ESPECIAL INOVADORES NEGROS: 10 profissionais que estão fazendo história nas grandes empresas de tecnologia

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Suelen Marcolino, LinkedIn: a inovação também é um movimento de sair das “bolhas” e dialogar

A Forbes Insider vai publicar ao longo das próximas semanas, a partir de hoje (24), sempre às sextas-feiras, um panorama da atuação dos profissionais negros no ecossistema de inovação do país. O especial começa hoje com 10 representantes das grandes empresas de tecnologia instaladas por aqui. Além dessas companhias, a Forbes também tentou outras cinco, que preferiram não participar ou não tinham indicações.

No ano passado, a Brasscom – Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação realizou uma pesquisa sobre formação educacional e empregabilidade em TIC que chegou à conclusão que apenas 30% da força de trabalho no setor (11% mulheres e 19% homens) é formada por profissionais negros, pardos ou indígenas – e isso em todas as áreas. O levantamento não aponta quanto desse porcentual atua em funções ou cargos de alto valor agregado, como tecnologia e inovação, mas a julgar pelo contraste com o total da população negra brasileira – 56,10% – e o histórico socioeconômico dá para supor, com alguma dose de certeza, que é baixo.

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Isso não significa, no entanto, que esses personagens não existam. Eles existem e precisam contar suas histórias para que outros sigam o exemplo. Um dos problemas detectados pela Brasscom para o não preenchimento de todas as vagas do setor disponíveis no país é a falta de interesse do público jovem. “Muitos deles acham que essa não é uma área para eles”, diz Sergio Paulo Gallindo, presidente da entidade. E isso acontece principalmente nas classes mais baixas.

Ampliar o holofote sobre os exemplos que deram certo é uma forma de vencer essa percepção. Há outras, claro, que passam por políticas públicas de reformulação das grades curriculares e pela distribuição de renda de forma geral. A nossa parte passa pela primeira – essa é a nossa forma de contribuir.

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Veja, na galeria de fotos abaixo, 10 profissionais negros que estão fazendo história nas grandes empresas de tecnologias brasileiras ou instaladas por aqui:

  • 1. Ademir de Alvarenga Oliveira, Google

    Ademir de Alvarenga de Oliveira é líder técnico e gerente de engenharia do Google, baseado no escritório da empresa em Belo Horizonte. Formado em ciência da computação pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e mestre na mesma matéria pela UFMG, Ademir chegou no Google em 2005, quando o Centro de Engenharia para a América Latina da empresa foi fundado em BH.

    Desde então, o mineiro de 40 anos, egresso de uma família de educadores, já atuou como desenvolvedor em produtos como AdWords, Google Maps, Google My Business (Android), bem como em projetos de infraestrutura em iOS. Também foi um dos nomes à frente dos times técnicos do Orkut e do Google Family Link. Atualmente, é um dos líderes da equipe responsável pela infraestrutura de segurança e combate a spams, phishing e malwares no Brasil, um dos mercados mais importantes para a companhia. O engenheiro de software – amante do violão e das corridas de longa distância – também é um dos líderes dos AfroGooglers, a rede de funcionários negros da gigante de tecnologia, e membro do Conselho de Diversidade no escritório brasileiro.

    Segundo Oliveira, para que uma tecnologia seja verdadeiramente inovadora, deve ser socialmente revolucionária e também desafiar o status-quo: “Para isso, ela precisa ser pensada além da técnica e da economia, ela precisa ser pensada para ter impacto social: uma inovação não deve ser avaliada apenas pelo seu produto imediato e direto, mas principalmente pelas suas consequências, ou seja, pelo tipo de sociedade que ela ajuda a promover”, ressalta o engenheiro do Google. “Entendo que a verdadeira inovação do século 21 precisa ser inclusiva, promotora de equidade, justiça social e solidariedade.”

