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Produção de Ração Animal Deve Superar 98 Milhões de Toneladas em 2026; Veja os Destaques do AgroRound

Confira outras avaliações de mercado agropecuário e os demais destaques do setor nesta semana

14 min

A indústria brasileira de alimentação animal produziu 22,6 milhões de toneladas de ração no primeiro trimestre de 2026, alta de 5,4% na comparação com o mesmo período de 2025. Segundo a primeira prévia do Sindirações, o desempenho decorre do avanço nas cadeias de aves e suínos, impulsionadas pelo aumento do abate e pelo ritmo das exportações. Com o resultado, a entidade projeta encerrar o ano com volume superior a 98 milhões de toneladas, expansão estimada em 4,5% sobre o ano anterior.

A avicultura de corte liderou o consumo entre janeiro e março, com 10 milhões de toneladas, refletindo a alta de 3,6% no abate de frangos. A suinocultura demandou 5,5 milhões de toneladas no trimestre, acompanhando o crescimento de 5,5% nos abates, que atingiram 15,3 milhões de cabeças.

O CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, afirma que os ganhos de eficiência zootécnica e a padronização nutricional sustentam a competitividade do setor. Para os próximos meses, a entidade prevê manutenção da demanda aquecida, puxada pela nutrição de precisão e pela intensificação dos sistemas produtivos.

Connan e PBR Brazil premiam Touro do Ano com R$ 100 mil em Barretos

Divulgação/ConnanEntrega do cheque de R$ 100 para o Touro do Ano Connan

A Connan Nutrição Animal e a PBR Brazil entregaram no domingo (23) o prêmio de R$ 100 mil ao proprietário do animal Mandrake Jr., eleito o Touro do Ano na decisão da temporada 2025/2026 da PBR Brazil. O encerramento do circuito ocorreu durante a 71ª Festa do Peão de Barretos (SP), após 34 etapas em 25 cidades. Pertencente à Cia Paulo Emílio e avaliado em R$ 1 milhão, o touro alcançou a marca ao obter 44,90 pontos dos juízes na apresentação final, conquistando o título nacional pela segunda vez.

A premiação consolida a parceria firmada em fevereiro entre a fabricante de suplementos minerais e a entidade esportiva para promover a cultura agropecuária no país. “Nossa marca esteve presente nas etapas da temporada onde mostramos a performance do nosso negócio e como valorizamos tanto os touros atletas e os tropeiros”, afirma o presidente da Connan, Fernando Penteado Cardoso Neto. Além da categoria de touros, a etapa final em Barretos definiu o peão João Paulo Velasco como o campeão brasileiro da temporada 2026.

UPL Brasil registra avanço em indicadores ESG e amplia programa para 1.000 fazendas até o fim de 2026

A UPL Brasil publicou a quarta edição do seu relatório de sustentabilidade referente ao exercício fiscal de abril de 2025 a março de 2026, destacando avanços nas frentes ambiental, social e de governança. O documento aponta que o Programa Aplique Bem atingiu 88,9% de conformidade nos pulverizadores de hortifrúti avaliados, superando a meta de 85% estabelecida para 2026. Além disso, a primeira fase do Pacto Agro Sustentável realizou diagnósticos ambientais e inventários de emissões de carbono em 24 propriedades rurais ligadas a cinco cooperativas parceiras.

No pilar social, a representatividade feminina alcançou 26,55% do quadro total de colaboradores e 27,46% dos cargos de liderança. A companhia também registrou aumento de 12 pontos percentuais no seu indicador de satisfação de clientes (NPS), atingindo 79%. “O Brasil ocupa posição estratégica e tem papel relevante no desenvolvimento de soluções que geram impacto positivo em toda a cadeia”, afirma o CEO da UPL Brasil, Cristiano Figueiredo. O desdobramento das ações prevê a expansão do Pacto Agro Sustentável para contemplar cerca de 1.000 propriedades rurais até o encerramento de 2026.

