
Neste sábado (29), foi confirmado o segundo caso de coronavírus no Brasil. O paciente é um homem de 32 anos, funcionário da XP Investimentos, que esteve recentemente na Itália (ambos os infectados brasileiros contraíram a doença no país europeu). Segundo nota oficial da XP Inc, o profissional diagnosticado passa bem e os colaboradores que tiveram contato próximo com ele estão sendo acompanhados e orientados por especialistas, e não apresentam sintomas.
No domingo, a Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde atualizou o número de casos suspeitos de covid-19 para 252, 45 a mais que o registrado no sábado (207). Todas as novas suspeitas estão em São Paulo.
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Segundo Marco Aurélio Palazzi Safadi, professor de pediatria e de infectologia da faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e presidente do departamento de infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, “o Brasil está em um momento de constatação e documentação da entrada do vírus no país. A tendência é que surjam novos casos de indivíduos que estiveram em áreas de risco de contágio. Nas próximas semanas, vamos entrar no estágio de transmissão sustentada pela comunidade, quando a doença passa a ser transmitida internamente”.
Diante de casos suspeitos, as companhias devem evitar alardes e buscar orientação. Segundo David Uip, Coordenador do Centro de Contingência de CoronavÍrus do Estado de São Paulo, “é de suma importância que empresas atuem com tranquilidade, busquem boa técnica e se envolvam nas campanhas de vacinação contra influenza, para controlar as transmissões virais de trato respiratório e eliminar possibilidades”.
Com base no comportamento de outros vírus, o Brasil, teoricamente, leva vantagem pelo clima quente e úmido, condições que não facilitam tanto a replicação do vírus como temperaturas frias e ambientes secos, a exemplo do Hemisfério Norte. De todo modo, “tanto na contaminação de pessoas que estiveram em países de risco, quanto em um provável estágio de transmissão sustentada pela comunidade, os grupos de risco permanecem sendo indivíduos com mais de 60 anos e/ou portadores de doenças crônicas, como diabetes e problemas cardiovasculares”, diz Safadi.
Frente ao crescente número de informações falsas, como cura por meio de medicamentos, chás e efeitos colaterais da doença, o Ministério da Saúde criou uma plataforma com informações sobre o coronavírus. Para acessar, clique aqui.
Prevenção
A XP está tomando medidas internas com relação ao caso. Em e-mail enviado aos funcionários, a empresa pede que os profissionais acompanhem uma palestra com um especialista em saúde e anuncia que receberão um kit de higiene. A companhia pede ainda que os funcionários que transitaram por países monitorados pelo Ministério da Saúde (Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Camboja, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Japão, Singapura, Tailândia e Vietnã) permaneçam em casa.
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“Em uma medida preventiva, a empresa está recomendando aos colaboradores que estiveram em algum país da chamada “zona de risco” nas últimas duas semanas que trabalhem de casa por pelo menos 14 dias”, diz a nota enviada à imprensa.
Veja na galeria de imagens a seguir como se portar no ambiente de trabalho durante o surto do coronavírus:
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