TozziniFreire evolui programa de inovação e conquista gigantes de tecnologia

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Fernando Serec, CEO da TozziniFreire Advogados: “Nos posicionamos no ecossistema de forma proativa”

Com uma carteira recheada de gigantes de tecnologia, o escritório de advocacia paulistano TozziniFreire avança com seu programa de inovação para atender às demandas externas e acelerar sua própria reinvenção.

Resultado da consolidação de iniciativas anteriores e oficializado há pouco mais de um ano, o programa ThinkFuture (TF) foi criado como resposta às novas oportunidades de negócio apresentadas pelas imperativas digitais do mercado, as mudanças no setor jurídico e a necessidade de fazer com que tecnologia, inovação e empreendedorismo se tornem elementos-chave da cultura da empresa.

O ecossistema de startups e Big Techs começou a tomar nota das iniciativas da TozziniFreire, que investe 12% de sua receita no programa de inovação. O portfólio de empresas de tecnologia, que responde por cerca de 25% da receita total do escritório, já conta com empresas como a Facebook, WhatsApp, Uber, Nubank, Rappi e QuintoAndar e tem tido um crescimento consistente desde o início do programa.

Além de atrair mais negócios, o que a empresa descreve como o primeiro programa de inovação de um escritório de advocacia “full-service” brasileiro tem gerado outros resultados: as diversas atividades do TF incluem a organização ou participação em mais de 50 eventos nacionais e internacionais sobre temas que tratam da intersecção entre direito, tecnologia e inovação, eventos internos sobre temas como criptomoedas e blockchain, bem como workshops de Visual Law, abordagem que propõe uso de soluções gráficas para facilitar a compreensão de conteúdo jurídico.

“Sei que outros escritórios estão olhando para questões de inovação e tecnologia, mas não vejo programas tão bem estruturados [quanto o ThinkFuture]”, diz Fernando Serec, CEO da TozziniFreire. “Sempre buscamos ser um benchmark em questões digitais e agora nos posicionamos no ecossistema de forma proativa.”

Segundo o CEO, trazer as lideranças da área de RH e TI, bem como a coordenação do advogado especialista em tecnologia e inovação, Victor Cabral Fonseca, foi essencial para o sucesso do programa, que já envolveu de alguma forma todos os 500 advogados do grupo. “Minha participação como CEO também foi importante para mostrar a importância do programa para a sociedade e estimular o envolvimento de todos os advogados”, acrescenta.

A produção intelectual de artigos sobre inovação é outra área de foco do TF, com temas que incluem as implicações legais de carros autônomos e fake news. Nesse último, o escritório trabalhou com o Facebook na realização de workshops e elaboração de materiais sobre o assunto, com base em diversos debates envolvendo a Big Tech, o Tribunal Superior Eleitoral e advogados da TozziniFreire, que se tornaram experts no assunto.

Os eventos também abordam diversos ângulos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entra em vigor em agosto deste ano e gera um volume de negócios significativo para o escritório. Segundo Serec, atividades relacionadas à LGPD geraram um aumento de 80% em receita no ano passado e a previsão de crescimento é de 60-70% para este ano, com o surgimento de casos de contencioso relacionado a dados.

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Victor Cabral Fonseca, coordenador do ThinkFuture

NUTRINDO O ECOSSISTEMA

Segundo Victor Fonseca, que coordena o TF, o programa conta com o apoio de atores do ecossistema como a Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L) e da aceleradora Ace, e já realizou uma série de testes de tecnologias desenvolvidas por startups. Atualmente, existem quatro grandes projetos em andamento, que tem gerado benefícios para todos os envolvidos:

“A colaboração com os empreendedores e a atuação muito próxima da AB2L faz com que estes produtos cresçam de fato e se tornem importantes no dia a dia dos advogados brasileiros”, ressalta Fonseca, acrescentando que oferecer a possibilidade de testar produtos no escritório é “valiosíssimo” para startups.

“O que vemos atualmente é um grande número de [lawtechs e legaltechs] e a maioria ainda está com produtos em validação: ser relevante nesse momento é ser colaborativo, ajudar na validação desses produtos e na conversão de MVPs em produtos com relevância para os advogados, que são os clientes finais”, aponta.