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  • 2. Alexandre Carvalho, SAS Brasil

    Alexandre Carvalho é consultor na subsidiária brasileira da empresa de software de data analytics SAS. Com sua experiência na utilização das técnicas de machine learning, geomarketing e forecasting, Carvalho norteia as ações de marketing e desenvolvimento de novos negócios na empresa. Alexandre é mestre em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com especialização em Data Mining pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    No SAS Brasil, Carvalho atua na área de customer advisory, responsável por entender os problemas de negócio dos clientes e apresentar soluções que possam apoiá-los no desenvolvimento e evolução analítica. Como parte do seu campo de atuação, o executivo tem como um de seus principais focos de atuação, o desenvolvimento de projetos no setor público, conduzindo trabalhos para subsidiar a gestão analítica e a eficiência na arrecadação tributária, dívida ativa e fiscalização na qualidade dos gastos públicos.

    Entre os projetos que realizou em sua função atual, está o Observatório Analítico, proposta com foco no setor público, que visa apresentar análises consistentes de dados públicos, coletados de grandes bancos de dados, gerando insights importantes com base em previsões estatísticas para que gestores públicos possam localizar e combater irregularidades e na recuperação de arrecadação.

    Segundo Carvalho, “inovar é manter a criatividade de uma criança, ser resiliente às mudanças, ter o conhecimento histórico no qual vivemos, incorporar à nossa experiência de negócio, e utilizar a tecnologia para colocar em prática as nossas ideias. Para que isso seja possível, o trabalho em equipe e o pensamento analítico são fundamentais na geração de produtos ou serviços inovadores.”

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  • 3, Almir Silva, Salesforce

    Filho de pai marceneiro e mãe dona de casa, o diretor de customer success da Salesforce, Almir Silva, é o único homem entre seis filhos de uma família nordestina que se estabeleceu em São Paulo para tentar uma vida melhor. Criado no bairro do Campo Limpo, no extremo da zona sul, viu o sonho de seguir a profissão do pai arruinado por uma alergia à serragem. Graças à uma bolsa de estudos, cursou processamento de dados no Colégio São Luis. Na sequência, com a ajuda do crédito educativo oferecido pela Caixa Econômica Federal, formou-se em administração com ênfase em análise de sistemas.

    Com passagens pela Lucent e Andersen Consulting (atual Accenture), duas pós-graduações (gestão estratégica de negócios e rede de computadores), certificação Microsoft Certified System Engineer, ITIL e CobIT e especialização em liderança nos Estados Unidos, Silva entrou na Salesforce em janeiro de 2017, após um processo de seleção que demorou 10 meses. Um ano depois de atuar como arquiteto de negócios, na área de Innovation & Transformation Center, passou a trabalhar no segmento de serviços profissionais, inclusive na América Latina. Desde 2019, lidera a área de customer success da Salesforce, atendendo grandes companhias dos mais variados setores.

    “Na minha opinião, inovar é gerar resultado mensurável, com eficiência e produtividade, atendendo a condição para manter um negócio vivo, seja para algo novo ou para algo que já exista”, diz. Silva é também mentor do Instituto Semear, que apoia jovens-sementes de baixa renda em universidades públicas, e membro do grupo BOLDForce Blasil (Black Organization for Leadership Development), da Salesforce, que provê o suporte aos colaboradores negros para que tenham oportunidades de desenvolvimento e evolução na carreira, através de atividades internas e externas, encontros e discussões com entidades e parceiros.

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  • 4. Fabio Rocha, Totvs

    Gerente de desenvolvimento de software desde 2016 na TOTVS, Fabio já está na multinacional brasileira há 15 anos. É responsável pelo programa de engajamento da comunidade TOTVS Developers, gestor do framework web da companhia e está à frente do PO UI, o primeiro grande projeto open source da empresa. Formado pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo, Fabio queria, na verdade, seguir carreira na área de economia. “Mas, por incentivo do meu pai, que tinha uma visão muito clara da importância da tecnologia, acabei fazendo processamento de dados na FATEC/SP em 1996”, conta.

