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C-Suite: Raphael Denadai é o novo presidente da SKY Brasil

Acompanhe também a movimentação de outros 40 executivos C-Level na última quinzena

7 min
Divulgação/SKY
Divulgação/SKYNovo CEO da SKY Brasil: Raphael Denadai fala sobre indústria do entretenimento em 2021 e plataformas de streaming

Rebatizado, o C-Circuit – agora C-Suite – desta quinzena traz movimentações de executivos em várias áreas, com destaque para empresas do mercado imobiliário. O QuintoAndar, plataforma de locação de casas e apartamentos, nomeou Ana Pelegrini como vice-presidente de legal e head de diversidade e inclusão na companhia. Já na You,inc, incorporadora focada em imóveis residenciais compactos em São Paulo, contratou Bruno Vasques como chief financial officer (CFO), Mauricio Belo para a posição de chief operating officer (COO) e Bruna Gambôa como head de relações com investidores.

No segmento de assistência médica, o destaque foi a nomeação de Edvaldo Vieira como novo CEO da Amil. O executivo está na empresa desde 2016 e já ocupou os cargos de diretor executivo de operações e COO (chief operating officer). Já na publicidade, a novidade foi a fusão entre as agências BETC e HavasPlus, que deu origem à BETC HAVAS. A nova operação será comandada por Erh Ray nos cargos de CEO e CCO (chief creative officer).

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Nesta edição, o C-Suite conversou com Raphael Denadai, promovido a presidente da SKY, operadora de TV paga via satélite. Com 20 anos de experiência, o executivo atuava como VP de finanças da companhia, liderando as tomadas de decisões com análises e previsões de tendências de mercado.

Leia, a seguir, os planos de Denadai no comando da operadora:

Forbes: Com a pandemia, a indústria do entretenimento foi muito impactada. O que você espera para o setor como um todo em 2021?

Raphael Denadai: O setor de entretenimento passou, e ainda passa, por diversos desafios e mudanças por conta desse momento inédito que estamos vivendo. O segmento sempre esteve em busca de novas oportunidades e, desde o início da crise sanitária, vem se reinventando dia a dia. Apostamos na aceleração do processo de vacinação, que, com um plano de aplicação eficiente, garantirá segurança para que possamos voltar à normalidade, mesmo que aos poucos. As perspectivas para 2021 são, sem dúvida, melhores que as de 2020.

Nós, da indústria de conteúdo, tivemos o papel de levar entretenimento e informação para a casa da população durante o período de isolamento e seguimos com esse propósito, seja através da TV ou multiplataforma. A SKY, especificamente, pretende continuar a ser um centro de comodidade e diversão, levando informação e entretenimento ao consumidor. Este ano será de inovação, qualidade na entrega de nossos serviços e foco na distribuição do nosso conteúdo a todas as cidades do Brasil.

F: Que resultados o senhor deseja entregar nos seis primeiros meses no novo cargo?

RD: Continuarei a investir no nosso maior ativo – as pessoas – e, assim, aprofundar a mudança de cultura pela qual a SKY vem passando. Um lugar que seja cada vez mais colaborativo e menos hierárquico. Além disso, para mim, é muito relevante que a empresa seja cada vez mais diversa, com metas estabelecidas e mensuração de seis frentes: gênero, geracional, raça/etnia, LGBTQI+, identidade cultural/socioeconômica e religiosa. Isso é prioridade em todos os pontos de decisão nos processos de gestão de pessoas, sempre com envolvimento da alta liderança. Acredito muito no poder do cooperativismo e da representatividade para criar as melhores ideias e para a tomada de decisões.

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No caso dos negócios da companhia, quero investir mais em duas grandes características da SKY: sua capilaridade e capacidade de entregar produtos que atendam a diferentes perfis de consumidores. Precisamos estar ainda mais próximos do nosso público, entendendo as necessidades de regionalização, adaptando o nosso produto e ofertas às diferentes regiões do Brasil, que é um país continental e com diversas realidades econômicas e de acesso à informação.

Os primeiros seis meses serão fundamentais para que possamos fortalecer os laços com as pessoas – colaboradores, clientes e parceiros de negócios – por meio da entrega de produtos e serviços cada vez mais inovadores e com qualidade.

F: Durante os últimos anos, os serviços de streaming ganharam maior visibilidade no mercado. Quais são os desafios da SKY frente a essa realidade?

RD: Hoje, vivemos um momento de mudança de comportamento das pessoas em relação ao consumo de conteúdo e diversão. Logo, as empresas buscam novas iniciativas para agradar e fidelizar sua audiência.

A SKY acredita na complementaridade das plataformas digitais com a TV, disponibilizando maior variedade de programas para a audiência, que tem total liberdade para escolher o que mais lhe agrada. Nós reconhecemos a importância de acompanhar as mudanças nos hábitos de consumo para oferecer diversão em diferentes dispositivos e momentos. Nossa principal missão é oferecer o melhor do entretenimento e diversão para todos os brasileiros, e de estar cada vez mais presente na rotina dos nossos clientes.

O SKY Play, nossa plataforma de vídeo sob demanda, entrega conteúdos multiplataforma para que as pessoas possam assistir seus títulos preferidos onde e quando quiserem, seja ao vivo ou sob demanda. A ferramenta vem evoluindo a cada dia e, para este ano, a expectativa é crescer ainda mais, disponibilizando novas funcionalidades e ainda mais conteúdos, inclusive inéditos e exclusivos.

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A empresa também acredita em proporcionar acesso e democratização do entretenimento a uma grande parcela de brasileiros que não pode se comprometer com uma assinatura mensal do serviço de TV paga. O SKY Pré-Pago vem ficando ainda mais flexível graças ao lançamento de pacotes de recargas e micro recargas e o pay-per-view, levando filmes recém-lançados para cidades de todo país que não possuem salas de cinema. O nosso foco tem sido o aprimoramento da experiência do consumidor com a operadora.

Vale ressaltar também que nosso maior desafio hoje é a luta contra a pirataria. A pandemia trouxe uma massificação do acesso ilegal ao conteúdo, que aproveitou o momento para anunciar cada vez mais, em especial nas redes sociais, mecanismos de busca na internet e de digital advertising. Os piratas estão ligados ao crime e a SKY questiona como essas plataformas mantêm anúncios ligados à ilegalidade de ativos. A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) estima um prejuízo de R$ 500 milhões em sonegação e mais de R$ 10 bilhões em investimentos no segmento, além da destruição de milhares de postos de trabalho em todo o país.

Veja, abaixo, outras movimentações C-Level que ocorreram nos últimos 15 dias:

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