Com a chegada do verão, muitas pessoas buscam o bronzeado perfeito, mas é importante lembrar que nem toda forma de bronzear a pele é segura. O bronzeamento artificial, por exemplo, não é recomendado. Estudos mostram que a luz utilizada nesses equipamentos fragiliza as barreiras naturais da pele e pode aumentar o risco de câncer.
Por esse motivo, a orientação é para não fazer esse tipo de procedimento e, sempre que possível, optar pelo bronzeado natural, desde que com responsabilidade.
A exposição ao sol deve ser cuidadosa, especialmente no verão. O ideal é evitar o período entre 10h e 16h, quando a radiação ultravioleta é mais intensa. O uso diário de protetor solar, com reaplicação adequada, continua sendo uma das formas mais eficazes de proteção.
Cuidado especial com a pele do paciente com câncer
Essa atenção é ainda mais importante para pessoas em tratamento oncológico. Embora muitos procedimentos estéticos possam ser realizados, é preciso avaliar cada caso. Alguns tratamentos diminuem a imunidade, deixando pacientes mais vulneráveis a infecções.
Qualquer intervenção que cause trauma na pele pode abrir uma porta de entrada para bactérias, o que torna prudente adiar procedimentos potencialmente agressivos durante fases de maior fragilidade.
Vale lembrar que o câncer de pele é o mais frequente no Brasil, representando cerca de 30% de todos os tumores diagnosticados. A maior parte evolui lentamente e tem altas taxas de cura quando tratada corretamente. Menos de 3% correspondem ao melanoma, o tipo mais agressivo.
Ainda assim, a prevenção é sempre o melhor caminho — e passa por proteger a pele do sol intenso, usar protetor solar e evitar o bronzeamento artificial.
*Dr. Fernando Maluf é médico oncologista, cofundador do Instituto Vencer o Câncer e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.