sexual e agressão por parte de Moonves. Ele deixou o cargo de CEO e presidente da emissora em setembro, quando mais mulheres o acusaram de má conduta sexual. Ele nega todas as alegações.

    Por um tempo, parecia que Moonves poderia se safar com cada centavo de sua indenização de US$ $120 milhões. Então, no início de dezembro, um relatório de 59 páginas, feito por advogados para a diretoria da CBS, acusou o magnata da mídia de obstrução das investigações, destruição de evidências e prestação de falso testemunho para minimizar a acusação de má conduta e diminuir o valor da indenização.

    O documento também divulgou novas alegações de sexo sem consentimento, todas negadas ao “The New York Times”. Se as descobertas do relatório forem verdadeiras, poderão ser o motivo que falta para a CBS reter todos os milhões do seu ex-presidente.

  • 9. John Schnatter
    John Schnatter foi expulso em 2017 do topo do mundo: a Papa John’s prosperava e impulsionava sua fortuna bilionária, e ele havia se tornado um nome respeitável, graças, em parte, a um acordo de patrocínio com a NFL. Mas isso tudo iria em ruir em novembro, quando depois de meses de desaceleração das vendas na rede de pizzarias, ele culpou os protestos na hora do Hino Nacional, culpando a tolerância da Liga pela queda das ações de sua empresa.

    No final do ano passado, Schnatter havia deixado o cargo de CEO, embora a posição de presidente da empresa fundada por ele tenha sido mantida. Em seguida, em julho de 2018, FORBES relatou que ele havia usado o N-Word durante uma teleconferência dois meses antes. Na chamada, uma discussão sobre como impedir catástrofes de relações públicas, Schnatter se queixou de que o Coronel Sanders havia ofendido e o KFC nunca enfrentou repercussões negativas por conta disso. Horas mais tarde, ele se desculpou pelas palavras, mas isso não ajudou, e ele renunciou como presidente naquela noite. Duas semanas depois, o fundador entrou com um processo contra a Papa John’s, alegando que a diretoria o tratou de uma forma “pesada”. Ao voltar atrás em sua confissão, o advogado de Schnatter alegou: “John reproduziu um discurso, não o formulou”. Em outubro, ele testemunhou contra a rede de pizzas fundada por ele. O caso ainda está em andamento, mas sua reputação está em farrapos.

  • 10. Eric Schneiderman
    Como Les Moonves, o procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, era um defensor do movimento #MeToo. Ele processou Harvey Weinstein e sua empresa homônima para garantir que as vítimas recebessem restituição pelo assédio sexual e agressão sofridos.

    Entretanto, em 7 de maio, a “The New Yorker”, que havia revelado anteriormente as alegações contra Weinstein, publicou acusações contra Schneiderman também, por má conduta sexual com quatro mulheres. Ele negou as alegações, renunciou à sua posição, no dia seguinte, e não deve enfrentar acusações criminais. Após uma investigação de seis meses, determinou-se que os supostos crimes já estão prescritos.

  • 11. Jeffrey Tambor
    Depois de uma carreira bem-sucedida na comédia e dois Emmy pela interpretação de Maura Pfefferman, em “Transparent”, Jeffrey Tambor foi investigado por assédio sexual. Suas acusadoras, Van Barnes, antiga assistente de Tambor, e Trace Lysette, que interpreta Shea na série, são transexuais.

    Apesar de ser demitido da série da Amazon Studios em fevereiro de 2018, ele reviveu seu personagem George Bluth Sr., em “Arrested Development”, da Netflix, em maio. Nesse mesmo mês, Jessica Walter, coestrela e esposa de Tambor na ficção, disse ao “The New York Times” que ele abusou verbalmente dela no set. O comediante negou todas as alegações de má conduta sexual, mas reconheceu e se desculpou por seu comportamento em relação a Jessica. No entanto, se parece não estar envolvido em qualquer filme ou projeto de televisão neste momento, o ator ainda está escalado para o Magic Camp, da Disney, a ser lançado em 2019.

  • 12. Steve Wynn
    Depois de quase duas décadas, o império dos cassinos de Steve Wynn, e com ele muito da região icônica de Las Vegas, desmoronou em janeiro, quando o “The Wall Street Journal” publicou uma investigação com alegações de má conduta sexual. O bilionário negou veementemente as acusações, chamando-as de “absurdo” e parte de uma campanha de difamação liderada por Elaine Wynn, sua ex-esposa e cofundadora da Wynn Resorts.

    Wynn deixou o cargo de CEO e presidente, em fevereiro, e vendeu suas ações da empresa em março. Sete meses após sacar o dinheiro, entrou com uma ação judicial contra sua antiga empresa e a Comissão de Jogos de Massachusetts, alegando que a Wynn Resorts tinha fornecido suas comunicações privadas aos investigadores de forma indevida e tentado bloquear o lançamento de documentos relacionados com a investigação da empresa. Uma audiência sobre a liberação desses documentos é esperada para amanhã (20).

1. Roseanne Barr
Roseanne Barr nunca foi uma estranha à polêmica, mas, até este ano, nenhum escândalo, nem aplicar as características des Adolf Hitler em uma sessão de fotos, havia produzido o suficiente para colocar um fim à sua carreira. No entanto, nas primeiras horas de 29 de maio, apenas dois meses após a ABC ter reavivado seu sitcom homônimo, a atriz, que é conhecida por ser defensora da direita alternativa e teórica da conspiração, publicou um tuíte desastroso, no qual atacava Valerie Jarrett, ex-assessora de Barack Obama: “Irmandade Muçulmana & Planeta dos Macacos tiveram um bebê = VJ”.

Algumas horas mais tarde, ela se desculpou e prometeu deixar a rede social (o que nem sequer durou um dia), mas o estrago já estava feito: a ABC estreou o spin-off “The Conners” e matou a personagem de Roseanne com uma overdose de opióides, antes mesmo de a história começar.

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