Em recente episódio do Forbes MKT, Juliana Roschel, CMO do Nubank, abriu o jogo sobre como vem equilibrando autenticidade, inovação de marca e colaboração — elementos que, para ela, são fundamentais para continuar relevante em um mercado tão volátil.
Quando questionada sobre qual hábito tem sido essencial para manter a marca forte, Juliana destacou o valor de estar perto do público. “Ouvir de verdade”, ela disse: feedbacks, pesquisas, interações espontâneas. Essa escuta ativa orienta não só campanhas, mas até decisões sobre parcerias.
Sobre os desafios menos explicitos de gerenciar uma marca como a do Nubank, ela cita a coerência entre identidade interna e percepção externa. E também fala da “nebulosa” que costuma surgir quando se mistura inovação com expectativas externas, sobretudo de investidores e usuários. “É como caminhar numa corda — inovação demais pode confundir; inovação pouco parece ficar pra trás.”
As collabs estratégicas surgem, então, como uma forma de conectar o Nubank com cultura, propósito e novos públicos. Juliana falou de iniciativas que unem fintech com arte, música ou causas sociais — não com intenções meramente transacionais, mas como pontes para diálogo e valor compartilhado. Ela afirma que o diferencial está em escolher colabs que “respeitam o DNA do Nubank”.
No terço final da conversa, Juliana compartilhou conselhos para sua versão mais jovem: “Não terceirize quem você é como marca”. Isso vale tanto para falar o que acredita quanto para escolher com quem anda — parceiros, colaboradores, iniciativas. Sua mensagem final reforça que construir uma marca resiliente exige coragem, clareza e, sobretudo, coerência.