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Mulheres nas finanças: conselhos de 5 CFOs para executivas que querem seguir carreira na área

Presença feminina no setor está crescendo gradativamente, aponta relatório da Russell Reynolds Associates

3 min

Gabriel Quintão
Gabriel QuintãoSilvia Vilas Boas [foto] é a chief financial officer responsável por toda a estratégia econômica do grupo Natura &Co LatAm
Elas ainda são raridade nas posições de liderança das áreas financeiras das corporações que atuam no Brasil, mas, gradativamente, esse cenário vem mudando. Atualmente, apenas 10% dos CFOs (chief financial officers) são mulheres, segundo pesquisa da companhia de recrutamento Assetz. O número é ainda menor entre as empresas listadas na Bolsa de Valores nos últimos seis anos: apenas 3,8%.

Felizmente, no entanto, dados recentes sobre as contratações de CFOs mostram que as companhias estão optando cada vez mais por executivas na hora de definir quem fica com a cadeira. A consultoria Russell Reynolds Associates divulgou que, no primeiro semestre de 2021, 50% de seus clientes brasileiros contrataram mulheres para a posição, um salto de quase 30% em relação aos últimos quatro anos. De acordo com o levantamento, além da demanda por diversidade, a valorização das soft skills é um dos motivos por trás do salto nas estatísticas.

LEIA MAIS: 9 CFOs de grandes empresas dão dicas para quem quer ter sucesso na área financeira

Apesar das competências valiosas, elas demoram mais para chegar à liderança

O estudo da consultoria, batizado de “Tendências sobre as Lideranças de Finanças”, revelou que 80% das companhias cobram técnica e visão estratégica de seus diretores financeiros, enquanto 75% prezam pela parceria com o negócio. Além disso, as empresas também destacaram quesitos como a capacidade de lidar com investidores e de desenvolver equipes mais unidas.

Tais habilidades aparecem justamente atribuídas às lideranças femininas no estudo “O Perfil do CFO no Brasil”, conduzido pela Assetz. O relatório mostrou que apenas as mulheres indicaram o domínio da comunicação efetiva como um dos seus principais atributos, além de 62% delas se considerarem mais claras quanto às expectativas e a solução de problemas.

Outro ponto de destaque é que o desenvolvimento das competências comportamentais não facilita a jornada até o comando. A pesquisa mostrou que as executivas tendem a demorar, em média, dois anos a mais para alcançarem a posição de chief financial officer quando comparadas aos homens. Por fim, 85% das entrevistadas afirmam que conquistaram a vaga graças a promoções internas em empresas onde elas já trabalhavam.

De olho no aumento da presença feminina em cargos de CFO, a Forbes convidou cinco executivas que atuam como chief financial officers para contarem a sua trajetória e inspirarem mulheres que desejam traçar o mesmo caminho. Veja o que elas disseram na galeria abaixo:


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