Antes mesmo da abertura da Copa do Mundo, nesta quinta-feira (11), e da estreia da Seleção Brasileira, muitas empresas já levaram o clima de torcida para o escritório. Embora os primeiros jogos do Brasil aconteçam fora do horário comercial, grandes companhias criaram iniciativas para engajar as equipes durante o expediente — com ações que vão desde campeonatos internos de futebol a álbuns de figurinhas protagonizados pelos próprios funcionários.
O esforço não é à toa. Segundo sondagens recentes da consultoria Robert Half, que ouviu quase 300 profissionais, cerca de metade dos entrevistados afirma que momentos como a Copa ajudam a fortalecer os vínculos entre times e lideranças. “Daqui 5 ou 10 anos, as pessoas podem não se lembrar das metas que entregaram, mas com certeza vão se lembrar de quem estava com elas e dividiu a emoção nesses momentos”, afirma Raphael Bozza, VP de Pessoas do iFood. A sede da gigante do delivery, em São Paulo, está equipada com telões para os funcionários assistirem aos jogos.

A pesquisa também indica o que realmente engaja os profissionais. Quando o objetivo é fortalecer o clima organizacional, 57% preferem experiências coletivas e eventos internos promovidos pela companhia. O tradicional “bolão“, por sua vez, tem apenas 16% da preferência.
No entanto, as empresas também precisam lidar com o outro lado da moeda no período festivo. Uma pesquisa da UKG, plataforma de inteligência artificial para recursos humanos, estima que a Copa do Mundo pode custar aos empregadores globais cerca de US$ 17 bilhões em perda de produtividade.
Veja, a seguir, iniciativas das empresas para a Copa do Mundo que vão além do óbvio
Competições internas
A Centauro colocou os funcionários em campo com a “Copa Centauro”, um campeonato de futebol no formato 3×3 focado em integrar as equipes corporativas. Na mesma linha, a Reserva instalou estações para desafios de embaixadinhas nas sedes, incentivando a movimentação durante as pausas do expediente.
Para quem prefere os esportes virtuais, a Getnet substituiu a bola pelo controle. A empresa estruturou torneios de FIFA nos seus auditórios de São Paulo e Porto Alegre, onde os colaboradores representam diferentes países em chaves eliminatórias que duram um dia inteiro.
O clima competitivo influenciou até mesmo disputas que vão além do futebol. O hospital Hcor criou a “Competição de Higiene das Mãos”, dividindo áreas da instituição como seleções de diferentes países. A iniciativa busca impulsionar a adesão aos protocolos de segurança em todos os setores.
A febre das figurinhas: do protagonismo à caça ao tesouro

A dinâmica de troca de figurinhas foi uma das principais apostas das empresas para colocar os funcionários em evidência. Na Cimed, os colaboradores substituem os jogadores no álbum corporativo. A empresa aplicou um quiz sobre a história da companhia para decidir quem ilustraria as páginas e os painéis físicos nos escritórios.
Já na Ânima Educação, o álbum virou um aplicativo gamificado. Cada instituição do ecossistema funciona como uma “seleção” e os funcionários atuam como “técnicos”, precisando interagir física e digitalmente para encontrar figurinhas de profissionais de destaque e fatos históricos da comunidade acadêmica.

Além dos álbuns personalizados, as empresas passaram a promover momentos e pontos de troca das figurinhas do livro oficial da Copa. Na startup de tecnologia B2B Compra Agora o escritório virou palco para uma verdadeira caça ao tesouro, escondendo pacotinhos pelas estações de trabalho e promovendo “dias-surpresa” de distribuição. Já o iFood apostou no “Álbum Compartilhado” na cafeteria: um exemplar único em que cada funcionário tem a missão de colar uma figurinha.
Clima de Copa

Além da clássica decoração de bandeirinhas nos escritórios, algumas empresas decidiram quebrar a rotina de trabalho com elementos surpresas. A Amazon e a Cimed, por exemplo, levaram o Canarinho, mascote da CBF, para visitas às instalações e fábricas. Enquanto isso, o iFood equipou sua sede, em São Paulo, com telões de alta definição para transmitir os jogos, junto de um mascote inflável de três metros.
