Na tarde ensolarada do último sábado (6), sem uma nuvem no céu, Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank subiram ao palco na Enseada de Botafogo, cartão postal ao vivo emoldurado pelo Pão de Açúcar e o Cristo Redentor, para anunciar o início do primeiro Global Citizen Live no Rio.
Um show gratuito que começou comLudmillae culminou num encontro entreMs. Lauryn Hill e Wyclef Jean, no ano em que o icônico álbum The Score, dos Fugees, completa 30 anos. Lauryn Hill presenteou o público com seus hits e uma versão funk absolutamente inesperada de Killing Me Softly. O público foi ao delírio. E o Cristo Redentor foi iluminado de vermelho em homenagem ao logo da organização.

Mas o Global Citizen Live não é um show. É parte de algo muito maior.
Trata-se do maior movimento do mundo voltado ao combate à pobreza extrema. Desde sua criação, ajudou a mobilizar mais de US$ 50 bilhões em compromissos globais, impactando mais de 1,3 bilhão de vidas.
Sua presença no Rio não foi pontual, é estrutural. A parceria com a Rio Nature & Climate Week é permanente, e a ideia é clara: tornar o Rio uma plataforma recorrente, no mesmo nível daClimate Week de Nova York e Londres.
A semana aconteceu com programação distribuída por diferentes pontos da cidade e no dia 4 de junho aconteceu oGlobal Citizen NOW: Rio de Janeiro, que reuniu líderes para uma tarde de debate e compromissos sobre clima, energia, educação, saúde e desenvolvimento sustentável. Nomes como a modelo brasileiraLaís Ribeiroe o ex-jogadorDiego Ribastambém estiveram presentes, reforçando a presença da cultura e do esporte nessa conversa. Essa foi a terceira edição do evento no Brasil, depois do Rio, em 2024, e de Belém, em 2025.
E o show? Os números já antecipavam uma noite fora do comum: mais de 1 milhão de ações realizadas na plataforma e mais de 100 mil inscrições para ingressos vindas de todo o Brasil e do mundo. Mas a grande virada do Global Citizen está na premissa: pela primeira vez, quem se dá bem é quem faz o bem. Os ingressos para a área reservada não se compram. Se conquistam, por meio de ações reais no aplicativo, mobilizando apoio à agricultura sustentável na Amazônia e ao FIFAGlobal Citizen Education Fund. Quanto mais você age, mais acesso você tem.
“Se há um país que realmente sintetiza o espírito da cidadania global, esse país é o Brasil, e em particular esta cidade, o Rio”, disseMick Sheldrick, cofundador e diretor de Políticas Públicas do Global Citizen.
Durante o show, Sheldrick anunciou uma marca expressiva: 50 milhões de dólares já arrecadados para oFIFA Global Citizen Education Fund. A iniciativa tem como meta ultrapassar os100 milhões de dólarespara levar educação de qualidade e futebol a crianças em mais de200 países. O modelo é tão simples quanto ambicioso: cada ingresso vendido da Copa do Mundo reverte um dólar para o fundo. E cada vez que a música deShakira, Daidai, é tocada nas plataformas de streaming, mais dinheiro vai para lá. O ex-jogadorKakáintegra o conselho. E na final da Copa do Mundo de 2026, pela primeira vez na história, haverá um halftime show oficial:Madonna, Shakira e BTS, com curadoria deChris Martin, do Coldplay. Um momento que vai unir bilhões de pessoas em torno de uma causa.
Na segunda-feira,Hugh Evans, fundador e CEO do Global Citizen, anunciou em Nova York o maior watch party da Copa do Mundo: dia 19 de julho no Central Park, para 50 mil pessoas. O ingresso? O mesmo de sempre. Conquistado fazendo o bem.
Há dois momentos em que as pessoas vivem verdadeiramente de forma coletiva: shows de música e espetáculos esportivos. São neles que você e milhares de pessoas compartilham a mesma emoção ao vivo, a euforia de cada gol, os versos cantados em coro, a sensação de estar unido por um momento e por uma causa. As pessoas buscam se conectar de verdade, antes de viralizar.
O Global Citizen sabe disso há muitos anos. E agora, na final daCopa do Mundo de 2026, une esses dois mundos: música e esporte, com propósito. Afinal, são pessoas inspiradas e emocionadas que mudam o mundo.