    Fabio não parou mais. Depois da graduação, veio um MBA pela Fundação Getulio Vargas. Mas isso não quer dizer que tenha sido fácil. “Tive algumas dificuldades para promoções e reconhecimentos, principalmente pela forma casual como me visto”, diz.

    Para ele, a inovação pode estar em qualquer iniciativa, em qualquer área, inclusive naquelas menos óbvias, que promovam melhorias em processos capazes de facilitar a vida das pessoas. “Não são apenas as grandes ideias, consideradas disruptivas, que podem ser classificadas como inovadoras. Por isso, acredito que qualquer pessoa possa ser um inovador nato, mesmo com ideias e atitudes simples no dia a dia.”

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  • 5. Flávia Roberta Silva, IBM

    Assessora executiva da gerente geral da IBM América Latina, Flávia Roberta Silva tem quase 25 anos de empresa, tendo passado por áreas como suporte técnico, finanças e gerenciamento de projetos de serviços. Em seu cargo atual, atua no engajamento de equipes e fomento de projetos estratégicos da empresa que promovam a inovação com foco na reinvenção digital das organizações.Flávia é a filha mais velha entre quatro irmãos, de uma família muito curiosa e maker. Cresceu cercada por multímetros, transistores, circuitos, livros, tecidos, materiais de artes – e cheia de imaginação. Com seus irmãos, construía seus próprios brinquedos, teatro, um mundo próprio que, apesar de fisicamente limitado, em um quarto para os quatro, nunca teve fronteiras.Encantada por números, dedução de fórmulas, olimpíadas de matemática e feiras de ciências, era a única menina no grupo dos meninos mais nerds da classe que entregaram o projeto de uma rádio interna, que foi o campeão daquele ano, foi decisivo nas escolhas que estavam por vir. Formada em análise de sistemas pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC) com MBA pela Fundação Getúlio Vargas, destaques da carreira de Flávia incluem a coordenação de projetos de inovação no Laboratório de Pesquisa da IBM no Brasil. Também foi a catalisadora das iniciativas de inovação para o ecossistema de TI, que engloba empresas, universidades, comunidades e hubs de inovação. De forma inédita na IBM, fez com que 500 pessoas passassem um final de semana dentro da sede de São Paulo participando de uma maratona de 30h de programação. Com seu time, criou o programa de Meetups da IBM, os BlueTalks, que hoje conta com cerca de 10 mil membros. “Investir na formação criativa é um dos fundamentos para inovação, façam isso por vocês, por seus filhos”, diz Flávia, que associa a inovação com a cultura organizacional: “Cultura se faz com gente. Gente é diversa. Dessa diversidade de gente, de culturas, de experiências, surge a inovação.”

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  • 6. Marcelo Leal, Microsoft

    Marcelo Leal é diretor de marketing de produto na Microsoft, onde trabalha desde 2015. Graduado em ciências da computação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, o gaúcho de 45 anos fez extensões em análise de dados e marketing moderno – diversidade e inclusão pela Kellogg School of Management, a escola de negócios da Northwestern University, em Illinois.

    Atualmente, Leal é líder de inovação de aplicativos em nuvem – área que é considerada prioridade para a companhia – na unidade brasileira da gigante de tecnologia em São Paulo. Paralelamente, lidera o pilar de Blacks at Microsoft (BAM), criado para apoiar e contribuir no avanço das estratégias de diversidade global da companhia. A iniciativa tem como objetivo construir uma forte e sólida comunidade de negros e afrodescendentes, com políticas de atração, recrutamento, retenção e desenvolvimento desses profissionais para aumentar sua representatividade dentro da organização.

    Leal define a inovação como “a escolha da ação ao contrário da omissão, é não ter medo de correr riscos, não ter medo de falhar.”

    “Inovar é descobrir oportunidades, é a busca constante por ser mais eficiente e eficaz. É, acima de tudo, assumir a posição de liderança e responsabilidade para alavancar as oportunidades que nos são apresentadas e, assim, criarmos oportunidades para outras pessoas”, ressalta.