Sindustrigo alerta para alta nos custos do trigo com queda de 26% na safra brasileira

DivulgaçãoMax Piermartiri é presidente do Sindustrigo

A oferta de trigo no Brasil enfrentará maior pressão na safra 2026/2027 devido a adversidades climáticas e conflitos geopolíticos no Mar Negro, alerta o Sindicato da Indústria do Trigo de São Paulo (Sindustrigo). Segundo o 11º Levantamento da Conab, a produção nacional deve cair 26%, totalizando 5,8 milhões de toneladas, enquanto a área plantada recuou 20,4%, para 1,92 milhão de hectares. O cenário reduz a disponibilidade de matéria-prima e amplia a dependência de importações para suprir a demanda interna, estimada em mais de 13 milhões de toneladas.

O presidente do Sindustrigo, Max Piermartiri, afirma que o excesso de chuvas provocado pelo El Niño no Sul do país e na Argentina compromete tanto o volume quanto a qualidade industrial dos grãos. Além disso, o USDA prevê queda de 19% nas exportações argentinas na temporada. Com a valorização do dólar e a alta das cotações em Chicago, o setor moageiro prevê repasse gradual de custos aos derivados, como pães, massas e biscoitos, nos próximos meses.

Estatal de fertilizantes da Tunísia convida Vale para investir no setor de fosfato

A estatal Groupe Chimique Tunisien (GCT), maior produtora de fertilizantes da Tunísia, sinalizou interesse em atrair investimentos de empresas brasileiras, com menção direta à Vale, para projetos na indústria local de fosfato. A declaração foi feita pelo gerente de vendas da companhia, Drine Okba, durante o Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, realizado nesta terça-feira (25), em São Paulo. O país africano possui reservas de 2,4 bilhões de toneladas de rocha fosfática e planeja expandir sua capacidade de produção de fertilizantes para 9 milhões de toneladas até 2030, mirando a ampliação das vendas para o Brasil, atual maior importador mundial de fosfato monoamônico (MAP).

De acordo com Okba, executivos da Vale já visitaram as instalações tunisianas e conhecem a qualidade do insumo local. A indústria de fosfato do país busca aportes privados em infraestrutura energética e exploração de reservas para viabilizar o plano de expansão. Em 2025, o Brasil importou 33,4 mil toneladas de fertilizantes da Tunísia, volume que representou 5,7% das compras brasileiras do país africano. A estatal reforçou o convite para que comitivas de empresas do Brasil visitem a Tunísia para negociar parcerias estratégicas.

Embrapa lança Painel Café em Números para integrar dados da cafeicultura brasileira

Renata Silva/Embrapa CaféPlanta de café carregada de frutos maduros

A Embrapa Café e a Embrapa Territorial lançaram a ferramenta interativa Painel Café em Números para centralizar informações oficiais da cafeicultura no Brasil. O ambiente digital integra bases de dados do IBGE, do Censo Agropecuário, do Zarc e da própria estatal, cobrindo as espécies Coffea arabica e Coffea canephora com uma série histórica de produção de 2014 a 2024. A iniciativa consolida indicadores estratégicos de produção, geografia, risco climático e perfil socioeconômico em recortes nacionais, regionais, estaduais e municipais para orientar decisões e políticas públicas no setor.

A plataforma está dividida em sete módulos temáticos e prevê atualizações contínuas à medida que novos levantamentos oficiais forem publicados. O desenvolvimento do painel marca a fase inicial para a estruturação da futura Plataforma Nacional de Inteligência Territorial do Café, projeto que incorporará monitoramento por imagens de satélite, dados georreferenciados e inteligência artificial. A implementação dessa segunda etapa depende da captação de recursos e da consolidação de parcerias com o setor público e privado.

Mercado de fertilizantes exige estratégias distintas de compra no fim de agosto

O mercado de fertilizantes encerra agosto com dinâmicas divergentes para a safra de soja 2026/2027 e o milho safrinha 2027. A ureia acumulou alta e atingiu a faixa de US$ 480 a US$ 500 por tonelada no Brasil, influenciada pela demanda indiana e pela oferta restrita no Oriente Médio. Em contrapartida, os fosfatados recuaram, com o MAP caindo para US$ 850 a US$ 870 por tonelada diante da maior disponibilidade no país, enquanto o cloreto de potássio manteve-se estável entre US$ 385 e US$ 400 por tonelada.

