Premiê britânico diz se manter no cargo para cumprir prazo de 31 de outubro do Brexit

Reuters
Johnson se recusou novamente a explicar como planeja driblar lei e cumprir sua promessa do Brexit

Boris Johnson prometeu hoje (29) permanecer como primeiro-ministro britânico mesmo que não consiga um acordo para o país deixar a União Europeia (UE), dizendo que apenas seu governo conservador pode efetivar o Brexit em 31 de outubro.

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No início da conferência anual de seu partido na cidade de Manchester, Johnson busca reunir seu partido com a mensagem “faça ou morra” de que ele entregará o Brexit até o final de outubro, com ou sem um acordo.

Mas há obstáculos a serem esclarecidos, entre os quais Johnson chama de “ato de rendição” — a lei aprovada pelo Parlamento para forçar o primeiro-ministro a solicitar um adiamento do Brexit se ele não garantir um acordo com Bruxelas até uma cúpula da UE em 17 e 18 de outubro.

Johnson se recusou novamente a explicar como planeja driblar essa lei e cumprir sua promessa do Brexit, aprofundando a incerteza sobre a maior mudança comercial e de política externa do Reino Unido em mais de 40 anos.

“As pessoas podem perceber que este país está se aproximando de um importante momento de escolha e temos que seguir em frente e entregar o Brexit no dia 31 de outubro. Vou seguir em frente”, disse ele à BBC.

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Questionado se renunciaria para evitar ter que pedir um adiamento, Johnson afirmou: “Não, comprometi-me a liderar o partido e meu país em um momento difícil e vou continuar fazendo isso. Acredito que é minha responsabilidade.”

Os parlamentares da oposição têm criticado a referência de Johnson ao “projeto de lei de rendição”, dizendo que seu modo de falar está provocando ainda mais divisão em um país que permanece dividido desde o referendo de 2016 sobre a permanência na UE.

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