Dólar tem queda acentuada ante real em meio a esperanças de estímulo econômico

Investidores ainda seguem atentos a intervenções do Banco Central do Brasil nos mercados.

Forbes Daily, com Reuters
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Às 10:00, o dólar recuava 1,17%, a R$ 5,0443 na venda

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O dólar ampliava a queda da véspera (19) contra o real hoje (20), voltando a se aproximar de R$ 5 em meio a esperanças globais de estímulo econômico em resposta ao coronavírus, com os investidores ainda atentos a intervenções do Banco Central do Brasil nos mercados.

Às 10:00, o dólar recuava 1,17%, a R$ 5,0443 na venda, enquanto o dólar futuro cedia 1,06%, a R$ 5,046.

LEIA MAIS: Dólar tem maior queda desde outubro de 2018 com esforços de BCs globais

Em todo o mundo, as autoridades corriam para fornecer apoio aos mercados, que nas últimas semanas foram assolados por uma onda de aversão a risco.

A Comissão Europeia disse hoje que está estudando a flexibilização das regras da dívida para os estados membros e a emissão de títulos comuns, enquanto o Senado dos EUA debate um pacote de mais de US$ 1 trilhão que incluiria ajuda financeira direta para os norte-americanos. Ao mesmo tempo, fontes disseram à Reuters que a China deve liberar trilhões de iuanes em estímulo fiscal.

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“Hoje, os mercados internacionais exibem certo otimismo em relação às medidas que estão sendo adotadas pelos governos no âmbito global”, disse em nota Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora.

No exterior, as principais moedas arriscadas, como dólar australiano, peso mexicano, lira turca e rand sul-africano tinham alta contra a divisa norte-americana. Enquanto isso, o índice do dólar frente a rivais fortes recuava cerca de 0,8%, numa sessão em que a divisa mais líquida do mundo perdia contra 28 de seus 33 principais pares.

No cenário doméstico, neste pregão, o BC acolherá, entre 10h e 14h, propostas para operações compromissadas em moeda estrangeira, modalidade de operação anunciada antes pela autoridade monetária com o objetivo de garantir o bom funcionamento dos mercados.

“Registre-se que a última vez que a autoridade monetária realizou esse tipo de operação foi em 2008 quando da crise do subprime nos Estados Unidos”, comentou Gomes da Silva. “Na prática, essas operações equivalem a ‘repos’, que também têm sido amplamente implementadas por outros bancos centrais, como consequência da crise.”

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Esta era a segunda sessão de queda do dólar, que fechou em baixa de 1,83% ontem, a R$ 5,1041 na venda, maior desvalorização percentual diária desde 8 de outubro de 2018.

No entanto, a divisa norte-americana ainda acumulava alta de 4,44% na semana contra o real. No ano, os ganhos do dólar eram de cerca de 25% até hoje.

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