Diante do cenário, a analista de estratégia da Biond Agro, Isabella Pliego, orienta que a estratégia de compra deve ser individualizada por nutriente. A recomendação da consultoria é aguardar movimentos no nitrogênio devido à possibilidade de cotas de exportação da China, enquanto o produtor deve avançar parcialmente nas aquisições de fósforo e potássio para assegurar as entregas do plantio da soja que se aproxima.

CropData inclui painel de abelhas sem ferrão e registra alta na exportação de sementes

DivulgaçãoAbelhas nativas

O portal CropData, da CropLife Brasil, passou a integrar o Atlas da Meliponicultura com indicadores de 93 espécies de abelhas sem ferrão mapeadas no país, com destaque para o Norte, que concentra 65 variedades. Na mesma atualização de agosto, o balanço de comércio exterior apontou que as exportações brasileiras de sementes somaram US$ 126,7 milhões de janeiro a julho de 2026, uma alta de 2,1% em comparação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi puxado pelas sementes de milho, que movimentaram US$ 53 milhões e cresceram 26,1% em valor.

O avanço na venda de sementes de milho ocorreu devido ao aumento da demanda da Venezuela, que ampliou a área plantada e quadruplicou as compras do insumo brasileiro. Em volume total, o país embarcou 22,6 mil toneladas de sementes nos sete primeiros meses do ano, alta de 10,2%. “A biodiversidade no país é um ativo produtivo”, afirmou o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides. O executivo ressaltou ainda que a associação A.B.E.L.H.A. foi integrada à estrutura da entidade para dar escala à agenda de polinizadores e às boas práticas agrícolas.

Fundepag cresce 92% e fatura R$ 130 milhões impulsionada pelo agronegócio

A Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) atingiu R$ 130 milhões em recebimentos operacionais por meio da execução de projetos e serviços em 2025. O montante representa um crescimento de 92% em comparação aos R$ 68,3 milhões registrados no ano anterior, resultado impulsionado pelo fortalecimento de parcerias com Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), governos e empresas. O setor agropecuário liderou as operações e respondeu por 74,8% do faturamento da entidade no período.

O Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) liderou a captação entre as entidades apoiadas, somando R$ 41,9 milhões, seguido pelo Instituto Biológico (IB), com R$ 27,1 milhões. Segundo o diretor-presidente da Fundepag, Álvaro Duarte, os dados mostram dois perfis de atuação: “Enquanto ITAL e IB concentram serviços de resposta rápida ao setor produtivo, organizações como o IPEN atuam na condução de projetos de pesquisa e desenvolvimento de maior duração”, afirma. A fundação também assumiu a gestão administrativa do CTI-Tec, em Campinas, para expandir sua atuação em ecossistemas de inovação.

BNDES abre R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis para projetos de bioinsumos

Guilherme Maragno/EmbrapaBioinsumos desenvolvidos pela Embrapa Hortaliças

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebe até 31 de agosto as inscrições para o segundo ciclo da iniciativa BNDES Bioinsumos, que disponibiliza R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis. O programa apoia a implantação de unidades industriais e semi-industriais para produção de insumos biológicos voltados ao uso próprio de cooperativas e associações da agricultura familiar. Os projetos, apresentados por organizações sem fins lucrativos, devem ter valor mínimo de R$ 5 milhões.

Nesta semana, a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, visitou a Embrapa Agrobiologia para negociar o apoio técnico da estatal ao programa. “O uso de bioinsumos está associado a práticas agrícolas mais sustentáveis e à segurança alimentar”, afirma Campello. O BNDES Bioinsumos conta com orçamento total de R$ 60 milhões, dos quais R$ 20 milhões foram aplicados no primeiro ciclo em 2025.

Sindiveg lança curso gratuito sobre manejo e preservação de abelhas na agricultura

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) disponibilizou um curso gratuito e online, por meio da iniciativa Colmeia Viva, voltado ao manejo sustentável e à integração entre agricultura e apicultura. A capacitação possui sete módulos que orientam produtores e apicultores sobre o uso correto e seguro de defensivos agrícolas para proteger os polinizadores no campo. O treinamento visa conter prejuízos produtivos, visto que a ausência desses insetos pode gerar perdas de 40% a 100% no rendimento de culturas dependentes de polinização.