Apesar de o TF ser um programa de inovação interna, o trabalho de conexão com parceiros como associações, entidades e aceleradoras é pensado para servir como uma via de mão dupla, diz Fonseca. “Dessa forma, conseguimos entender o que essas esferas querem e ensinar os nossos profissionais: ao mesmo tempo em que eles aprendem, esses advogados também geram valor para o ecossistema.”

Para este ano, a TozziniFreire pretende ampliar o escopo de suas iniciativas de fomento com ações que atendam seus clientes e os advogados da empresa. Fonseca espera que nos próximos meses, o programa esteja ainda mais disseminado no escritório e mais projetos sendo originados internamente.

“Quando penso no ThinkFuture em sua forma ideal, vejo o programa como um espaço dinâmico, onde advogados também trarão ideias e farão com que elas cresçam”, aponta. “Assim, cresceremos sem que o programa seja o originador, mas também o receptor e propagador dessas ideias.”

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FIA define agenda de curso de políticas públicas em inovação

A Fundação Instituto de Administração (FIA) definiu as datas de seu curso de relações institucionais e governamentais em ecossistemas de inovação. O programa busca desenvolver as competências necessárias para trabalhar as novas demandas que surgem com modelos de negócio disruptivos.

Coordenado por Vítor Magnani (foto), presidente da Associação Brasileira Online to Offline e diretor de políticas públicas na Loggi, o curso é co-realizado pelo Instituto Startups e terá um corpo de professores convidados com profissionais de políticas públicas atuantes em diversas startups, como Bruno Magrani, do Nubank; Paulo Dallari, da 99; Juliana Minorello, da Tembici , e Flávia Matos, do Airbnb. O curso será nos dias 02, 04, 09, 11, 16, 18, 23 e 25 de março, das 18h45 às 22h45 na unidade Pinheiros da FIA, em São Paulo.

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Toro Investimentos é apontada como potencial unicórnio brasileiro

Enquanto comandava um roadshow por Nova York, São Francisco e Palo Alto, no início deste ano, em busca da próxima rodada de investimentos, Gabriel Kallas, sócio-fundador da Toro Investimentos, ficou sabendo que a fintech tinha sido incluída pela Tracxn, plataforma de pesquisa que trabalha para alguns dos principais fundos de venture capital do mundo, na categoria Top Fintech Minicorn do Soonicorn Club of Brazil, uma lista das startups brasileiras mais promissoras, com potencial de valer mais de US$ 1 bilhão nos próximos anos.

“Esse é um reconhecimento do nosso trabalho muito importante, mas também ajuda a perceber o bom momento que o país vive. O Brasil não é mais um tema estranho ao resto do mundo em inovação e está sendo observado”, diz o criador da plataforma de investimentos e corretora de valores que fechou 2019 com quase 200 mil contas. Para Kallas, 2020 tem tudo para ser um ano diferenciado no ecossistema das startups que lidam com investimentos. “A queda nos juros, o IPO da XP, a maturidade do venture capital e o potencial do país nessa área são fatores muito positivos.”

Sobre o novo aporte, Kallas não revela a expectativa de volume, mas espera que a iniciativa seja concretizada ainda no primeiro trimestre do ano. “Os recursos serão destinados à tecnologia e ações de marketing para captação de novos clientes, gerando escala para a operação. Não temos pressa para virar um unicórnio, queremos uma boa experiência para o cliente e um negócio saudável e de impacto.”

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C6 Bank lança cartão virtual e expande programa de recompensas

O banco digital C6 Bank lançou um cartão virtual e expandiu seu programa de recompensas Átomos. Os novos recursos, divulgados com exclusividade para esta coluna, estão disponíveis para usuários Android e em breve a versão para iOS estará liberada.

O recurso de cartão virtual do C6, também oferecido por outros emissores brasileiros, é uma resposta às demandas de consumidores por privacidade e segurança em transações online: cartões virtuais gerarão até US$ 14 milhões em receita para emissores de cartões até 2022, segundo a Juniper Research. Emitido de forma imediata através do app do banco, o número do cartão virtual do C6, bem como o código de verificação de três dígitos, é alterado com frequência, sem que o usuário precise gerar um novo cartão.

O programa Átomos, que já existia para quem tinha o cartão C6 Carbon desde o lançamento do banco no ano passado, agora atende clientes do cartão isento de anuidade. A novidade é que será possível acumular pontos com compras no crédito e no débito: por exemplo, clientes que gastarem R$ 1 mil por mês durante um ano ganham 360 pontos. Quem gastar o mesmo no crédito, acumula 600 pontos.

