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Conscientização sobre Gliomas: Como Informação e Atenção Podem Salvar Vidas

Iniciativas sobre gliomas ajudam a diagnosticar cedo e mostram como informação e empatia fazem a diferença

4 min

Recentemente foi lançada no Brasil a campanha “Isso é um Glioma”, apresentada durante o 12º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer, evento importante que reúne pacientes, oncologistas, profissionais da área e entidades de saúde em São Paulo. A iniciativa da farmacêutica francesa Servier busca preencher uma lacuna de informação sobre esse tumor, que apesar de ser o câncer cerebral primário mais comum, ainda é pouco conhecido pela população.

O destaque foi o movimento #PelaNossaCabeça, com imagens dos diferentes ângulos da cabeça de pacientes médicos e pessoas comuns, sob o olhar criativo e humanizado do fotógrafo brasileiro Thiago Santos. Quem esteve presente no evento teve a oportunidade de ser fotografado pelo próprio Thiago Santos, que fez fotos dos rostos de quem passava pelo estande, incentivando-os a postar nas redes sociais para gerar visibilidade para um tema essencial, destacando que o glioma não escolhe idade, gênero ou classe social.

Para além das imagens e do engajamento nas redes sociais, com a participação também de influenciadores digitais, a campanha se mostra, especialmente, na combinação entre ciência e humanização na página issoeumglioma.com.br.

Histórias reais, como a dos pacientes Flávio Agapito e Gustavo Gaiote, reforçaram que o impacto do diagnóstico vai muito além da dimensão médica: afeta sonhos, famílias e perspectivas de futuro. Ao mesmo tempo, profissionais da saúde ofereceram clareza técnica, explicando o que são os gliomas, como se desenvolvem e quais são os caminhos possíveis de tratamento. Essa união entre conhecimento científico e testemunho humano cria um elo fundamental de confiança, cumprindo um papel educativo sobre a doença.

O glioma é o tumor maligno primário mais comum do cérebro, que pode surgir em qualquer idade, especialmente nos adultos jovens. Os sintomas mais comuns incluem alterações na função cognitiva como déficit de memória, raciocínio, e alterações no comportamento, convulsões, dificuldades de fala, dificuldades de coordenação motora ou equilíbrio, dor de cabeça intensa e recorrente, náusea e vômito. No entanto, nem todos os gliomas são iguais e um diagnóstico correto e assertivo é fundamental.

Os tratamentos vêm evoluindo de modo muito importante, vivemos uma fase de avanços significativos. As técnicas de cirurgia vêm sendo aprimoradas, assim como a radioterapia. E recentemente, novas medicações que atuam diretamente nas células do tumor, o que chamamos de terapia direcionada, vem sendo desenvolvidas com resultados importantes e que podem impactar de forma positiva a vida dos pacientes.

Por isso, campanhas como essa são essenciais: trazem visibilidade a uma doença pouco comentada, mas que exige atenção e rapidez na abordagem. Cada paciente enfrenta um caminho singular, e o acesso à informação correta é decisivo para escolhas de tratamento mais seguras e eficazes.

A conscientização salva vidas, possibilitando diagnósticos precoces, fortalecendo a relação entre paciente e equipe médica, e combatendo preconceitos ou mitos que só atrasam o tratamento. Mais do que uma campanha, “Isso é um Glioma” representa um convite: olharmos de frente para uma realidade difícil, mas transformável com ciência, informação e empatia.

*Dr. Fernando Maluf é médico oncologista, cofundador do Instituto Vencer o Câncer e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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