A iniciativa visa promover o diálogo e o planejamento preventivo entre os trabalhadores rurais. “Quando agricultores e apicultores compartilham informações e adotam medidas preventivas, todos ganham: o produtor protege sua lavoura e o apicultor preserva suas colmeias”, afirma a analista de Uso Correto e Seguro do Sindiveg, Isabela Rivato. A entidade também oferece suporte técnico gratuito pelo telefone 0800 771 8000 e pelo aplicativo Colmeia Viva, voltado ao aviso prévio de pulverizações.

TIVIT aponta que inteligência artificial avança na gestão do agronegócio e reduz até 30% paradas de máquinas

A inteligência artificial passou a focar na gestão operacional do agronegócio brasileiro, impulsionando a eficiência em planejamento, logística, manutenção e recursos hídricos antes de se consolidar no campo. Segundo a TIVIT, multinacional do Grupo Almaviva, a integração de sensores IoT, plataformas de dados e modelos de IA permitiu reduzir em até 30% as paradas não planejadas de equipamentos no setor. A movimentação atende a demandas por rastreabilidade, sustentabilidade e eficiência econômica em grandes grupos de grãos, cana e pecuária.

“Existe uma percepção de que a IA transforma primeiro o campo, mas muitas vezes os ganhos aparecem antes na gestão da operação”, afirma Daniel Calero, diretor da TIVIT. Para contornar gargalos de infraestrutura, visto que a conectividade móvel atinge apenas 33,9% da área agrícola, a empresa adota sistemas de processamento local com sincronização posterior em nuvem para expandir as soluções.

Ibraoliva pede à Receita investigação por suspeita de fraude tributária em azeites europeus

DivulgaçãoOliveira carregada com frutos

O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) acionou a Receita Federal para investigar uma possível fraude tributária na importação de azeites da Europa comercializados como extravirgens no Brasil. A entidade aponta que produtos classificados como extravirgens possuem alíquota zero de importação, enquanto o azeite virgem paga 9% de imposto. Análises do Ministério da Agricultura identificaram amostras vendidas como extravirgens de marcas como Andorinha, Gallo e Carrefour que se enquadravam, na verdade, como virgens.

Segundo o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, a desconformidade gera concorrência desleal com a indústria nacional, que paga 12% de ICMS interno. “Um rótulo que não corresponde ao produto, além de enganar o consumidor, pode levar a uma redução de 9% para 0% de impostos no azeite importado da Europa”, afirma. Para conter o problema, a entidade pedirá ao Governo Federal que a alíquota do extravirgen importado retorne a 9% e que o tributo do virgem seja zerado.

Ibá lança websérie sobre qualificação profissional para suprir demanda do setor de árvores cultivadas

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) lançou nesta quinta-feira (27) a websérie “Gente que Move a Gente” para destacar iniciativas de formação profissional em meio à escassez de mão de obra no setor. Produzida com 17 empresas associadas, a campanha apresenta depoimentos sobre a trajetória de trabalhadores no campo e na indústria. O segmento, que prevê investimentos de R$ 75 bilhões até 2029 e emprega 2,8 milhões de pessoas, projeta criar 24 mil vagas diretas e 69 mil indiretas até 2032 apenas em Mato Grosso do Sul, segundo a consultoria ESG Tech.

Para atrair e reter talentos diante da expansão industrial, companhias da cadeia produtiva implementaram programas próprios de capacitação, que abrangem desde a formação de mulheres motoristas e turmas técnicas locais até centros itinerantes em contêineres e reforço escolar. “O setor transforma realidades de famílias e estimula o desenvolvimento de regiões até então economicamente deprimidas”, afirma Paulo Hartung, presidente da Ibá. O movimento acompanha o avanço da bioeconomia no país, que registrou a produção de 30 milhões de toneladas de celulose nos últimos 12 meses.

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