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Evento discute segurança e cidadania na internet

Empresas, comunidade científica e tecnológica, terceiro setor e governo se reunirão no Dia da Internet Segura (11 de fevereiro) para discutir o bem-estar na era digital, segurança, privacidade, criptografia, educação para o uso seguro e consciente da internet, inteligência Artificial, liberdade de expressão e desinformação online. O evento, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), em conjunto com a SaferNet Brasil é parte de uma programação de mais de 40 atividades, que acontecem em todo o país.

A programação do evento, que será das das 8h30 às 18h no Auditório Edifício Bolsa de Imóveis em São Paulo, inclui a participação de representantes da Google, WhatsApp, Facebook, Vivo e outras empresas, e palestrantes como Fernanda Domingos, procuradora da República e coordenadora do grupo de combate aos crimes cibernéticos no Ministério Público Federal em São Paulo.

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Gerdau e Qualcomm apoiam ensino de tecnologia na rede estadual de SP

Com o apoio da iniciativa privada e do terceiro setor, aulas semanais de tecnologia terão lugar na grade de escolas da rede pública do estado de São Paulo. O componente de tecnologia e inovação do Programa Inova Educação contemplará 2 milhões de alunos em 3,8 mil escolas da rede. O ensino de tecnologias digitais da informação e comunicação será abordado em um dos eixos, enquanto outro pilar abordará letramento digital e pensamento computacional, tratando questões relativas a dados, segurança da Internet, notícias falsas, cidadania digital, programação e robótica.

A Secretaria de Educação do Governo do Estado de São Paulo terá a colaboração da Qualcomm e da Gerdau para a execução do programa. Ambas as empresas participaram através de doações ao Grupo + Unidos, fundo de investimento social idealizado pela Embaixada Americana, por meio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional. A associação tem o envolvimento de diversas empresas norte-americanas com presença no Brasil e atua na capacitação tecnológica de jovens brasileiros.

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M&As de empresas de internet crescem em 2019

As fusões e aquisições (mergers and acquisitions, ou M&As, na sigla em inglês) envolvendo empresas de internet cresceram no Brasil no ano passado: houve um aumento de 73% nesse tipo de transação em relação a 2018. Forem 293 transações envolvendo empresas cujo core business é digital. Destas, 173 aconteceram entre empresas brasileiras e 109 foram lideradas por empresas estrangeiras.

Transações protagonizadas por empresas brasileiras que compraram organizações internacionais e baseadas fora do Brasil, como a mineira Rock Content, que comprou a norte-americana ScribbleLive em dezembro, ainda são poucas: sete operações deste tipo aconteceram em 2019. Em quatro transações, empresas estrangeiras adquiriram empreendimentos de estrangeiros estabelecidos no Brasil.

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CX é menos importante que eficiência operacional na AL

Melhorar experiência operacional é a prioridade das estratégias de transformação digital na América Latina, segundo um novo estudo sobre o tema da consultoria Frost & Sullivan. O mesmo padrão se repete em empresas na Ásia. Por outro lado, melhorar a satisfação e experiência do cliente (customer experience, ou CX, na sigla em inglês) é a meta das empresas na América do Norte e na Europa em 2020.

Segundo o estudo, os setores mais avançados na transformação digital são varejo e transportes. Mais de dois terços das empresas consultadas acreditam que o departamento de vendas e marketing será o mais impactado pelas mudanças que estão liderando. Entre os desafios, o custo de integração é um dos maiores problemas na jornada de digitalização.

Entre as tecnologias mais mencionadas entre os mais de 1.600 executivos de 14 países que participaram do estudo, está a Internet das Coisas, em uso por 65% das empresas consultadas, sendo que destas, 42% executam os projetos através de parceiros. Inteligência artificial (IA) é outra tecnologia de destaque no estudo, e bancos e seguradoras, bem como organizações do setor de TI e comunicações, estão entre as mais avançadas no uso de IA.

Angelica Mari é jornalista especializada em inovação há 18 anos, com uma década de experiência em redações no Reino Unido e Estados Unidos. Colabora em inglês e português para publicações incluindo a FORBES (Estados Unidos e Brasil), BBC, The Guardian e outros.

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