1. Início
  2. /
  3. Colunas
  4. /
  5. Resoluções Que Valem o Ano Inteiro: por Que o Combate Ao Tabagismo Precisa Estar na Nossa Lista de Prioridades
Colunas

Resoluções Que Valem o Ano Inteiro: por Que o Combate Ao Tabagismo Precisa Estar na Nossa Lista de Prioridades

O tabagismo segue como um dos principais fatores de risco para o câncer, com destaque para o câncer de pulmão e seus impactos sociais e na saúde pública

3 min

Todo início de ano nos convida a refletir sobre mudanças, metas e compromissos pessoais. É um momento simbólico, que inspira novos hábitos e renova promessas que muitas vezes deixamos pelo caminho. Mas entre tantas resoluções possíveis, há um ponto que sempre merece ser lembrado por aqui: o combate ao tabagismo.

O consumo de tabaco, em suas mais diversas formas, continua sendo um dos fatores de risco mais importantes para inúmeros tipos de câncer. E quando falamos de tabaco, não há como evitar o tema do câncer de pulmão, uma doença que carrega impactos profundos não apenas na saúde individual, mas também na sociedade como um todo.

A Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC) apresentou dados recentes mostrando que, em 2022, a perda global de contribuições sociais devido a mortes prematuras por câncer de pulmão foi estimada em 88 bilhões de dólares. Trata-se do tipo de câncer que mais impacta a produtividade no mundo, um reflexo da gravidade e da dimensão do problema. A própria entidade, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS) têm conduzido estudos para compreender melhor as causas do câncer de pulmão, aprimorar métodos de detecção precoce e investigar fatores que influenciam a sobrevivência dos pacientes.

Os números reforçam essa urgência. O tumor de pulmão é o mais comum no mundo e também a principal causa de morte por câncer globalmente. Em 2022, quase 2,5 milhões de pessoas receberam esse diagnóstico e mais de 1,8 milhão morreram em decorrência da doença.

A principal causa? Ainda o tabagismo. Estima-se que 85% dos casos estejam diretamente relacionados ao consumo de tabaco. Mas não é só isso. Outros fatores também aumentam o risco, como exposição ao fumo passivo, poluição do ar, fumaça de motores e amianto.

Por isso, políticas públicas e escolhas individuais que reduzam a exposição ao tabaco e a outros agentes nocivos têm um valor enorme para cada pessoa, para as famílias e para toda a sociedade.

Mas o cuidado não se resume apenas a parar de fumar. Ele se estende à adoção de hábitos que fortalecem a saúde como um todo: alimentação adequada, prática regular de atividade física, vacinação em dia, consultas preventivas e atenção aos sinais do corpo.

Essa é a mensagem que precisa nos acompanhar durante o ano inteiro. Adotar hábitos saudáveis não é uma promessa de janeiro: é um compromisso contínuo, que vale para todos os meses. E como toda mudança importante, nem sempre é simples. Dar o primeiro passo pode ser desafiador. Se for difícil, peça ajuda! Profissionais de saúde, grupos de apoio e programas de cessação do tabagismo podem fazer toda a diferença.

Cuidar de si é o melhor investimento que podemos fazer. E assumir esse compromisso, neste novo ano, é um presente para o agora e para o futuro.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.