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Ibovespa Encerra Acima de 174 Mil Pontos com Embraer em Alta e Dólar em Queda

É a primeira vez em cerca de um mês que o índice ultrapassa esse patamar; moeda americana fechou o dia cotada a R$ 5,16

5 min

O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, avançou nesta sexta-feira, fechando acima dos 174 mil pontos pela primeira vez em cerca de um mês e assegurando a segunda semana consecutiva de alta, embora a liquidez no dia tenha sido reduzida em razão de feriado nos Estados Unidos. 

O índice subiu 0,84%, a 174.247,45 pontos, acumulando um acréscimo de 0,55% na semana, segundo dados preliminares. Na máxima, chegou a 174.664,35 pontos. Na mínima, a 172.790,39 pontos. A última vez que o Ibovespa fechou acima dos 174 mil pontos foi em 2 de junho, quando terminou a 174.197,64 pontos. 

Embraer figurou entre os suportes positivos no dia, após dados de entrega de aviões no segundo trimestre, enquanto ISA Energia foi destaque negativo com potencial oferta de ações no radar. 

O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$12,75 bilhões, de média diária de R$33,9 bilhões no ano, com as bolsas norte-americanas fechadas por feriado antecipado pelo Dia da Independência, que neste ano é no sábado, dia 4.

Na visão do especialista em investimentos Josias Bento, sócio da GT Capital, não é possível ler qualquer tendência do desempenho do Ibovespa nesta sessão, dado que foi um pregão marcado pela baixa liquidez.

“O mercado operou em um ambiente mais morno e com volume de negociações significativamente reduzido.”

Estrategistas do JPMorgan destacaram que os preços estão favoráveis, mas não constituem, por si só, um catalisador para impulsionar a bolsa brasileira.

Em relatório a clientes, reiteraram “overweight” para as ações brasileiras, mas com posicionamento mais seletivo, e citaram que a fraqueza dos fluxos e as eleições de outubro são importantes fontes de volatilidade.ltr

 Destaques

• EMBRAER ON subiu 2,08%, após a fabricante de aviões divulgar na noite da véspera que entregou65 aeronaves no segundo trimestre, aumento de 7% em relação ao mesmo período de 2025.

• ISA ENERGIA PN caiu 4,29%, após a transmissora de energia anunciar mais cedo nesta sexta-feira que está avaliando a possibilidade de realizar uma ofertasubsequente primária de ações preferenciais estimada em R$650 milhões.

• ULTRAPAR ON avançou 3,5%, fechando em uma máxima desde o final de maio. Tal desempenho ocorre após a ação fechar junho quase no zero a zero depois de uma queda de 13,6% em maio.

• NATURA ON valorizou-se 1,95%, um dia após a fabricante de cosméticos anunciar programa de recompra de açõesde até 28,6 milhões de papéis, correspondentes a 3,4% das ações em circulação, com prazo de 12 meses.

• AXIA ON caiu 0,52%, após desfecho de relicitação de projetos de transmissão de energia. O consórcio Olympus, formado pela companhia e pela Alupar, venceu os quatro projetos do leilão nesta sexta-feira. ALUPAR UNIT subiu 0,79%.

• ITAÚ UNIBANCO PN avançou 0,64%, em sessão positiva para a maioria dos bancos do Ibovespa. BANCO DO BRASIL ON cedeu 0,1%, tendo no radar anúncio de R$210 bilhões para o financiamento da safra 2026/27.

• VALE ON subiu 0,77%, mesmo em dia de fraqueza dos futuros do minério de ferrona China.

• PETROBRAS PN subiu 0,76%, tendo de pano de fundo uma alta modesta do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON avançou 0,74% e BRAVA ON fechou com acréscimo de 0,06%, com dados de produção de ambas no radar.

Dólar cede

O dólar fechou em baixa ante o real, acompanhando o viés negativo para a moeda norte-americana no exterior, ainda refletindo dados da véspera sobre o mercado de trabalho dos EUA. O feriado antecipado do Dia da Independência manteve os mercados fechados nos EUA nesta sexta-feira, o que reduziu a liquidez em todo o mundo.

O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,76%, aos R$ 5,16. No acumulado da semana, a divisa mostrou estabilidade, com queda de apenas 0,02%. No ano, o dólar passou a acumular baixa de 5,83% ante o real.

Às 17h06, o dólar futuro para agosto – atualmente o mais negociado no mercado brasileiro – cedia 0,73% na B3, aos R$ 5,20, mas a liquidez era limitada, com apenas cerca de 118 mil contratos transacionados.

Na quinta-feira, a moeda norte-americana havia fechado praticamente estável no Brasil, com o câmbio pressionado pelo noticiário político local, mas a tendência geral ante as demais moedas foi de baixa, na esteira dos dados do mercado de trabalho dos EUA.

O Departamento do Trabalho dos EUA revelou que a economia do país gerou 57 mil postos de trabalho em junho, abaixo dos 110 mil projetados por economistas em pesquisa da Reuters. Os números esfriaram as especulações de alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo, penalizando o dólar.

O movimento continuou nesta sexta-feira, com o dólar em baixa ante o euro, a libra, o peso chileno e o peso colombiano, entre outras divisas. Desta vez, o real acompanhou. Após registrar a cotação máxima de R$ 5,19 (-0,16%) às 9h18, ainda na primeira meia hora de negociações, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,16 (-0,82%) às 12h15, para depois encerrar perto disso.

No exterior, às 17h09 o índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – caía 0,11%, a 100,860.

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