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  • 7. Renato José da Fonseca, Stefanini

    Responsável pela atuação da multinacional brasileira em São Paulo e na região de São José dos Campos, Renato leva a inovação até os clientes, entregando soluções de bancos digitais, PIX, indústria 4.0, Big Data, Analytics e inteligência artificial. Além da experiência técnica no desenvolvimento de sistemas, incluindo plataformas mobile, e na gestão de projetos, o santista é reconhecido pela facilidade em liderar equipes de alta performance.

    Formado em tecnologia da informação, tem especializações em engenharia de software e liderança management 3.0, certificação Scrum Master e é especialista em técnicas criativas de inovação, com uso de design sprint e lean inception. Com experiência internacional, atuou nos Estados Unidos e em Angola. Aos 51 anos, tem duas passagens pela Stefanini: de 1993 a 1998, quando a companhia empregava cerca de uma centena de funcionários, e de 2016 até agora, quando a força de trabalho já chega a 25 mil colaboradores.

    Por uma década, Renato atuou como professor pós-Latu-Sensu da Universidade Mackenzie, como titular das cadeiras de técnicas avançadas de programação e banco de dados.

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  • 8. Solange Sobral, CI&T

    Solange Sobral é vice-presidente de operações e partner da multinacional brasileira de transformação digital CI&T. Solange entrou na CI&T como desenvolvedora de software logo após terminar a graduação e o mestrado em computação. A trajetória de Solange está intrinsecamente ligada à da própria empresa, que tinha apenas cinco colaboradores quando ingressou, em 1996. Desde então, ajudou a criar o modelo de liderança da empresa, ao mesmo tempo que construía o seu próprio perfil como líder.

    A executiva atua diretamente nos desafios transformacionais de clientes, buscando compreender a fundo o contexto, oportunidades e barreiras. Ela aplica ferramentas e aprendizados com o intuito de provocar a transformação digital nestas empresas, com impactos substanciais na cultura, nos resultados dos negócios e dos consumidores finais das organizações que atende.

    Solange decidiu fazer computação aos nove anos de idade: “uma decisão muito própria, já que não tinha muitos exemplos naquele momento a seguir, nem de família, nem de pessoas próximas”, conta. Mesmo morando em uma cidade pequena de interior, com pouco acesso a grandes universidades ou boas escolas, muito cedo entendeu que os estudos e os super esforços, seriam as grandes alavancas para sua busca de oportunidades de crescimento. Ao final da faculdade emendou o mestrado e no último ano deste já entrou na CI&T.

    A criação de suas próprias oportunidades de crescimento, a busca constante por superação de desafios e não aceitar o “não é possível” foram características sempre presentes na sua jornada de crescimento. Uma das executivas mais sêniores da empresa, ela entende que também tem um papel social em um mercado que ainda vê negros, mulheres e mães como minoria em posições de liderança. Segundo ela, inovar é “a capacidade de resolver problema ou necessidade real com criatividade, permitindo ao público alvo o acesso à solução e ao seu impacto.”

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  • 9. Suelen Marcolino, LinkedIn

    Suelen Marcolino é gerente de relacionamento da divisão de soluções de talento no LinkedIn. Formada em Relações Institucionais e com um MBA em Marketing Digital pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a executiva é responsável por apoiar os clientes do LinkedIn a encontrar o candidato certo para vagas de emprego e promover a marca empregadora das empresas por meio das soluções de recrutamento da plataforma.

    Entre seus feitos na empresa, onde ingressou em 2017, está a fundação e liderança do comitê de inclusão racial no LinkedIn, o BIG (Black Inclusion Group), que busca criar oportunidade para profissionais negros no LinkedIn e promover o pertencimento, construir inteligência cultural e desenvolver líderes atuais e futuros. Este projeto também atua como plataforma para que Suelen e os membros do comitê apoiem diversas instituições brasileiras que promovem a inclusão racial, com ações como a doação de licenças premium do LinkedIn e capacitações e palestras voltadas aos integrantes das ONGs.

