9 maneiras de mudar as engrenagens mentais e aumentar a resiliência

A nossa perspectiva em relação aos acontecimentos muda a forma como experimentamos a vida.

Redação
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John M Lund/Getty Images
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A nossa perspectiva em relação aos acontecimentos muda a forma como experimentamos a vida

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Imagine dois recém-formados igualmente talentosos no primeiro emprego. Um ano depois, ambos são demitidos em função de uma redução de custos. Um deles pensa: “Eu nunca fui bom o suficiente, meu chefe me odiava.” O outro decide: “Eu queria tanto esse trabalho que é melhor consertar meu currículo e aprender a lidar melhor com um chefe difícil”. Quem, dos dois, você acha que atravessa as adversidades mais rapidamente?

A perspectiva que temos em relação a tudo o que acontece na nossa vida muda fundamentalmente as nossas experiências.

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De acordo com uma reportagem do site “Mindful”, o próprio estresse pode ser definido como a percepção de que algo é mais do que conseguimos suportar. Quando enquadramos os desafios como superáveis, nós os ultrapassamos com mais facilidade (ou, pelo menos, começamos a enxergar o que vem adiante). Quando os enquadramos como fracasso, falhamos mais facilmente. Isso pode soar como o conselho mais banal e clichê de todos os tempos, mas é a base das pesquisas sobre resiliência.

Essa é uma característica que depende de como percebemos nossas vidas. Então, talvez fiquemos em pânico vendo nosso filho no palco pela primeira vez. E, como estamos ansiosos e preocupados, começamos a ruminar ideias. Nesses pensamentos existem camadas de suposições, perspectivas e filtros mentais: eu não o preparei o suficiente, ele vai se envergonhar, devo fazer algo para salvá-lo. Se sentimos que nosso papel é proteger as crianças de tudo, aquele momento no palco se torna miserável. Se reconhecermos que não podemos proteger nossos filhos de todas as dores, mas fizemos o nosso melhor, a experiência muda: estou quase tão estressado quanto ele, mas espero que tudo corra bem. Se não correr, estarei aqui para ajudar.

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A percepção em si é algo maleável – veja o treinamento de resiliência militar para soldados, por exemplo. Os participantes exploram armadilhas mentais, distorções habituais que prejudicam o bem-estar emocional. Esses “icebergs” podem ser tão simples quanto pensar que pedir ajuda é admitir o fracasso. Eles também podem incluir o foco no pior resultado possível de cada situação ou a minimização de algo que nos esteja oprimindo. Alguns podem ser críticos excessivamente ativos, fazendo-nos pensar que não somos bons o suficiente para administrar aquele quadro. Tudo isso são filtros que distorcem a perspectiva e nos afastam da resiliência.

Com a prática, aprendemos a manter esses padrões em alerta e a nos questionar: o que é válido e o que não é útil? Sem nos forçarmos a ser anormalmente positivos, observamos com curiosidade nosso próprio redirecionamento e o desenvolvimento de novos hábitos. Certo, meu filho está sozinho no palco agora, eu estou nervoso, mas preciso me soltar. Não é que todo desafio leva ao crescimento, mas aconteça o que acontecer, nós vamos passar por isso de alguma forma.

A incerteza e a mudança são coisas inevitáveis ​​na vida. Mas, se o único alívio que buscamos é lutar contra isso até a submissão, sofreremos um estresse desnecessário, já que nunca conseguimos o controle de tudo. E muito estresse muda não apenas como nos sentimos, mas as escolhas que fazemos no dia a dia.

Quando tentamos consertar tudo o que enfrentamos e buscamos uma imagem perfeita da felicidade, muitas vezes prejudicamos nossas melhores intenções. Há um tempo para a ação, mas muitas vezes há benefícios em pausar e deixar as coisas acontecerem. Podemos mudar nossa perspectiva para aceitar que não sabemos tudo. A percepção de que a vida pode ser qualquer coisa além de incerta nos empurra para longe de nossas versões mais hábeis e resilientes.

Veja, na galeria abaixo, 9 maneiras de aumentar a resiliência no dia a dia de acordo com a publicação especializada na técnica de atenção plena, com recomendações da American Psychological Association:

  • 1. Preste atenção em como você enfrenta os desafios

    Frequentemente, reforçamos os momentos desagradáveis ​​de maneiras que eles se tornam ainda mais difíceis. Observe como seu corpo se sente, suas emoções e para onde vão seus pensamentos. Você está projetando anos de dificuldade no futuro? Você se arrepende ou se ressente de algo? Além disso, comece a separar sua perspectiva da própria experiência. As crianças aprendem mais com o que você faz do que com o que você diz, de modo que sua resiliência – a maneira como elas vêem você abordar a adversidade – afeta o comportamento delas.

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  • 2. Preste atenção às suas atitudes em relação aos contratempos

    Muitas atitudes em relação às adversidades parecem declarações factuais. “Essas pessoas são assim.” “Meu filho nunca…” “Eu não sou o tipo de pessoa que…” Observe esses pensamentos habituais e se pergunte se são verdadeiros. Reconheça suas suposições pelo que são e veja se algo muda quando você se abre para outras possibilidades.

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  • 3. Atenção à regra da pausa

    Quando você se sentir desequilibrado devido a uma situação desafiadora, faça uma pausa. Pare o que estiver fazendo e respire lentamente, observe o que está acontecendo ao seu redor e em sua mente e, em seguida, escolha como proceder.

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  • 4. Faça conexões e aceite ajuda

    Valorize os relacionamentos com parentes e amigos próximos. Busque apoio quando necessário.

    Reprodução/Forbes
  • 5. Monitore as armadilhas mentais

    Quaisquer que sejam seus icebergs mentais, faça uma pausa, rotule-os e se redirecione. Ou seja, se você se sentir paralisado pelo medo, reconheça este fato e, em seguida, concentre-se novamente em algo útil a ser feito para recomeçar.

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  • 6. Cultive uma visão positiva de si mesmo

    Pegue o seu eu crítico em ação, deixe-o de lado e concentre-se em seus próprios pontos fortes. De qualquer forma, gostaria de ter feito diferente, mas não fiz. Qual seria a melhor maneira de agir agora?

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  • 7. Procure aceitar que a mudança e a incerteza fazem parte da vida

    Um equívoco comum que prejudica o bem-estar e a resiliência é lutar contra tudo o que está realmente além do nosso controle. Mesmo quando algo perturbador acontece, separe a experiência real de uma expectativa mais ampla de que aquilo “não deveria” ter acontecido.

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  • 8. Desenvolva metas e tome medidas decisivas

    Em vez de se desligar e desejar que o estresse desapareça, seja proativo. Quando as tarefas parecerem inatingíveis, pergunte-se: o que está ao meu alcance para me mover na direção que quero ir?

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  • 9. Cuide-se

    Envolva-se em atividades que você goste e considere relaxantes. Cuidar de si mesmo ajuda a manter a mente e o corpo preparados para a resiliência.

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1. Preste atenção em como você enfrenta os desafios

Frequentemente, reforçamos os momentos desagradáveis ​​de maneiras que eles se tornam ainda mais difíceis. Observe como seu corpo se sente, suas emoções e para onde vão seus pensamentos. Você está projetando anos de dificuldade no futuro? Você se arrepende ou se ressente de algo? Além disso, comece a separar sua perspectiva da própria experiência. As crianças aprendem mais com o que você faz do que com o que você diz, de modo que sua resiliência – a maneira como elas vêem você abordar a adversidade – afeta o comportamento delas.


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