Ibovespa cai com novos dados sobre coronavírus

David Ryder - REUTERS
Nova metodologia de contagem de casos de infecção pelo coronavírus estressa mercados

A atualização sobre o avanço do coronavírus deixa mercados estressados hoje (13) com bolsas estrangeiras em queda e aqui, no Brasil, o Ibovespa acompanhando com perdas desde o início dos negócios.

Parte dos participantes do mercado já desconfiava da metodologia usada para a contagem do avanço da doença Covid-19, causada pelo coronavírus. De ontem para hoje, o número de casos contabilizados na província de Hubei, no centro do país, saltou e chamou a atenção do mundo. Por fim, o governo chinês admitiu que alterou a forma de diagnosticar e contar casos da doença.

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Os números totais da China chegam a quase 60 mil infectados e cerca de 1400 mortes.

O Japão anunciou a primeira morte no país pelo coronavírus.

Aqui no Brasil, às 14h57, horário de Brasília, o índice Bovespa caía 1,05% aos 115.450 pontos.

Entre as principais perdas do Ibovespa, Bradesco (BBDC3) com desvalorização de 2,63% a R$ 31,43, Santander (SANB11) com queda de 2,62% a R$ 41,56, Rumo (Rail3) com queda de 2,62% a R$ 23,80, Ecorodovias (ECOR3) que caía 2,50% a R$ 17,16 e Hypera (HYPE3) com recuo de 2,49% a R$ 38,03.

No topo dos ganhos do Ibovespa desde o início dos negócios, as ações da Suzano após a divulgação dos resultados de 2019. A indústria de papel e celulose registrou um lucro líquido de R$ 1,175 bilhão no quarto trimestre, com uma baixa de 61% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar da queda no resultado, o número veio acima do esperado pelo mercado e as ações SUZB3 tinham valorização de 4,25% a R$ 41,70.

Ainda na lista das maiores altas, Cogna (COGN3) que avançava 3,28% a R$ 11,98, Marfrig (MRFG3) com ganhos de 2,97% a R$ 11,10, WEG (WEGE3) que subia 2,31% a R$ 45,59 e B2W (BTOW3) com mais 2,02% a R$ 72,36.

No mercado de câmbio, o dólar segue em queda após o anúncio do Banco Central de realização de leilão de swap cambial reverso na tentativa de frear a valorização em relação ao real. A operação pode ser considerada um instrumento derivativo que funciona como uma espécie de compra de dólar no mercado futuro.

O dólar caía 0,21% a R$ 4,34 em relação ao real, e o euro perdia 0,48% a R$ 4,71.

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Luciene Miranda é jornalista especializada em Economia, Finanças e Negócios com coberturas independentes na B3, NYSE, Nasdaq e CBOT

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