    Ao falar sobre sua visão de inovação, Suelen diz ser possível notar o comprometimento de uma empresa com o tema: segundo a executiva, os esforços empreendidos por organizações para absorver as demandas do seu mercado demonstram isso, bem como a busca por refletir em sua marca as mudanças sociais da geografia onde ela está inserida.

    “Acredito que a chave não está no conceito [de inovação] propriamente, mas como a gente entende as suas implicações. Porque para chegarmos lá é fundamental enxergar valor onde ninguém vê – e isso só é possível quando temos olhares diversos empreendendo esforços sobre o mesmo tema; é conseguir dar novos usos ao que já conhecemos, mas para conseguí-lo é preciso ter referências que muitas vezes fogem à nossa cosmologia”, aponta.

    Segundo Suelen, a inovação também é um movimento de sair de “bolhas” e dialogar, bem como entender o que acontece fora de zonas de conforto: “Se por um lado requer esforço, por outro, também é uma questão de sobrevivência.”

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  • 10. Thalita Duarte, Twitter

    Estrategista de marca, Thalita atua fornecendo consultoria estratégica. “Meu trabalho é, a partir de um ponto de vista criativo e de planejamento, ajudar empresas e agências de publicidade a construírem marcas na plataforma considerando o comportamento único de navegação das pessoas na rede social. Isso me permite participar da cadeia de influência de grandes campanhas digitais no Brasil”, conta.

    “Meu compromisso é garantir que os tuítes dessas marcas estejam alinhados ao seu valor. Muitas delas têm o propósito relacionado a questões sociais e ambientais e, mesmo quando não é o caso, mostram o desejo de participar das conversas quentes que, muitas vezes, envolvem temas como esses.”

    Um dos exemplos é o movimento #VidasNegrasImportam. “Antes de entrar num debate como esse, a marca precisa construir sua legitimidade via ações antirracistas práticas e, sobretudo, ter credibilidade de discurso com base em equipes que busquem a equidade racial em toda a cadeia da campanha: empresa, agências e plataformas.”

    Na empresa há quatro anos, Thalita lidera o grupo de afinidade de funcionários negros, batizado de Blackbirds. Também desenvolveu um projeto acadêmico em 2017 sobre como diversidade e inclusão podem pavimentar um mercado de comunicação mais ético e com maior responsabilidade social.

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1. Ademir de Alvarenga Oliveira, Google

Ademir de Alvarenga de Oliveira é líder técnico e gerente de engenharia do Google, baseado no escritório da empresa em Belo Horizonte. Formado em ciência da computação pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e mestre na mesma matéria pela UFMG, Ademir chegou no Google em 2005, quando o Centro de Engenharia para a América Latina da empresa foi fundado em BH.

Desde então, o mineiro de 40 anos, egresso de uma família de educadores, já atuou como desenvolvedor em produtos como AdWords, Google Maps, Google My Business (Android), bem como em projetos de infraestrutura em iOS. Também foi um dos nomes à frente dos times técnicos do Orkut e do Google Family Link. Atualmente, é um dos líderes da equipe responsável pela infraestrutura de segurança e combate a spams, phishing e malwares no Brasil, um dos mercados mais importantes para a companhia. O engenheiro de software – amante do violão e das corridas de longa distância – também é um dos líderes dos AfroGooglers, a rede de funcionários negros da gigante de tecnologia, e membro do Conselho de Diversidade no escritório brasileiro.

Segundo Oliveira, para que uma tecnologia seja verdadeiramente inovadora, deve ser socialmente revolucionária e também desafiar o status-quo: “Para isso, ela precisa ser pensada além da técnica e da economia, ela precisa ser pensada para ter impacto social: uma inovação não deve ser avaliada apenas pelo seu produto imediato e direto, mas principalmente pelas suas consequências, ou seja, pelo tipo de sociedade que ela ajuda a promover”, ressalta o engenheiro do Google. “Entendo que a verdadeira inovação do século 21 precisa ser inclusiva, promotora de equidade, justiça social e solidariedade.”

 

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